Comunicação e história: a imprensa na Amazônia paraense

Sob a liderança da professora Netília Seixas, uma equipe de pesquisadores da Universidade Federal do Pará (UFPA) desenvolve há sete anos estudos sobre percurso da imprensa no Pará. Visando ampliar o alcance do trabalho, foi criado em 2014, junto às agências de fomento, o Grupo de Pesquisa História da Mídia na Amazônia. O objetivo é estabelecer uma rede colaborativa para o desenvolvimento de projetos que, de forma mais plural, deem conta dos processos históricos que envolvem a imprensa na região norte do Brasil.

O projeto de pesquisa “Jornais Paraoaras: percurso da mídia impressa em Belém” iniciou em 2009 na Faculdade de Comunicação da UFPA o mapeamento e a análise das principais questões que envolveram a imprensa paraense desde o seu surgimento, em 1822, até o final do século XIX. Parte dos resultados da pesquisa foi apresentada durante o 8º Encontro Nacional da Alcar, realizado em 2011, no Paraná. Na ocasião, o então bolsista de iniciação científica do projeto, Phillippe Sendas, conquistou o primeiro lugar no Prêmio José Marques de Melo de Estímulo à Memória da Mídia.

A professora Netília ressalta que o desejo de desenvolver a pesquisa sobre a história da mídia era bem mais antigo. O interesse por ouvir histórias, narrativas e ler sobre tempos passados esteve presente ao longo de toda sua trajetória. No momento em que os estudos para a Rede Alfredo de Carvalho estavam se estruturando, o encontro com a professora Marialva Barbosa durante um congresso foi decisivo para a aproximação acadêmica com a temática e, então, o início do estudo histórico da imprensa no Pará sob o olhar da Comunicação.

Apesar de ter sido criado recentemente, o grupo de pesquisa coordenado pela professora Netília é marcado por incursões exploratórias significativas que abordam diversos temas, a exemplo do início do colunismo social nos jornais de Belém; as enunciações a respeito da cidade de Belém e da região amazônica; os jornais do interior do Pará; um panorama do fotojornalismo e da cobertura da ciência, ao longo de mais de cem anos; o levantamento de jornais, revistas e tipografias em Belém no século XIX; a relação entre a imprensa e o Círio de Nazaré, além de outros.

No decorrer de todo esse percurso, as ações da Rede Alfredo de Carvalho foram importantes para o desenvolvimento do projeto. Os encontros regionais e nacionais da associação possibilitaram, como destaca a pesquisadora, a criação de vínculos e uma maior aproximação com grupos de outros estados, o que vem permitindo um intercâmbio de conhecimento imprescindível para o amadurecimento da área.

Com a consolidação das atividades do Grupo de Pesquisa História da Mídia na Amazônia, surgem novos desafios.  Entre os próximos passos, a equipe busca ampliar seus membros, incluindo pesquisadores dos demais estados da região norte do país para assim programar uma agenda de projetos. Em âmbito local, está em processo de formação a criação de um banco de dados com periódicos não disponíveis na Biblioteca Pública Arthur Vianna, em Belém, e na Fundação Biblioteca Nacional, tendo seu acervo formado, principalmente, por jornais do interior do Pará.

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