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Porto Alegre e região: rotas históricas, turísticas e culturais


A capital gaúcha acolhe os visitantes em seus parques e oferece diversos roteiros artísticos e culturais. Saiba mais sobre a cidade.

Capital do Rio Grande do Sul, Porto Alegre apresenta traços das diversas etnias que acolheu – açoriana, alemã, italiana, judaica, africana, entre muitas outras – e hoje conta com mais de 1,4 milhão de habitantes. Além de proporcionar atividades gastronômicas, culturais e históricas, a cidade está próxima a polos turísticos nacionalmente conhecidos, como o Vale dos Vinhedos e a Região das Hortênsias.

A cidade de Porto Alegre foi fundada em 1772 e inicialmente colonizada por casais vindos do Arquipélago dos Açores (Portugal) diante da iniciativa da Coroa Portuguesa em povoar a região. Tratava-se de um local estratégico por estar situado às margens do Lago Guaíba, afluente de alguns dos principais rios em território gaúcho – Sinos, Caí, Gravataí e Jacuí – e ligado à Lagoa dos Patos, que se abre para o Oceano Atlântico na altura do município de Rio Grande. Até hoje, o Guaíba é rota de acesso para a produção regional.

Além da relação histórica e mercantil, Porto Alegre cultiva um forte vínculo cultural com as águas do Guaíba. Diversos pontos turísticos da cidade se localizam ao longo de sua orla, como o complexo cultural Usina do Gasômetro, os Parques Marinha do Brasil e Harmonia – no qual ocorre o tradicional Acampamento Farroupilha durante o mês de setembro –, o Museu Iberê Camargo, as praias do Lami e de Ipanema, além dos estádios de futebol Beira-Rio, do Sport Club Internacional (na Zona Sul) e Arena, do Grêmio Football Porto-Alegrense (na Zona Norte).

Os porto-alegrenses, aliás, têm preferência por atividades ao ar livre. Nos finais de semana, os destinos mais comuns para passeios são os parques da cidade. O Parque Farroupilha, popularmente conhecido como Redenção, é habitual ponto de encontro entre famílias e amigos que desejam passear ou sentar à grama para compartilhar o chimarrão, bebida típica do estado. Aos sábados, o local recebe, pela manhã, a Feira dos Agricultores Ecológicos, que reúne produtos orgânicos, e, à tarde, a Feira do Artesanato. Já aos domingos, ocorre o famoso Brique da Redenção, feira em que se encontram variedades como artigos de antiquários, artes plásticas e trabalhos manuais.

O Parque Farroupilha localiza-se no Bairro Bom Fim. Conhecida pela colonização judaica que ocorreu a partir do início do século XX – um de seus descendentes mais afamados foi o escritor Moacyr Scliar (1937-2011) –, a região manifesta a heterogeneidade cultural de Porto Alegre. O bairro foi sede de diversos movimentos artísticos a partir dos anos 80. O Bar Ocidente, palco de diversas bandas do rock gaúcho surgidas à época, segue na ativa até hoje. O Bom Fim também é, hoje, um polo gastronômico, no qual é possível provar desde pratos da gastronomia oriental até os célebres sanduíches e sucos da Lancheria do Parque.

O Parque Moinhos de Vento também é atração prestigiada. Está situado no bairro homônimo, considerado um dos mais charmosos de Porto Alegre. Berço de pontos comerciais e residenciais tradicionais, a região é bastante arborizada e conta com vários cafés e restaurantes, muitos situados na badalada Rua Padre Chagas. Nas proximidades, está a Rua Gonçalo de Carvalho, eleita a mais bonita do mundo por conta do túnel verde formado pelas árvores tipuanas enfileiradas pelas calçadas.

A vida noturna de Porto Alegre se manifesta, em especial, no bairro Cidade Baixa e em seus inúmeros bares e casas de shows, que dividem espaços com casarios do início do século XX. A região era banhada pelo antigo Arroio Dilúvio – que teve seu curso modificado na década de 1950 – e habitada sobretudo pela população negra e humilde, que contribuiu sobremaneira para a efervescência cultural da cidade. Ali nasceu e viveu o cantor e compositor Lupicínio Rodrigues (1914-1974).

Já o Centro abriga a história da cidade através das ruas, praças e prédios. O Mercado Público foi inaugurado em 1869 e sobreviveu à grave enchente de 1941 e a incêndios em 1976, 1979 e 2013. Atrações imperdíveis são os sorvetes da Banca 40 e os pratos dos centenários Restaurante Gambrinus e Bar Naval. No Mercado, é possível encontrar uma infinidade de produtos, como erva-mate, artigos religiosos, especiarias, cachaças, carnes, pães e cafés. Em frente ao Mercado Público, o Chalé da Praça XV, que funciona desde 1885, também é destino para apreciadores de gastronomia e música ao vivo.

A Praça da Alfândega, que recebe a Feira do Livro de Porto Alegre há 60 anos, é assim chamada porque nela se localizava o posto alfandegário do porto da cidade. É cercada por três prédios históricos: o Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli, o Memorial do Rio Grande Sul – antiga sede dos Correios e Telégrafos – e o Santander Cultural – que já foi sede de diversos bancos. Seguindo a Rua dos Andradas, outra visita essencial é a Casa de Cultura Mario Quintana. No edifício, funcionava o Hotel Majestic, no qual o poeta Mario Quintana (1906-1994) morou por doze anos. Hoje, o espaço abriga cinemas, teatros, salas de exposição e oficinas, além de um café.

A Praça da Matriz é cercada pelos prédios-sede dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além da Catedral Metropolitana e do Theatro São Pedro, em funcionamento desde 1858. O Palácio Piratini, sede do governo estadual, foi nomeado em homenagem à primeira capital da República Rio-Grandense, instituída durante a Guerra dos Farrapos (1835-1845). Em 1961, o local foi palco da Campanha da Legalidade, encabeçada pelo então governador Leonel Brizola, e que consistia em resistência à ação militar que desejava impedir a condução do vice-presidente João Goulart ao Executivo nacional após a renúncia do presidente Jânio Quadros. Militares das Forças Armadas chegaram a programar um bombardeio ao prédio para assassinar os rebeldes, mas o plano foi boicotado na Base Aérea de Canoas (RS).

A capital gaúcha também é conhecida pela convivência com as áreas verdes. Muito além de sediar as emissoras de TV do Estado, o Morro Santa Tereza conta com áreas de vegetação remanescente da Mata Atlântica e com uma vista privilegiada para o centro da cidade e para o Guaíba. Já o Parque Natural Morro do Osso, na Zona Sul, preserva os resquícios da vegetação nativa da cidade, que é composta de espécies arbóreas como a capororoca.

Porto Alegre é uma das cidades mais arborizadas do país, conhecida por suas áreas de convivência ao ar livre e por ser porta de entrada para a diversa cultura gaúcha. E é também rota em direção a outras atrações turísticas localizadas no Rio Grande do Sul. Confira a seguir:

 

Dicas de roteiros para o fim de semana

 

Vale dos Vinhedos

Situado na Serra Gaúcha, a 130 km de Porto Alegre, o Vale dos Vinhedos é conhecido pela tradição vinícola, herança da colonização italiana. Os vinhos e espumantes são os únicos do país a possuírem o selo de Denominação de Origem, que atesta a identidade e qualidade da região. Durante todo o ano, há opções de roteiros culturais, gastronômicos e enológicos, no qual é possível conhecer diversas cantinas e parrerais da região.

Diversas informações sobre o Vale seus atrativos podem ser encontradas no site: http://www.valedosvinhedos.com.br/

 

 

Gramado e Canela

As cidades, localizadas a cerca de 120 km da capital, são conhecidas pela arquitetura germânica e gastronomia farta. Há atrações durante todo o ano, entre elas o Lago Negro, a Cascata do Caracol e a Catedral de Pedra. Há, ainda, diversos parques e museus temáticos, além de fábricas de chocolate e os tradicionais cafés coloniais.

 

 

 

Cânions Gaúchos

Para os que procuram aventura e belas paisagens, os cânions de Cambará do Sul e Aparados da Serra, a cerca de 200 km de Porto Alegre, são o destino certo. Localizados em áreas de Parque Nacional, há diversas opções de trilhas e passeios – guiados ou não. O cânion do Itaimbezinho é o mais famoso da região: suas paredes medem 5,8 km de extensão, 720 metros de profundidade e 600 metros de largura.  Outras informações e dicas podem ser encontradas no site: http://www.cambaraonline.com.br .