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UNB aprova jornada de 30 horas

UnB Agência

ADMINISTRAÇÃO - 01/12/2011

Flexibilização entrará em vigor em 180 dias

 

Ponto eletrônico será obrigatório para todos os servidores


Henrique Bolgue - Da Secretaria de Comunicação da UnB

 

O Conselho de Administração da Universidade de Brasília (CAD) aprovou a flexibilização da jornada de trabalho para os servidores técnico-administrativos por 39 votos a favor, cinco contrários e uma abstenção. A medida autoriza as unidades a flexibilizar a jornada de trabalho das 40 horas atuais para 30 horas corridas por semana. O ponto eletrônico será obrigatório para todos os servidores, mesmo aqueles que optarem por manter as 40 horas.


A implementação da medida deve ocorrer em 180 dias, prazo acordado pelos conselheiros. Nesse tempo, uma comissão executiva formada por um representante de cada um dos campi avançados (UnB Ceilândia, UnB Gama e UnB Planaltina), dois gestores (um responsável por unidades com laboratórios e outro por unidades mistas), dois servidores técnico-administrativos indicados em assembleia do sindicato e dois estudantes indicados pelo Diretório Central dos Estudantes irá avaliar os processos e estudos de cada unidade e terá o poder de autorizar a implementação. A decana de Gestão de Pessoas, Gilca Starling, lembra que antes de por em prática a flexibilização é preciso seguir o passo a passo estabelecido pelo decanato. "O novo modelo está autorizado. Para entrar em vigor é preciso parecer final da comissão de avaliação", diz ela.

PRAZO - Durante mais de três horas, 22 conselheiros debateram a proposta. Em suas intervenções, o reitor José Geraldo de Sousa Junior, presidente do conselho, ressaltou o caráter autorizativo da medida. O decano de Planejamento, Paulo Rocha, afirmou que a aprovação representa uma mudança de rumos da universidade. “A flexibilização será um catalisador dessas mudanças.” O vice-reitor, João Batista, lembrou que a medida é uma proposta da administração. “É uma tarefa difícil, que exige esforço por parte das unidades, mas que promove um modelo mais eficiente de gestão."

Antes da aprovação, algumas ressalvas foram discutidas pelos conselheiros. O principal ponto, unânime entre defensores e adversários da medida, era a necessidade de aumentar o quadro de pessoal da universidade. Tanto o diretor da Faculdade de Comunicação, David Renault, que votou a favor, como o professor Augusto César Franco, do Departamento de Botânica do Instituto de Ciências Biológicas, contra, lembraram que há deficiência de técnicos. O servidor Antônio Guedes admitiu as dificuldades. “Sabemos que há um déficit tanto de técnicos e de professores”, disse.

LABORATÓRIOS - O problema maior dessa deficiência está no quadro de técnicos nos laboratórios foi o ponto mais citado pelos conselheiros como principal empecilho à implementação da flexibilização em todas as unidades. O representante do Instituto de Geologia, professor Demerval do Carmo, o diretor da Faculdade de Medicina, Paulo César de Jesus, o diretor do Instituto de Química, Jurandir de Souza e a diretora da Faculdade de Ciências da Saúde, Lílian de Paula acreditam que será preciso mais contratações para que a flexibilização seja posta em prática também nessas áreas.

Alguns apontaram que a saída seria melhorar a gestão das unidades. O diretor da Faculdade de Educação Física, Alexandre Rezende, acredita que a solução é a centralização de setores e departamentos. “É essencial que na transição entre os turnos haja conversa entre os funcionários", sugere o professor. "A discussão da flexibilização rompe com a setorização e exclusividade do trabalho, e compartilha o mesmo, pois os servidores deverão que ter capacidade polivalente”, afirma.

Um dos aspectos mais polêmicos foi a adoção do ponto eletrônico, considerada condição indispensável para o bom funcionamento da flexibilização. A maioria dos diretores de institutos apoia o uso do ponto, como forma de facilitar a gestão do novo sistema. Alguns servidores técnicos criticam o ponto eletrônico como algo discriminatório, já que os docentes são dispensados desse tipo de controle. Segundo a decana de Gestão de Pessoas, Gilca Starling, o ponto eletrônico será obrigatório para todas as unidades. A UnB já comprou cerca de 200 aparelhos destinados a essa tarefa.

Todos os textos e fotos podem ser utilizados e reproduzidos desde que a fonte seja citada. Textos: UnB Agência. Fotos: nome do fotógrafo/UnB Agência.

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