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Análise Microbiológica

O rizoma do gengibre não privado da epiderme, examinado ao microscópio, oferece uma camada externa de cor castanha, cornea de um milímetro pouco mais ou menos de grossura, separada por uma linha fina da parte interna, que é esbranquiçada e farinacea; notando-se aí dispersos um grande número de fachos fibro-vasculares e de células que encerram uma substância resinosa. O tecido externo é formado de duas camadas, uma externa frouxa e outra interna composta de células tubulares, tendo na parte interna uma zona de células parenquimatosas e curtas que por uma seção transversal deixam ver um contorno sinuoso e paredes espessas; este tecido forma o revestimento do gengibre descorticado e dá a sua superfície um aspecto estriado, achando-se nele a fonte principal da resina e do óleo essencial que estão contidos em largas cavidades.

O tecido das grandes células que precedem é cheia de amido e contém também uma grande proporção de resina e de gotas de óleo essencial.

Os granulos de amido são irregularemente esféricos e tem no máximo 0,0004 milímetros de diâmetro; em certas variedades de gengibre que sofreram fervura na água o amido acha-se duro, corneo e translúcido.

O círculo de fachos fibro-vasculares que separa as camadas externas da porção central é delgado e oferece a mesma disposição que na Curcuma.

O extrato ou zingeberina, é seis vezes mais ativo do que o pó, e é obtido esgotando-se o rizoma em pó com éter sulfurico, separando-se o líquido etéreo, distilando-se e evaporando-se a consistência xaroposa; é de cor amarelada, de aroma fraco e de sabor fortemente acre e picante, é solúvel no álcool e nos óleos essenciais; dá-se na dose de 0,10 a 1gr, em pílulas.

As pastilhas de zingeberina preparam-se com 0,50 grs de piperoidina, 2grs de éter sulfúrico, 50grs de açúcar em pó, 0,25grs de goma alcatira em pó e água q.b. para dar 100 pastilhas.