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Considerações
em torno das atuais correntes predominantes da pesquisa em psicoterapia
Marlene Silveira Araújo
Daniela Wiethaeuper
As autoras tecem considerações em torno de duas grandes correntes
predominantes na pesquisa em psicoterapia no mundo. A primeira considera
que os resultados dos tratamentos relacionam-se a fatores comuns
existentes em todas psicoterapias, como, por exemplo, a aliança
terapêutica. Isto quer dizer que a melhora do paciente seria secundária
à abordagem utilizada pelo terapeuta. A outra corrente constitui-se
de grupos que defendem o ponto de vista no qual cada quadro psicopatológico
exigiria uma abordagem técnica específica. Embora existam fortes
evidências empíricas que dão suporte a ambas as correntes, estudos
cada vez mais aprofundados e rigorosos devem ser realizados para
determinar quais são os fatores relacionados à eficácia e efetividade
dos processos psicoterapêuticos. No entanto, revisando a literatura
nacional, constata-se uma quase total ausência de publicações nesta
área, ao mesmo tempo em que se observa um crescente interesse pela
pesquisa em psicoterapia com metodologia qualitativa. Este achado
contrasta com o tipo de pesquisa em psicoterapia realizado em países
como Estados Unidos, Canadá, e alguns países da Europa, onde predomina
a pesquisa quantitativa. Estes aspectos são discutidos no texto,
após um breve histórico da pesquisa em psicoterapia no mundo até
os dias atuais. Como comentários finais, as autoras argumentam que
a investigação em psicoterapia deve objetivar a validação das teorias
científicas, a abertura de novas compreensões dos fenômenos e o
desenvolvimento de técnicas adaptadas à atualidade. Estas devem
dar base à prática dos profissionais num constante interjogo entre
subjetivo e objetivo.
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