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Escultura

Mármore

Para os pedreiros e a indústria da construção, o termo designa qualquer calcário resistente que possa ser cortado em lâminas relativamente finas e polido de modo a apresentar-se a trabalhos decorativos. Em um sentido mais estrito, refere-se a calcários metamórficos cuja estrutura tenha sido recristalizada pelo calor ou pela pressão. O puro mármore branco de Carrara, extraído das pedreiras de Massa, em Carrara, e de Pietra Santa, na Toscana, desde o século III a.C., é a mais famosa de todas as pedras.

 

Gesso (Gesso de Paris)

Pó muito fino, branco ou rosado, feito pela calcinação ou desidratação da gipsita, e que, quando misturado a água, forma uma pasta de solidificação rápida que, quando seca, transforma-se numa massa homogênea, sólida e inerte. O gesso é usado na escultura para confecção de moldes.

 

Bronze

Liga de cobre (em geral cerca de 90%) e estanho, contendo com freqüência pequenas proporções de outros metais, como chumbo ou zinco. Desde a antiguidade o bronze tem sido o metal mais usado em esculturas fundidas, devido a sua durabilidade , solidez e ao fato de ser facilmente trabalhável – tanto a frio como a quente – por uma variedade de processos. É de mais fácil fundição que o cobre pois tem um ponto de fusão mais baixo; e sua grande resistência a tração permite a extensão de partes proeminentes, sem apoio por baixo – o que representa uma vantagem em relação a escultura em mármore. A cor do bronze varia segundo a proporção de estanho ou de outro metais presentes na liga, e vai de tons prateados a um rico vermelho-cobre. A beleza de sua superfície pode ser realçada pela pátina.

 

Pátina

Camada, em geral de cor esverdeada que se forma na superfície de certos objetos metálicos (tipicamente de bronze) em virtude da oxidação. Esse depósito ocorre naturalmente pela exposição a atmosfera e pode ser acelerado ou modificado conforme o objeto seja imerso no mar ou enterrado no solo, onde determinadas substâncias agem produzindo uma série de reações químicas. Desde a Renascença tornou-se comum uma produção artificial desse efeito em estátuas de bronze mediante tratamento com ácido. O termo “pátina” pode ser aplicado, por extensão, a qualquer método de descoloração ou envelhecimento de superfícies, como a aplicação de verniz sujo sobre uma pintura.

 

Granito

Rocha ígnea cristalina, granular não-estratificada, amálgama de quartzo, feldspato e mica. O granito distribui-se pelo mundo inteiro e apresenta inúmeras variedades, diferindo a textura. Ocorre numa larga gama de cores – cinza, verde, rosado, amarelo – e os pequenos fragmentos de mica dão-lhe um vivido faiscar. Pode ser polido ao ponto de adquirir a superfície lisa do espelho, mas é uma das pedras de mais difícil entalhe, por se demasiado compacta. Seus componentes são mais duros que o aço comum. Não obstante, sua durabilidade e resistência as intempéries fizeram-no popular para a confecção de esculturas monumentais em todas as épocas em que a permanência foi valorizada, especialmente no Egito antigo. É muito pouco usado em esculturas de pequeno porte, já que suas propriedades impossibilitam um trabalho de entalhe delicado.

 

Pedra sabão

Também chamada esteatita. Uma variedade de talco, bastante macia e lisa, de aspecto marmóreo na superfície, mas de textura semelhante a do sabão. Aceita bem o polimento e é tão macia que pode ser trabalhada com uma faca. Sua cor é um cinza palidamente esverdeado ou azulado, ou às vezes marrom. É vulnerável à umidade atmosférica, sendo adequada apenas a esculturas destinadas a locais protegidos, internos.

 

Escoda

Martelo de escultor, dotado de dentes em forma de ‘V’ e usado para lavrar, desbastar e usar a superfície das pedras mais duras. Tem uma tendência a deixar sobre a pedra marcas que resistem ao polimento final; desse modo, raramente é utilizado quando o trabalho se aproxima da fase conclusiva.