home




Complexo de Golgi
Peroxissomo


 

 

Os lisossomos são organelas cujas membranas tem origem nos sáculos da face TRANS do complexo de Golgi (CG), principalmente de suas margens, ou na TGN enquanto suas enzimas hidrolíticas são sintetizadas no RER e adicionadas de açúcares marcadores nas cisternas do CG. Após a segregação da vesícula no citoplasma, ocorre bombeamento de prótons para o seu interior, acidificando e ativando suas enzimas. Este lisossomo que contém apenas enzimas no seu interior é denominado lisossomo primário. Quando associado a algum endossomo tardio ou outro vacúolo para digestão, juntos formam o chamado lisossomo secundário. O lisossomo terciário é dito aquele que, possuindo apenas resíduos não digeridos no processo de digestão, encontrará dois destinos possíveis, a exocitose de seu conteúdo para o meio extracelular ou cavidade com que a célula possa ter contato, processo esse denominado clasmocitose, ou será armazenado no citoplasma até a morte da célula. Raros são os tecidos que acumulam seus resíduos, como o tecido muscular cardíaco e o tecido nervoso. O acúmulo desses lisossomos terciários, que contêm quase que exclusivamente lipídios alterados, sendo chamados de grânulos de lipofuscina ou pigmento pardo, é um dos fatores de envelhecimento celular. Quanto mais velho o indivíduo maior é o número de grânulos de lipofuscina acumulados, e menos funcional será a célula.
Lisossomos podem associar-se a endossomos iniciais, se esses não se transformarem em endossomos tardios (corpos multivesiculares), servindo ao processo de transcitose ou transferência de vesículas às organelas de síntese, mas a fusão só ocorrerá após o endossomo tardio terminar o processo de transferência de vesículas, quando ocorrerá alteração de pH interno e se tornar receptivo à fusão com os lisossomos. Em ambos os casos a organela resultante será definida como um pinolisossomo. Podem se associar a fagossomos, gerando os fagolisossomos, podem associar-se a vacúolos gerados pelo REL contendo organelas envelhecidas ou excedentes para reciclagem, gerando os autofagolisossomos, processo esse que também pode servir à reciclagem ou descarte de excessos de secreção, e neste caso o processo é definido como crinofagia.

 

 

Fotomicrografia do tecido nervoso, revelado com reação histoquímica para a fosfatase ácida (FAc), enzima marcadora dos lisossomos. A precipitação de fosfato de chumbo no local de atividade da FAc revela a presença de inúmeros lisossomos distribuídos no soma ou pericário dos neurônios fusiformes (cabeça de seta), bem como no interior de suas projeções (seta). A fraca coloração que define seus núcleos ovóides é inespecífica para a técnica empregada. (Fosfatase ácida, rato)

 

 

 

Fotomicrografia de gameta masculino, onde se observa uma coloração mais pálida na extremidade anterior da cabeça do espermatozóide, recobrindo seu núcleo em aproximadamente 2/3 de sua extensão até o limite demarcado (setas). Esta região do núcleo é recoberta por um grande sáculo, denominado capuz acrossômico. Sua biomembrana tem origem na fusão de várias vesículas lisossômicas, geradas pelo complexo de Golgi no processo de maturação do gameta, ainda no epitélio germinativo dos túbulos seminíferos do testículo. Seu conteúdo é formado por um conjunto de várias enzimas, incluindo a hialuronidase, usadas na digestão dos envoltórios do gameta feminino durante o processo de fecundação. A cabeça (C), o núcleo (N) e o flagelo (F) do gameta estão indicados. (HE, cavalo)

 

 

 

Fotomicrografia do fígado. Entre os cordões de hepatócitos (H) estão os capilares sinusóides. No lúmen (L) destes, observa-se a presença de hemácias (he) e macrófagos, denominados células de Küpffer (CK). O núcleo (N) da célula de Küpffer está indicado. Os macrófagos observados no campo têm seus limites demarcados pela distribuição de fagossomos (seta larga) contendo partículas de nanquim, previamente ministrado por via intravenosa ao animal, gerados no processo de Fagocitose. Uma vez associados aos lisossomos, os fagossomos devem ser denominados fagolisossomos, mas somente uma reação histoquímica para a atividade da fosfatase ácida, enzima que identifica a organela, poderia aqui determinar se os corpúsculos com nanquim visíveis no citoplasma destas células, já estão associados a lisossomos ou não. (HE, coelho)

 

 

 

Eletromicrografia de um enterócito. A seqüência numérica (1 a 4) representa a via de internalização de substâncias pelo processo de Micropinocitose. Neste processo, é comum as pequenas vesículas agregarem-se em uma vesícula maior, denominado receptossomo ou endossomo inicial (E), permitindo a recuperação de receptores e por vezes biomembrana, antes desta vesícula resultante fundir-se aos lisossomos. Uma alteração de seu pH define o momento da associação aos lisossomos para o início da digestão. Microvilosidades no ápice celular (MV) estão indicadas. (MET, cobaia)

 

 

 

Eletromicrografia de um eosinófilo. Seus grânulos eosinófilos (na ML), típicamente ovalados, são lisossomos primários (L). Observe suas dimensões quando comparados às mitocôndrias (M) em proximidade. O núcleo (N) está indicado. (MET, rato)

 

 

 

Eletromicrografia de célula nervosa. Corpúsculos autofágicos ou autofagossomos (estrela) são formados no processo denominado autofagia, empregado na reciclagem de organelas envelhecidas ou excedentes, bem como de outros elementos do citoplasma. Biomembranas de organelas podem ser reconhecidas no interior dos corpúsculos. O retículo endoplasmático liso é o responsável pela delimitação do conteúdo, assim, nos autofagossomos recém-formados observa-se a presença das duas membranas de suas cisternas no limite da estrutura (seta dupla), quando já há ação de enzimas lisossômicas no conteúdo, a membrana mais interna do envoltório delimitante é digerida juntamente no processo, deixando visível apenas uma U.M. no limite dos autofagolisossomos ou lisossomos secundários. (MET, planária terrestre)

 

 

 

Eletromicrografia de endossomo tardio ou corpo multivesicular (ET) que realiza permuta de substâncias e biomembranas com as organelas celulares antes de associar-se a lisossomos primários gerados pelo complexo de Golgi (CG) e rede transGolgi, transformando-se em um lisossomo secundário para o início do processo digestivo de seu conteúdo. Vesículas eletron-densas (VE) liberadas pelo pelo complexo de Golgi. (MET, planária)

 

 



Eletromicrografia de célula do tecido nervoso. A organela (seta) foi ampliada na imagem ao lado. Compare sua dimensão com o núcleo do neurônio (N). (MET, planária terrestre)
Eletromicrografia de lisossomo secundário, onde o substrato da digestão já está bastante degradado, sendo impossível determinar sua natureza. Observe a presença de apenas uma U.M. no limite da estrutura (entre setas) e corpúsculos densos em sua matriz (seta vazada). As dimensões dos lisossomos secundários e mesmo terciários são extremamente variáveis, pois dependem do corpúsculo endossômico ao qual os lisossomos se associam, e, freqüentemente, em grande número. (MET, planária terrestre)

 

 

Eletromicrografia de células do plexo coróide. Três lisossomos terciários (estrela) podem ser observados no campo com abundante material eletron-denso em seu interior. Algumas mitocôndrias também exibem finos precipitados em sua matriz (setas). Microvilosidades (MV), microtúbulo (MT), polirribossomos livres (P) e cisternas do RE (R) estão indicados. (MET, cobaia)

 

 

 

Eletromicrografia do plexo coróide. No citoplasma das células lisossomos terciários (estrela) podem ser identificados pela grande quantidade de material eletron-denso em seu interior. Em outros dois lisossomos, fundidos aos lisossomos maiores, a matriz não evidencia depósitos (seta). Mitocôndrias (M) e núcleo (N) estão indicados. (MET, cobaia)

 

 

 

Eletromicrografia de célula epitelial do plexo coróide. No citoplasma destas células, pode-se observar a presença de dois lisossomos terciários (estrela) com material eletron-denso em seu interior (setas). Um lisossomo primário pode ser distinto pela matriz uniformemente granular e pequena dimensão (seta larga). Mitocôndrias (M) e citoesqueleto (C) estão indicados. (MET, cobaia)

 

 

 

Eletromicrografia de célula epitelial do plexo coróide. Como estas células têm por função a secreção de líquor e de interface entre este último e o sangue, é comum a abundância de lisossomos. Aqui, vários lisossomos terciários mostram sua matriz com textura irregular e depósitos eletron-densos (setas finas). Um lisossomo terciário pode ser, também, facilmente reconhecido pela vacuolização de sua matriz (seta larga), típica de sua transformação em grânulo de lipofuscina, destinado ao armazenamento. Observe as várias dimensões dessas organelas. Os lisossomos primários (seta dupla) exibem matriz densa mas com textura uniforme e pequenas dimensões. Núcleo (N) e mitocôndrias (M) estão indicados. (MET, cobaia)

 

 

 

Ampliação do campo demarcado na imagem anterior. Não é incomum observar a fusão de lisossomos para a cooperação em processos de digestão (entre setas). Dois pares de lisossomos fundidos podem ser identificados no campo. O par à esquerda possivelmente já esteja envolvido no adiantado processo de digestão da estrutura anexada ao conjunto (estrela). (MET, cobaia)

 

Complexo de Golgi
Peroxissomo

 

voltar ao menu de organelas