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Universidade
Federal do Rio Grande do Sul
Laticínios
Prof.º
Jean Philippe Révillion
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Derivados
do Soro de Leite
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Soro
de Leite em Pó |
É
o produto resultante da desidratação de soro
proveniente da fabricação de queijos ou de caseína.
Há dois tipos básicos de soro fluido - o doce
e o ácido - que variam de acordo com o tipo de queijo
produzido.
O soro ácido provém principalmente da fabricação
de queijos tipo Cottage e Ricota. No caso da fabricação
de queijo Cottage, uma quantidade significativa da
lactose do leite é convertida em ácido lático
antes que o soro seja separado da massa. À medida que
aumenta a acidez, uma quantidade crescente dos sais de cálcio,
no leite, se dissociam, o que provoca a solubilização
do cálcio. Também a quantidade de cálcio
retido no gel de caseína é menor. Assim sendo,
a fabricação de queijo tipo Cottage,
dá origem a um tipo de soro com acidez titulável
mais elevada (> 0,35% de ácido lático); além
disso, produz soro com teor de lactose mais baixo, teor de
cálcio mais alto e perfil de minerais diferente do
soro doce.
O soro doce é subproduto da fabricação
de queijos tipo Cheddar, Suíço, Mussarela
e outros similares. Este tipo de soro contém menos
ácido lático (< 0,16%), percentual de lactose
mais elevado e menor teor de cálcio em comparação
ao soro ácido. A maior parte dos produtos de soro são
derivados de soro doce.
No que se refere às aplicações, o soro
ácido é utilizado como realçador de sabor
em molhos cremosos para saladas; é também empregado
como retentor de água, emulsificador e fonte de cálcio.
Já o soro doce é muito utilizado em produtos
de panificação, salgadinhos, sorvetes e sobremesas
lácteas. No que se refere aos dois primeiros produtos,
a utilização do soro de leite em pó intensifica
o desenvolvimento de cor durante o cozimento e forneamento
a alta temperatura, além de aumentar o volume dos pães
e atuar como veículo anti-aglutinante em misturas secas.
Já nos sorvetes e sobremesas lácteas, o uso
do soro doce ajuda a formar espumas estáveis e facilita
aeração.
Clique aqui para visualizar o fluxograma de processamento. |
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Ambiente
desenvolvido por Aline Biedrzycki e Ana Paula Hauschildt, com auxílio
técnico de Daniel Eugênio Kuck
e coordenação de Thays Falcão |
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