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Principais Cultivares Industrializados

Cultivares tipo Nanica

O cultivar Nanica ( foto: 1) tem seu pseudocaule com cerca de 2,0 m de altura, tendo a base do seu pseudocaule o diâmetro de 30 a 35 cm e no seu topo cerca de 25 a 30. Sua coloração é verde garrafa, com manchas esparsas bem escuras, quase pretas, as quais não invadem a roseta. Esta é bem compacta, revestida de muita serosidade. Quando a planta sofre deficiência hídrica ou de temperatura, a roseta fica muito compacta a ponto de impedir que a inflorescência ganhe o exterior, ficando engasgada nela.

O comprimento da folha varia ao redor de 160 cm e sua largura, 80 cm. A parte superior da folha tem cor verde-escura porém apresenta variações desta tonalidade, que pode ser de amarelo canário brilhante a quase verde amarronzado, como resposta a muitas perturbações nutricionais que a planta esteja sofrendo.

O cacho se apresenta com 10 a 12 pencas, sendo que a primeira chega a ter até 36 bananas, que são bem recurvadas em meia lua, com comprimento chegando a 20 cm. A última penca tem de 6 a 8 bananas, são quase retas e com 8 a 10 cm. Resulta disto ser o formato do cacho bem tronco-cônico. As pencas são bem imbricadas, o que torna o cacho bastante compacto.

Quando madura a casca fica amarelo gema de ovo. Facilmente apresenta-se bastante "pintadinha", devido a infecções conhecidas como antracnose. A polpa quando verde é branca e ao ficar madura se torna levemente creme. Quanto mais creme ela for, mais doce é. O rabo é reto, porém completamente revestido de flores masculinas secas e quase que completamente cobertas pelas brácteas, que ficam empapuçadas umas sobre as outras. O coração não cessa suas atividades e, à medida que chega o momento da colheita, ele fica reduzido a quase nada.

Se considerarmos que a fruta se destina ao mercado interno, conforme o número de pencas que o cacho tem, deve-se usar os seguintes limites:

Cachos com até 8 pencas           34 mm

Cachos com 9 a 10 pencas        34-36 mm

Cachos com 11 a 12 pencas      36-38 mm

Cachos com mais de 12 pencas   38 mm

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O tipo 32 mm é considerado pelo produtor, como o de melhor paladar. O tipo 34 mm é utilizado nas exportações em pencas e em buquês.

Nos tipos 36 e 38 mm, usados para o mercado interno, a fruta atinge maior desenvolvimento e peso e, durante a climatização, segue os parâmetros normais. Seu processo natural de maturação está quase que iniciado. Estes tipos somente são obtidos e podem ser ampliados para diâmetros maiores, apenas em bananais onde todas as suas exigências nutricionais foram atendidas e o estado geral de fitossanidade foi bom. Neste caso, as plantas estarão com muitas folhas saudáveis, o que permite que esses limites sejam ampliados, até ter-se colheitas de cachos com bananas no padrão 44 mm. Nesse padrão, as bananas são mais insípidas e o tempo de sua conservação, após a climatização, é bastante reduzido, o que pode causar problemas na comercialização. Quando o produtor consegue colher esse padrão de bananas, há maior rendimento na transformação de cachos em caixas, mas ele corre o risco delas começarem a amadurecer no campo e o manuseio, pós-colheita.

Quanto ao paladar, a fruta do tipo 36 mm, depois de amadurecida em câmara de climatização por um mínimo de 60 horas, é a mais apreciada pelos consumidores.

As bananas do subgrupo Cavendish, destinadas à produção de "banana passa" (ou desidratada), devem ser colhidas mais magras (30 a 32 mm); para a industrialização da polpa, ela deverá estar quase totalmente desenvolvida (34 a 36 mm), evitando-se o tipo 38 ou maior, pois elas possuem muita água e pouco açúcar.

O ponto de colheita também pode ser determinado pelo penetrômetro, que mede a resistência da casca à penetração de uma agulha de aço inoxidável. Uma escala faz a medição dessa resistência, que se torna tanto menor quanto mais madura ela estiver. Normalmente, para os cultivares do subgrupo Cavendish o índice de colheita é 50 g de pressão. Este valor varia com os diferentes cultivares e também com a umidade relativa do ar. Ele não é prático e por isso é pouco usado.

Nos países exportadores, onde hoje, praticamente só se cultivam bananas do subgrupo Cavendish, além do aspecto fisiológico, é preciso que elas tenham no mínimo, 34 mm de diâmetro e 20 cm de comprimento para poderem ser embaladas. Sendo seus mercados interno muito pequenos, quase que inexistentes, não há possibilidade de se comercializar bananas fora de padrão, o que não acontece aqui no Brasil.