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O desenvolvimento sustentável é apoiado por três pilares: desenvolvimento econômico, inclusão social e sustentabilidade ambiental, aos quais Jeffrey Sachs acrescenta boa governança. A partir destes, os 193 países da Assembléia Geral da ONU alcançaram os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (Sustainable Development Goals - SDGs) em setembro de 2015, para os quais "os governos devem conduzir a implementação com o envolvimento ativo de todas as partes interessadas relevantes, conforme apropriado."[1]

 

Em suma, os 17 objetivos (SDGs) são os seguintes:[2]

1. Acabar com a pobreza extrema;

2. Acabar com a fome e promover a agricultura sustentável;

3. Assegurar vida saudável para todos;

4. Assegurar educação de qualidade e ensino continuado;

5. Alcançar igualdade de Gêneros e empoderar mulheres e meninas;

6. Assegurar disponibilidade e gestão sustentável de água e saneamento;

7. Assegurar disponibilidade à energia sustentável moderna, a preços acessíveis;

8. Promover crescimento econômico sustentável e trabalho decente para todos;

9. Construir infraestrutura resiliente e promover industrialização sustentável;

10. Reduzir desigualdades dentro de e entre países;

11. Fazer cidades e assentamentos humanos sustentáveis;

12. Assegurar consumo e produção sustentáveis;

13. Tomar medidas urgentes para combater mudança climática e seus impactos;

14. Conservar os oceanos e os recursos marinhos;

15. Proteger e restaurar ecossistemas terrestres, administrar florestas sustentavelmente, e cessar perda de biodiversidade;

16. Promover sociedades pacíficas e inclusivas;

17. Fortalecer os meios de implementação dos SDGs.

Assim como a "Declaração dos Direitos Humanos", apesar da violação de muitos destes em vários países ainda hoje, os SDGs buscam estabelecer critérios claros que possam ser seguidos por todos.

Estrutura-se uma rede global para solucionar problemas do desenvolvimento sustentável. Os nacionalismos extremados são deletérios a esta estrutura, uma vez que nossos maiores problemas são globais.

A participação governamental é imprescindível para a geração, distribuição e gestão de sistemas centralizados, como nas grandes barragens hidroelétricas, nos parques eólicos ou nos arranjos de módulos fotoelétricos em áreas desérticas, assim como nos incentivos à pesquisa de longo prazo e aos empreendimentos privados.

Por outro lado, esta abordagem de cima para baixo (Top-down) torna-se frágil quando conta com a iniciativa dos governos quando muitos deles são ineficientes, pouco representativos dos governados, ou mesmo contaminados por corrupção e interesses particulares. Nestes casos, tornam-se ainda mais importantes iniciativas descentralizadas das próprias populações envolvidas.

Portanto, soluções locais ou regionais devem ser estimuladas e multiplicadas, como a coleta de lixo seletiva pelas prefeituras, a transformação do lixo orgânico em fertilizante pela compostagem, a técnica do plantio direto, a fertirrigação associada à piscicultura ou ao tratamento de águas residuais, o emprego de mini usinas hidrelétricas e da energia das marés, a catação de materiais recicláveis pela população humilde e seu aproveitamento por pequenas empresas, o empreendorismo ecológico para vestuário no uso de materiais e processos, a abordagem bioclimática,  a construção de moradias com telhados claros ou verdes, aproveitamento da água da chuva e de recursos energéticos renováveis.

Esses últimos tópicos estão presentes na CasaE, cujas soluções cumprem a maioria dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (SDGs), direta ou indiretamente, têm o potencial de serem multiplicadas em larga escala, com baixo custo adicional ao das moradias tradicionais quando construídas adequadamente, e de forma descentralizada.



[1] Jeffrey D. Sachs, The Age of Sustainable Development. NY: Columbia University Press (2015).

[2] https://www.sdg4education2030.org/education-2030-framework-action-unesco-2015