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LEÃO-MARINHO-DO-SUL


Nome popular: Leão-Marinho-do-Sul

Nome Científico: Otaria byronia

Ordem: Carnivora

Família: Otariidae

Descrição: Podem passar de 2,8 metros de comprimento e pesar em torno de 300 Kg. Pelagem marrom-escura, um tan-to acastanhada e até amarelada  em algumas    partes    do    corpo.   Pelagem


marrom-escura, um tanto acastanhada e até amarelada em algumas partes do corpo. O pescoço comprido, orelhas pequenas e focinho curto (ao contrário do lobo-marinho, que tem orelhas salientes e focinho afilado). Machos adultos maiores que as fêmeas e com pêlos mais compridos no pescoço, lembrando uma juba de leão.

Distribuição Geográfica: Ampla distribuição ao longo da América do sul. Possuem colônias de reprodução no Peru, Chile, Argentina (também ilhas Malvinas) e Uruguai. No Brasil, há registros desde o RJ até o RS, onde são muito mais freqüentes.

Habitat: Vivem a maior parte da vida no mar, perto da costa, mas também penetram na água doce. Vem à terra firme para procriar e/ou descansar, normalmente em costas rochosas com pouco declive, praias sem movimento humano ou ilhas.

Alimentação: Principalmente peixes, mas também polvos e crustáceos.

Reprodução: Durante esse período, reúnem-se em grandes grupos. Os machos procuram formar seus haréns com muitas fêmeas e, nesta fase, ocorrem muitas brigas para tal. Apenas um filhote por parto.

Hábitos, observações e curiosidades: Apesar de ser um dos pinípedes mais freqüentes no Brasil, especialmente no sul, não existem colônias de reprodução no nosso litoral. Chegam em nossas costas para se alimentar, na maioria machos adultos e subadultos, durante os meses de inverno e primavera. As duas mais importantes áreas de concentração no litoral brasileiro estão no RS: no refúgio da vida silvestre do Molhe Leste da Lagoa dos Patos, situado no município de São José do Norte, e a Reserva Ecológica da Ilha dos Lobos, em frente a Torres. Eram muito caçados por sua pele e gordura.

Histórico: O leão-marinho foi recolhido pela PATRAM de Tramandaí, RS no dia 07/08/2003, na praia de Jardim Atlântico. O animal era considerado juvenil pelo seu tamanho, medindo 1,44 m de comprimento e pesando 23 quilos. O mesmo apresentava uma identificação (anilha) com registro de número 81 do Centro de Reabilitação de Animais Marinhos, CRAM/FURG, de Rio Grande, RS.

Pesando 27 quilos, o leão-marinho foi reintroduzido no dia 21/08/2003 pelo Centro de Reabilitação (CERAM) do CECLIMAR/UFRGS, a 4.300 milhas marítimas da costa de Tramandaí. No dia seguinte o animal retornou a praia e foi trazido novamente para o CERAM. Entre os meses de agosto e novembro foram feitas três tentativas de reintrodução, mas todas sem sucesso, o animal sempre retornava.

Na última tentativa, ele permaneceu 30 dias no mar e quando retornou, apresentava ferimentos e estava sem a anilha de identificação. Com sérios problemas de visão, sem condições de ser reintroduzido no ambiente natural, passou a ser um hóspede permanente do CERAM.

Objetivando proporcionar condições mais adequadas para a permanência do animal, foram ampliadas as instalações do CERAM, sendo inaugurado em 21/01/2005, um amplo recinto especialmente construído para abrigar o “Gordo”.
Atualmente, com 1 ano e seis meses de permanência no CECLIMAR, batizado carinhosamente de “Gordo”, pesa 110 quilos e mede em torno de 2 metros de comprimento. O “Gordo” tem sua dieta alimentar controlada, comendo apenas 8 quilos de peixe/dia.