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Produção, Comercialização e Mercado

A área ocupada com a cajucultura no nordeste esta estimada em torno de 660.000 ha, o que permite a obtenção, em anos de normalidade climática, cerca de 160.000 toneladas de castanhas "in natura", correspondendo, portanto, a uma produtividade de 240 kg/ha, considerada muito baixa em relação ao potencial produtivo da espécie.

A baixa produtividade por hectare dos três maiores produtores da região pode ser conseqüência do adensamento dos plantios racionais. 0 que parece contribuir para a proliferação de pragas e doenças.

Perspectivas promissoras, no que concerne ao aumento de produtividade, através de utilização de material genético superior, traduzem—se nos resultados de pesquisa conduzidas pela EPACE com clones de cajueiro anão precoce, os quais revelam produções de 4,0 a 7,0 kg de castanhas por planta no quinto ano. Considerando os espaçamentos recomendados para o cajueiro anão precoce (8,0 m x 6,0 m) a produtividade já obtida por estes clones variam de 712 a 832 kg de castanha por hectare (quinto ano). Além desse material, a EPACE está tentando outros tipos de elevada capacidade produtiva, que poderão, no futuro próximo contribuir consideravelmente para o incremento da produtividade dos cajueirais nordestinos.

De modo geral, a comercialização do caju tem início três a quatro meses antes da safra e é feita em moldes bastante ineficientes, sendo que o ônus daí decorrente é, praticamente, todo do produtor ou apanhador.

A castanha do caju produzida no nordeste provém, sobretudo de grandes e médios proprietários, os quais independem de financiamentos não-institucionais e tem poder de barganha, sendo, portanto, menos vulneráveis as condições dos intermediários.

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Na comercialização da castanha "in natura", estão envolvidos os agentes descritos a seguir:

-Produtores; 
-Atacadistas Urbanos; 
-Atacadistas do interior; 
-Pequenos intermediários e 
-Industrias de beneficiamentos.

São três os principais canais de comercialização da castanha do caju:

- primeiro fluxo compreende a castanha que e vendida diretamente às indústrias de beneficiamento, onde é excluída a participação dos intermediários. Os produtores que participam deste fluxo são predominantemente grandes e médios proprietários, é possível que, eventualmente, pequenos produtores também participem deste fluxo.

- segundo fluxo já inclui três agentes, isto é,. produtores, grandes atacadistas e industrias.

- terceiro fluxo é mais complexo, pois é nele que os pequenos e grandesintermediários estão presentes. Este canal e responsável por grande parte da castanha negociada pelos pequenos produtores.

 

A influência exercida sobre os níveis de preços da castanha "in natura", pelo comércio internacional, é originária da demanda externa por ACC (Amêndoa da Castanha do Caju) e LCC (Líquido da Castanha do Caju).

O comportamento anual dos preços da castanha de caju não segue as características gerais dos demais produtos agrícolas. Ao contrário, na época da comercialização, os preços se elevam, sendo que no final da comercialização (jan-fev) e onde, geralmente, ocorrem os picos de preços elevados.

Quanto ao pedúnculo, a comercialização de seus derivados (sucos, doces, licores etc.) restringe-se ao mercado interno.

No entanto, o entrave que persiste a exportação do suco de caju é o teor de conservantes que ainda é inaceitável pelos exigentes mercados americanos e europeus. Até mesmo no mercado interno (Centro-Sul) há restrições semelhantes.

A amêndoa de castanha do caju (ACC) é exportada em sua quase totalidade sem casca e semitorrada, o que a caracteriza para efeito de legislação do comércio internacional como produto básico. Desse modo a ACC tem sua entrada franca nos principais mercados e livre de barreiras alfandegárias. Além do mercado interno o Brasil exporta a castanha e LCC para os Estados Unidos, Países da Europa, Oriente e outros Países, como o México e a União Soviética.

A demanda do LCC e bem mais concentrada do que a pela ACC, tendo em vista que somente os mais tradicionais compradores (EUA, Reino Unido) absorvem 87% do total exportado pelo Brasil.