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Pesquisa

Linhas de pesquisa

Climatologia e Meteorologia Polar
Geografia Polar
Geologia Antártica
Glaciologia Andina e Polar
Impacto das mudanças globais na criosfera
Interpretação ambiental de testemunhos de neve e gelo
Paleoclimatologia do Quaternário
Processos Geologicos Glaciais
Sensoriamento remoto de geleiras

Projetos de pesquisa

1. Glacier Baseline Inventory for the Antarctic Peninsula by means of Remote Sensing and GIS Techniques (GLINAP)

2. Estudo de Testemunhos de Gelo e as Mudanças Globais

3. Antártica, Mudanças Globais, Meio-Ambiente e Teleconexões com o continente Sul-Americano

4. Variabilidade Ambiental na Antártica Setentrional e no Oceano Circumpolar

1 Projeto: Glacier baseline inventory for the Antarctic Peninsula by means of Remote Sensing and GIS techniques (GLINAP)

1.1 Descrição do Projeto

A glacier inventory for the Antarctic Peninsula is established within the framework of the international project “Global Land Ice Measurements from Space” (GLIMS). Remote sensing and GIS techniques as well as field studies will be applied for this study purpose. Within GLIMS, data from the ASTER sensor will be provided at low costs. These data sets form the base for the derivation of glacier parameters such as size, length, glacier front position or firn lines. The combination with other sensors aerial photography, topographic maps and digital elevation models will enable the gain of further parameters. New methods will have to be developed and existing methods will have to be adapted and applied for this purpose. The results of the study will be stored in a central database at the National Snow and Ice Data Center in Boulder, Colorado from where public access will be provided. A workshop, especially focusing on the GLIMS objectives, is planed to bring remote sensing specialists in glaciology together.

1.2 Principais investigadores pelo Projeto

Jefferson C. Simões (Brasil), H. Goßmann (Instituto de Geografia Física, Universidade de Freiburg, Alemanha), P. Skvarca (Instituto Antártico Argentino, Buenos Aires).

1.3 Financiadores

Fundação Volkswagen, Alemanha.


2 Projeto: Estudo de testemunhos de gelo e as mudanças globais

2.1 Descrição do Projeto

O projeto propõe interpretar as variações nos parâmetros químicos dos principais testemunhos da neve e do gelo andino em termos de mudanças e/ou oscilações ambientais na América do Sul ao longo do Holoceno, ligando-os a estudos similares na Antártica. A prioridade será dada aos estudos comparativos entre outros registros paleoclimáticos eaqueles oferecidos pelos testemunhos de gelo andino, ao longo dos últimos 2000 anos. Em particular, relacioná-los aos registros amazônicos. Os objetivos serão atingidos através do estudo da seqüência dos testemunhos já obtidos por grupos internacionais, aos quais, a equipe brasileira esta associada. Investigações laboratoriais estão sendo realizadas em testemunhos coletados no Nevado Illimani (Bolívia, 16° 39’ S; 67° 47’ W), Sajama (Bolívia, 18° 06’ S; 68° 53’ W) e Chimborazo (Equador, recuperado em 2001). Os registros destes testemunhos também serão comparados outros testemunhos andinos já coletados: montanha Huascarán (Peru, 9° 07 S; 77° 37’ W) e a calota de gelo de Quelccaya (Peru, 13° 56’ S; 70° 50’ W). Existe a possibilidade de obtenção de mais um testemunho de gelo na fronteira argentino-chilena até o final de 2005 pela equipe do IRD, com apoio do LGGE, LAPAG e LEGAN.

2.2 Principais investigadores

Jefferson Cardia Simões (IG/UFRGS) e Robert Delmas (LGGE/CNRS)

2.3 Financiadores

Acordo CAPES/COFECUB


3 Projeto: Antártica, mudanças globais, meio-ambiente e teleconexões com o continente sul-americano (Rede de Pesquisa do PROANTAR – Convênio CNPq/Ministério do Meio Ambiente).

3.1 Descrição do Projeto

Trata-se de uma proposta de investigação interdisciplinar sobre o meio-ambiente antártico, visando a caracterização dos principais processos físico-químicos e biológicos, as relações entre as diferentes partes do sistema ambiental global, sua variabilidade no presente e no passado recente e as respostas de stes às mudanças ambientais naturais e/ou antropogênicas. A rede proposta é formada por 7 grupos de pesquisa, divididos em três áreas de conhecimento: 1) Meio espacial e impacto ambiental; 2) Oceanografia de Altas Latitudes; 3) Interrelação Criosfera-Troposfera. Pesquisadores de 15 instituições nacionais e 16 internacionais participarão das investigações. Os resultados deste projeto ampliarão os conhecimentos sobre o papel da Antártica como um dos controladores do meio-ambiente brasileiro, onde o modelamento da resposta às mudanças globais nessa região polar, têm conseqüências para o território nacional.

A região antártica é parte essencial do sistema ambiental do planeta. Importantes processos naturais ocorrem na região e estão relacionados às condições ambientais do Brasil. Ao longo dos últimos 20 anos, importantes observações científicas, tais como: a redução da camada protetora de ozônio da atmosfera e a desintegração parcial do gelo na periferia do continente, evidenciaram a sensibilidade da região polar austral às mudanças ambientais. No entanto, poucas investigações foram realizadas para examinar especificamente as interrelações dessa região polar com a América do Sul, uma decorrência natural da origem da maioria dos cientistas na comunidade internacional. Desta maneira, é oportuno e premente uma proposta de investigação integrada que caracterize e monitore as condições físico-químicas e biológicas nessa região polar do presente e do passado recente. Possibilitando, então, a compreensão e detalhamento do papel da Região como controladora das condições ambientais no Hemisfério Sul. Isso permite, futuramente, o modelamento e elaboração de cenários sobre a resposta daquela região às mudanças climáticas, quer naturais ou causadas pelo homem, e as conseqüências para o ambiente e a sociedade brasileira.

A Rede propõe caracterizar, monitorar e modelar, de maneira articulada as interações entre a Atmosfera-Criosfera-Geoespaço-Oceano na região polar antártica, procurando interrelações com o ambiente sul-americano e teleconexões com os processos extrapolares que afetam principalmente o meio-ambiente brasileiro. Os trabalhos serão concentrados no quadrante 60-67°S, 50-65°W, a área da região antártica que apresentou os mais fortes sinais de mudanças ambientais, ao longo dos últimos 15 anos.

3.2 Coordenadores

Coordenador: Prof. Dr. Jefferson Cardia Simões (UFRGS)
Coordenadora suplente: Dra. Neusa M. Paes Leme (INPE)

Instituições nacionais com pesquisadores participantes na Rede

Centro de Rádio Astronomia e Astrofísica Mackenzie - CRAAM
Fundação Universidade Federal do Rio Grande - FURG
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE
Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - INPE
Observatório Nacional - ON/CNPq
Pontifícia Universidade Católica - PUCRJ
Pontifícia Universidade Católica - PUCRS
Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ
Universidade Federal da Paraíba - UFPB
Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS
Universidade Federal de Santa Maria - UFSM
Universidade Estadual Paulista - UNESP
Universidade do Vale do Rio dos Sinos - UNISINOS
Universidade de São Paulo - USP
Universidade Santa Úrsula - USU

Instituições internacionais com pesquisadores participantes na rede

Alfred-Wegener Institut - AWI/Alemanha
Complejo Astronômico El Leoncito - CASLEO/Argentina
Instituto Antártico Argentino - IAA
Instituto de Astronomia y Física Del Espacio - IAFE/Argentina
Instituto de Física Lebedev - IFL/Rússia
Instituto Antártico Argentino - IAA
Institut für Physische Geographie, Universidade de Freiburg - IPG/Alemanha.
Laboratório de Estratigrafia Glaciar y Geoquímica del Agua y de la Nieve - LEGAN-CONICET/Argentina
Laboratoire de Glaciologie et Géophysique de l’Environnement du CNRS - LGGE/França
Laboratoire de Modélisation du Climat et de l’Environnement - LMCE-CEA/Saclay/França
Space Telecomunication and Radioscience Laboratory - STAR
Universidade de Stanford - US/EUA
Universidad de Magalhanes - UMAG/Chile
Universidad Mayor de San Andrés - UMSA/Bolivia
Universidade de Reading - Un.Reading/Reino Unido
Université des Sciences et Technologies de Lille - Un.Lille/França
University of Minnesota - Un. Min.
University of Rochester - URMC/EUA

3.3- Financiadores

Ministério do Meio Ambiente
CNPq/MCT/Programa Antártico Brasileiro.


4 - Projeto: Variabilidade ambiental na antártica setentrional e no oceano circumpolar

O projeto propõe-se a definir o quadro de mudanças ambientais regionais a partir de duas investigações concatenadas:

1) Interpretação das variações nos parâmetros químicos do testemunho de gelo da ilha James Ross (120 m de profundidade) em termos de mudanças e/ou oscilações ambientais. A Prioridade será dada aos estudos comparativos entre esse registro paleoclimático, os registros encontrados nos testemunhos de gelo no sul da Península Antártica e outros registros provenientes dos Andes, ao longo dos últimos 300 anos. Os objetivos serão atingidos através de investigações operacionalizadas pela equipe brasileira associada ao Laboratório de Estratigrafia Glaciar y Geoquímica del Agua y de la Nieve (LEGAN) /CONICET em Mendoza, Argentina (Coordenação: Dr. Alberto Aristarain). As investigações também serão realizadas por pesquisadores do Laboratoire de Glaciologie et Géophysique de l’Environnement - LGGE du Centre National de la Recherche Scientifique – CNRS e do Laboratoire de Science du Climat et d’Environnement - LSCE du Commissariat a L'Energie Atomique – CEA. Esta parte do projeto concentra-se nas investigações laboratoriais desse testemunho.

2) Levantamentos e monitoramento de duas calotas de gelo (ilha Joinville e ilha Biscoe). Investigar as variações na extensão e volume, de calotas de gelo subpolares em duas ilhas, as extremidades S e N da área de estudo. O estudo usará técnicas de sensoriamento remoto e trabalhos de campo para investigar o estado de equilíbrio e a resposta do gelo regional a um aquecimento atmosférico. Esta parte do projeto será realizada em cooperação com o Inst itut für Physische Geographie (IPG) da Universidade de Freiburg, Alemanha.

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