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Características botânicas

Segundo Dornelles (1988), a partir da família, é a seguinte a posição botânica dos citros:

Família: Rutáceas
Subfamília: Aurancióideas
Tribo: Cítreas
Subtribo: Citrinas
Gêneros: Citrus, Fortunella e Poncirus

As características do grupo das laranjeiras são as seguintes:

Laranjeira Doce (Citrus sinensis)

Esta é a espécie cítrica de maior importância, e a ela pertence a maioria das variedades cultivadas em todo o mundo. . No Brasil, destacam-se as variedades Pera (maturação semi-tardia), Natal (tardia), Valencia (tardia), Bahia (semi-precoce), Baianinha(semi-precoce); Lima, Piralima, Hamlim (semi-precoce).  Suas frutas são usadas tanto para o consumo direto como para a indústria.

A laranja doce tem porte médio, folhas tamanho médio com apice ponteagudo base arredondada, pecíolo pouco alado, flores com tamanho médio, solitárias ou em racimos, com 20-25 estames, ovário com 10-13 lóculos. Sementes ovoides, levemente enrugadas e poliembrionicas.

Laranjeira Azeda (Citrus aurantium)

Também chamada Laranjeira Sevilhana, Laranjeira da Terra ou Laranjeira de Doce. É usada para a fabricação de geléias, pastas, compotas da casca e doce de laranja cristalizada, onde é removida a parte superficial do epicarpo. São importantes o óleo petit grain, destilado das folhas, e o óleo neuroli das flores.

A laranja azeda tem porte médio a grande, folha com lâmina estreita, ponteaguda, base arredondada, flores grandes, completas; fruto ácido e amargo, de difícil consumo. Comparativamente com a Laranjeira Doce, possui plantas menores, mais verticais, mais resistentes à gomose e mais sensíveis à verrugose das folhas. Sua maior importância em citricultura decorre de seu uso como porta-enxerto, embora este esteja já abandonado na maioria dos países devido à sua intolerância ao vírus da tristeza. É utilizada em alguns países do Mediterrâneo como planta ornamental em parques e ruas.

Quanto à morfologia, em linhas gerais, os citros se caracterizam pela produção de frutas do tipo baga, especificamente denominada de "hesperídio" que em algumas espécies pode se formar partenocarpicamente e cujas sementes geralmente são poliembriônicas.

O fruto apresenta o endocarpo dividido em um número variável de segmentos ou gomos, reunidos ao redor de um eixo central. Os gomos são preenchidos por vesículas de suco, e na porção próxima ao eixo central localizam-se as sementes, quando presentes.

A casca é caracterizada por duas partes: o exocarpo, a mais externa, designada como "flavedo", constituído pela epiderme e por uma camada de células glandulares de óleo, e o mesocarpo, cosntituído por uma camada de células esponjosas brancas denominada "albedo", que reveste externamente os gomos.

As folhas são coriáceas, simples, alternadas e persistentes. Somente no P. trifoliata e em seus híbridos elas são compostas por três folíolos e caducas no inverno. A coloração das folhas é verde escura, apresentando pontos translúcidos formados por glândulas de óleos essenciais. As características das folhas permitem a identificação de espécies.

As flores são solitárias ou apresentam-se na forma de racimos. Elas podem surgir nas axilas das folhas nos ramos do último fluxo vegetativo, mas geralmente se manifestam com maior abundância nas brotações primaveris. Cada flor contém de 4 a 5 pétalas brancas ou avermelhadas e purpúreas em algumas espécies. O número de estames varia de 20 a 40 e o pistilo é único. As sementes são revestidas por uma película branca envolvendo um ou mais embriões, com cotilédones brancos ou verdes, dependendo da espécie.

Necessidades da Planta

Clima: A faixa de temperatura para vegetação está entre 22ºC e 33ºC (nunca acima de 36ºC e nunca abaixo de 12ºC) com média anual em torno de 25ºC; sob altas temperaturas a laranjeira emite, ao longo do ano, vários surtos vegetativos seguidos de fluxos florais que possibilitam maturação de frutos em várias épocas.O ideal anual de chuvas está em 1.200 mm. bem distribuidos ao longo do ano; deficit hídrico deve ser corrigido com irrigação artificial. A umidade do ar deve estar em 80%.Clima influe na qualidade e composição do fruto (teor de suco, de sólidos, maturação, volume de frutos, outros). da espécie.

Solos: Embora possa desenvolver-se em vários tipos de solos- de arenosos a argilosos desde que sejam profundos e permeáveis- a laranjeira prefere os solos areno-argilosos e até argilosos porosos, profundos e bem drenados. Evitar solos rasos e sujeitos a encharcamentos; pH na faixa 6,0 a 6,5.

Para maiores informações sobre a botânica e o plantio da laranja, acesse:

http://copercampos.com.br/agricultura/frutilaranja.htm