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Histórico

A videira vem sendo cultivada desde tempos remotos e parece ser uma das primeiras frutas aproveitadas pelo homem. Existem relíquias de civilizações extintas que mostram a existência antiquíssima da videira, tais como sementes da idade do bronze na Suiça e nas tumbas egípcias. Na Bíblia, há referência a Noé e ao plantio da videira.

O cultivo da videira no Brasil teve início por volta do ano de 1535, na Capitania de São Vicente, trazida que foi pelos colonizadores portugueses, que aí chegaram com o intuito de estabelecer os primeiros núcleos permanentes de povoação, ao longo da costa atlântica, como meio de assegurar a posse da terra descoberta em 1500.

Entre 1830 e 1840 foram trazidas para o Brasil as primeiras videiras americanas, de maior resistência às moléstias e com características de adaptação ao ambiente brasileiro, onde prosperaram e, desde então, se expandiram.

Deve ser ressaltado, no entanto, que a vitivinicultura brasileira somente adquiriu importância econômica com o advento da imigração italiana, que se estabeleceu nos Estados do Rio Grande do Sul e de São Paulo, no final do século passado. O imigrante italiano, tradicionalmente ligado à cultura da videira, chegando ao Brasil para trabalhar na agricultura, em decorrência da abolição da escravatura, logo verificou que a variedade Isabel dava safras abundantes e produzia vinho, não tão bom quanto ao da terra natal, mas perfeitamente palatável. Dessa forma, tão logo conseguiu ajuntar as primeiras economias, o colono italiano se tornou viticultor, dando início à implantação definitiva da cultura da videira no Brasil.

No RS há uma certa controvérsia quanto a introdução da cultura no estado, pois pode ter chegado com os colonizadores jesuítas em 1626, mas também há registros de que a cultura teria sido introduzida via imigrantes açorianos que entre 1732-1773 colonizaram a região de Porto Alegre.