Você está aqui: Página Inicial PESQUISA

Projetos

No litoral do Rio Grande do Sul, até a década de 40, a pesquisa era praticamente inexistente. Com a criação da Faculdade de Filosofia da então Universidade de Porto Alegre, em 1942, a realização das primeiras excursões do curso de História Natural levaram a um despertar de interesse pelo Litoral Norte do Rio Grande do Sul.    


Tem início nesse tempo, as primeiras pesquisas com a coleta de drosófilas, na localidade de Emboaba, município de Osório, para estudos genéticos; de espécies vegetais com trabalhos de campo que se estendiam de Tramandaí até Torres e de microcrustáceos, em alagados, lagoas e mar na região do Litoral Norte.


Pensando na oportunidade de ter no Litoral Norte instalações adequadas para realização de pesquisas na área, foi elaborado um projeto de criação de um Centro de Ensino e Pesquisa na região. O projeto foi apresentado a V Câmara de Pesquisa da Universidade pelo Professor Irajá Damiani Pinto, do Instituto de Geociências, em 25 de maio de 1978, sendo imediatamente aprovado pelo seu presidente, Pró-Reitor de Pesquisa Prof. Gerhard Jacob, e pelo Magnífico Reitor Prof. Homero Só Jobim.


Inicialmente o Centro instalou-se no Prédio do Almoxarifado da Colônia de Férias da UFRGS, em Tramandaí. No mesmo local, em 1980, foram realizados os primeiros cursos de Biologia Marinha, em níveis de graduação e pós-graduação, para professores de escolas da região.


Em 23 de fevereiro de 1981 foi lançada a pedra fundamental do CECLIMAR, em terreno cedido pelo patrimônio da União, localizado às margens da Lagoa de Tramandaí, em Imbé, e em 7 de janeiro de 1983 foram inaugurados os primeiros prédios, com recursos financeiros postos à disposição, através da FAPERGS, pelo Governador do Estado José Augusto Amaral de Souza, o que permitiu a intensificação dos cursos, das pesquisas e a instalação de Museu, Aquários, Minizoológico e Marina.   


Novo e importante impulso foi dado ao CECLIMAR em 22 de janeiro de 1986 com a inauguração de mais um prédio, concluído com recursos complementados pelo CNPq e UFRGS, o que permitiu não só a ampliação de suas atividades, como de novos e amplos aquários.