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Histórico

O que acontece na Ecohorta?

Entre novembro e dezembro de 2013, o cenário do que viria a ser a Ecohorta começou a ser esboçado. O projeto inicial prevê para o ano de 2014 a implantação de 8 canteiros, 4 deles destinados ao cultivo de hortaliças e legumes e os outros 4 destinados à compostagem de resíduos orgânicos gerados nas dependências do CECLIMAR. Assim, no início desse ano, eles foram construídos para receber o plantio de mudas e sementes de diferentes plantas. Todos os alimentos serão produzidos a partir de sementes sem fungicidas e a escolha das espécies buscará a melhor aclimatação de acordo com a época do ano e visará também a melhor variabilidade possível em termos nutricionais. Os alimentos cultivados serão todos doados para uma instituição pública de ensino do município de Imbé a fim de que os mesmos sejam utilizados na merenda escolar.

Além dos resíduos orgânicos gerados nas dependências do CECLIMAR, também serão utilizados na compostagem os resíduos de podas dos cortes de gramas, bem como da varredura de folhas. A adubação dos canteiros será feita exclusivamente com o composto orgânico gerado no processo de compostagem, sendo que nenhum tipo de adubo químico ou defensivo agrícola será utilizado na horta ecológica do CECLIMAR.

Em abril de 2014, 97 mudas do palmito-juçara (Euterpe edulis), 7 de butiá (Butia catarinensis), 60 de cenoura (Daucus carota) e e 60 beterraba (Beta vulgaris) e 28 de morango (Fragaria vesca) foram plantadas. Dessas, algumas já começaram a germinar, como é o caso da beterraba que em 7 dias já verificou-se 50% de germinação. Além disso, em maio, plantamos 2 mudas de erva-mate (Ilex paraguariensis), 8 mudas de pintangueira (Eugenia uniflora), 2 mudas da pata-de-vaca (Bauhinia forficata) e 20 mudas de cerejeira-do-mato (Eugenia involucrata). Além do plantio, dois canteiros já estão sendo utilizados para o depósito dos restos orgânicos (composteiras).

Sementes de palmito-juçara.                                                                    Germinação das sementes.

Foto: Alice Pereira                                                                                   Foto: Alice Pereira

Junho começou com várias atividades. A Ecohorta esteve presente na Semana do Meio Ambiente na Biblioteca Municipal de Osório, no Horto em Tramandaí e na 1ª Mostra de Ideias Sustentáveis Escolares, em Imbé. Nesses eventos, divulgamos a Ecohorta para o público presente e fizemos doações de mudas nativas.  Ainda assim, 80 mudas de brócolis (Brassica oleracea) foram semeadas e já começaram a brotar da terra. Em julho, novos canteiros começaram a ser construídos para o plantio de mais espécies como o maracujá (Passiflora edulis) e uma nova composteira

Construção de novo canteiro e canteiro com beterrabas (esquerda); Butiá brotando (direita).

Fotos: Alice Pereira

Guabiroba retomando seu crescimento após ter perdido suas folhas.        Composteira (esquerda) e canteiro da beterrabas (direita)        Foto: Alice Pereira Foto: Alice Pereira


No dia 18 de setembro, no turno da manhã, a Ecohorta recebeu sua primeira visitação, do colégio Dom Feliciano de Gravataí, com a presença de 57 alunos.

Foto: Maria Clara Maia

Também no dia 18, no turno da tarde, a escola de Educação infantil Marisol se fez presente no Ceclimar para receber uma doação da Ecohorta. Foram colhidos 7Kg de beterrabas (Beta vulgaris) e 17 ramos de brócolis (Brassica oleracea).

 

Foto: Alice Pereira                                                               Foto: Maria Clara Maia

No dia 5 de outubro, fizemos mais uma doação a escola de Educação infantil Marisol, dessa vez foram colhidos 7.450kg de beterrabas e 26 ramos de brócolis.

Para a recuperação do solo, foram plantados fava e ervilha.

Foto: Alice Pereira

2015

Em janeiro de 2015 os calendários da Ecohorta confeccionados no final de 2014 chegaram e foram distribuídos.

Durante os meses de janeiro e fevereiro aconteceu a Programação de Verão, promovida pelo CECLIMAR em parceria com o quiosque Secret, localizado na orla da  de Imbé. A Ecohorta colaborou instruindo sobre a correta segregação de resíduos e também colaborou recolhendo os resíduos orgânicos gerados no quiosque para a produção de composto orgânico nas dependências da Ecohorta. Foram recolhidos principalmente- cascas de limão, espigas de milho e cocos.

Em março houve a revitalização da Ecohorta, com a colaboração de Alice Pereira, Rushell Félix, Giulia Barbieri, Nathan Becker, Maurício Tavares e Ruth Sutello. Também foram recebidas doações de sementes orgânicas pelo Banrisul e pela Emater, e as sementes doadas foram coentro, couve brócoli, couve, couve chinesa, beterraba, cebola, rúcula, pimenta, cenoura e quiabo.

Em abril e maio foram realizadas semeaduras de beterraba e cenoura, couve brócoli e couve chinesa.

Nos dias 18 e 21, durante a Semana de Museus, Maurício Tavares realizou atividades de educação ambiental com duas escolas fundamentais, EMEF José Enéas, de Tramandaí e EMEF Rui Barbosa, de Imbé, totalizando 68 alunos de 5 a 9 anos de idade. Ainda na Semana de Museus foram distribuídos materiais agroecológicos e PANC  - Plantas Alimentícias Não Convencionais para os participantes.

Em junho houve a doação de sementes de couve, coentro, rúcula, beterraba, cenoura, mostarda e salsa para a Escola Professora Pedrinha para a construção de uma horta em garrafas pet pelos alunos.

No mês de julho, dia 8, aconteceu novo plantio de beterraba e cenoura, no entanto, as sementes não vingaram, pois as chuvas excessivas alagaram a horta e tivemos de parar nossas atividades por uma semana. No dia 24 de julho, houve o plantio de fava e couve no canteiro mais exposto ao sol.

Em agosto tivemos mais sorte, no dia 3 aconteceu o plantio de cenoura e beterraba. No dia 18 notou-se o brotamento de beterrabas, cenouras, fava, tagete, tomate, couve.

Também no dia 18 aconteceu a reunião com 5 professores de Educação de Campo, um engenheiro ambiental e 2 bolsistas do Bacharelado Interdisciplinar em Ciência e Tecnologia do Campus Litoral Norte, para auxiliá-los na criação de uma horta no Campus.

Em setembro continuamos nossas atividades, regando, revirando a composteira e colocando as micro-estufas nas plantas, em seu estágio inicial de crescimento. Essas micro-estufas são confeccionadas apartir de garrafas PET e oferecem um microambiente para as plantas, onde usam o próprio vapor de água que produzem e realizam suas trocas gasosas pelo solo.

Em outubro realizamos a pré-germinação em milhos, por uma semana, em algodão umedecido. No dia 23, plantamos as sementes germinadas e cobrimos com as micro-estufas.