Mesa História e Tecnocultura Audiovisual debate estética, televisão e a Ditadura brasileira no cinema

Um auditório praticamente cheio acompanhou a segunda sessão da mesa temática sobre História e Tecnocultura Audiovisual, que ocorreu na tarde da sexta-feira, dia 05. Coordenada pela Profª. Dra. Cristiane Gutfreind (PUCRS), a mesa abordou a televisão, questões estéticas e analisou filmes ficcionais e documentários que retratam a Ditadura brasileira.

Iniciando a palestra, Cristiane Gutfreind apresentou a palestra “História e tecnocultura caminhos para pensar o audiovisual”. Falando sobre o uso de diferentes níveis de narração, a professora analisou também imagens e estratégias estéticas de composição.

Depois, o Prof. Dr. João Ladeira (UNISINOS) discorreu sobre seu estudo “Desejos de conexão: uma arqueologia da televisão segmentada no Brasil Contemporâneo”. Ao estudar a história da televisão, suas técnicas e produtos televisivos, João Ladeira questiona se realmente pode-se denominar ‘televisão’ o que se faz atualmente.

Analisando filmes que possuem a ditadura como tema, a Profª. Dra. Sara Feitosa (UNIPAMPA) encerrou as apresentações da mesa com seu trabalho “A estética do claustro no audiovisual brasileiro que representa a ditadura militar”. Como notado pela professora, tanto filmes ficcionais quanto depoimentos geralmente possuem fotografias históricas, imagens de documentos e de manchetes de jornais como artifício para reforçar a veracidade do filme. O audiovisual torna-se um lugar de constituição da memória e reconstituição da História por meio das imagens híbridas. Demais modos de representar a ditadura e a opressão foram explanados por Sara Feitosa, como closes e cenas com primeiríssima pessoa. Como explica a professora, “o enquadramento muito próximo como metáfora do claustro”.

Para a coordenadora da atividade, Profª. Cristiane Gutfreind, o desempenho da mesa foi ótimo e as perguntas e os trabalhos coerentes. Em relação ao Alcar 2015, a professora elogiou a organização e comentou: “Acho interessante debater não só sobre a história da mídia, mas também a história na mídia e para a mídia”.

 

Por Karine Menoncin

Jornalistas Responsáveis: Ângela Camana e Débora Gallas

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