Ferramentas Pessoais
Acessar
Seções
Você está aqui: Página Inicial Matérias-primas Frutas Caju Propagação do Cajueiro

Propagação do Cajueiro

A maioria das plantações organizadas de cajueiro existentes no Nordeste, tanto na pequena como na grande propriedade, são provenientes de sementes de grande variabilidade genética, não selecionadas, geralmente obtidas na própria região ou introduzidas de outras.

Para garantir a identidade da planta-mãe e uniformidade à plantação, há necessidade de adotar a multiplicação vegetativa e superar os problemas com ele relacionados.


REPRODUÇÃO POR SEMENTE - Nos locais onde é possível utilizar sementes de matrizes cuja produção e qualidade da castanha tenham sido testada por vários anos, é conveniente utilizar sementes retiradas de plantas sadias, vigorosas altamente produtivas e com pseudofrutos grandes. As castanhas provenientes de uma só planta, selecionada, originam pés-francos que apresentam variações tanto na produção como no tamanho da castanha. Essas variações, entretanto, são menores do que as observadas em sementes retiradas de agrupamentos naturais. O cajueiro originado de semente dificilmente reproduz as características da árvore que produziu essa semente. É grande a heterogeneidade em populações de cajueiros propagados por vias seminípara.

MULTIPLICAÇÃO VEGETATIVA - A propagação de planta por via assexuada é uma técnica altamente empregada em fruticultura pelo grande número de vantagens que oferece àqueles que utilizam. No caso específico da cultura do cajueiro, entre outras destaca-se as seguintes :

  1. Permitir a multiplicação de plantas de patrimônio genético superior, notadamente aquelas de maior produção individual, resistentes a pragas e moléstias e de menor exigência nutricional;
  2. Introdução de precocidade, permitindo um retorno mais rápido do capital investido;
  3. Diminuição no porte da planta, facilitando os tratos fitossanitários, ensejando também a redução do espaçamento adotado, redundando em povoamento mais adensado e, logicamente maior produtividade;
  4. Evitar o aparecimento de plantas improdutivas ou com elevada incidência de alternância de produção, fato muito comum nos plantios de pés-francos onde, via de regra, cerca de 20% das plantas respondem, a cada ano, por 80% da produção.

ESTAQUIA - A estaquia é um método de propagação agâmica que se baseia na regeneração das partes vegetativas destacadas da planta-mãe (as estacas) que, sob determinada condição, emitem raízes e brotações. No cajueiro, a estaquia seria o processo de propagação vegetativo mais econômico, se fossem encontrados condições que tornassem possível à utilização dessa prática. Este processo de multiplicação tem sido pouco estudado coma cultura do cajueiro e os resultados experimentais obtidos são por demais contraditórios. Todos os ensaios feitos para o enraizamento de estacas de cajueiro, deram resultados negativos. Por esta razão, este processo de propagação   vegetativa não é‚ ainda, adotado para o cajueiro.

MERGULHIA - A mergulhia é um processo de multiplicação vegetativa que consiste em enterrar um ramo ou parte de um ramo da planta com a finalidade de provocar a formação de raízes. Quando estiver suficientemente enraizada, o ramo é destacado, passando a constituir uma nova muda. É um método simples, mas pelas suas características, de aplicação restrita na multiplicação do cajueiro, em grande escala.

ENXERTIA - O maior esforço de pesquisa com o cajueiro no Brasil e nos demais países onde esta planta tem importância sido com a propagação vegetativa, em pesquisar a cultura especialmente através da enxertia. No Brasil, na região do Ceará, é adotado por facilidade de operação, a garfagem em bisel. Todos os porta enxertos utilizados na multiplicação do cajueiro, são proveniente de sementes, não existindo tipos específicos. Nenhum efeito adverso tem sido encontrado nas plantas enxertadas, que possa ser atribuídos ao cavalo, como variações de crescimento ouincompatibilidade entre porta-enxerto e copa. A utilização da espécie botânica A. Microcarpum Ducke, que vegeta espontaneamente no Nordeste Brasileiro, Planalto Central e Amazônia, como porta enxerto, permitiu a obtenção de índices elevados de pegamento (92%), na garfagem em bisel. Uma das caraterísticas importantes deste porta enxerto, que vegeta  no Nordeste Brasileiro é bastante precoce. Antes da enxertia, os porta enxerto são escolhidos e separados em grupos, em função do tamanho e do vigor vegetativo, sendo eliminadas todas as plantas débeis e cloróticas. A recuperação de plantas de cajueiro comum de baixa produção, por meio de substituição de copa via enxertia com genótipos superiores. É uma tecnologia em processo de adoção em escala comercial por apresentar inúmeras vantagens, entre as quais se destaca.

  • permite o rejuvenescimento de plantas com produção decadentes;
  • possibilita a otimização da área pelo adensamento com cajueiros de porte reduzido e/ou o consórcio  com culturas anuais;
  • reduz o porte das plantas, facilitando os outros tratos culturais como fitossanidade e colheitas;
  • elastece o período de safra pelo uso de copas precoces e tardias;
  • eleva a atual produtividade de 240 Kg de castanha para 600 Kg, a partir do 3oano, reduzindo cerca de 65% o custo unitário de produção de castanha;
  • permite redução de 75% dos custos de implantação em relação à formação de pomares clonais em áreas novas.

Dentre os processos de propagação por enxertia no cajueiro encontramos:

- Borbulhia; 
- Garfagem;