Até o mês de julho a Sala Redenção apresenta o “Ciclo 2012 e o fim do mundo” . Serão exibidos 13 filmes que vão abordar a temática do fim do mundo explorada com diferentes enfoques.
 
 
CONTÁGIO
(Contagion, EUA, 2001, 106 min.), de Steven Soderbergh
 

O filme narra a evolução de uma pandemia desde os seus primeiros estágios. Quando Beth (Gwyneth Paltrow) retorna de uma viagem de negócios, descobre que está com uma doença séria e ainda não identificada. Dois dias depois de se sentir mal, ela morre sem que os médicos tenham descoberto a causa. Mitch (Matt Damon), depois de perder a esposa e também o enteado, sofre com a quarentena imposta pelo governo, e tem que ficar isolado até que uma vacina seja desenvolvida. Várias pessoas começam a apresentar os mesmos sintomas, em vários lugares do mundo. Tem início uma corrida contra o tempo para deter a contaminação.

Conforme as pessoas vão interagindo, o contágio vai aumentando. O Departamento de Segurança Nacional dos Estados Unidos contata o doutor Ellis Cheever (Laurence Fishburne) e a doutora Erin Mears (Kate Winslet) para anunciar que a epidemia faz parte de um ato terrorista que utiliza armas biológicas. No meio de toda essa confusão, enquanto a Dra. Leonora Orantes (Marion Cotillard) tenta descobrir a verdadeira origem da doença, o blogueiro Alan Krumwiede (Jude Law) começa a espalhar boatos sobre uma possível cura, causando ainda mais tumulto na população. Seguindo o percurso da contaminação, “Contágio” mostra a fragilidade da sociedade perante o medo e como a arrogância, o egoísmo e a ignorância podem se espalhar tão rápido quanto um vírus.

QUANDO: 19 de maio – sábado
HORÁRIO: 15h30min
ONDE:
Sala Redenção (Av. Paulo Gama, s/nº, Campus Centro)
QUANTO: Entrada franca

INFORMAÇÕES: Telefone: 3308 3933


 
Nos dias 23 e 30 de maio, poderá ser conferida na Sala Redenção a Mostra de Documentários Etnográficos, Mesas-Redondas e Debates "Água, da escassez à abundância", promovida pela UFRGS, Universidade FEEVALE e Instituto Anthropos.
 
 
A QUESTÃO DA ÁGUA E AS FORMAS DE VIDA
NAS GRANDES CIDADES
AcquaMídia - série para televisão: (Brasil, 40 min)
 

O programa de televisão “Acquamídia”, aborda as relações problemáticas entre a natureza e a cultura e entre o homem e o ambiente. O programa foi idealizado com base em uma abordagem ampla e plural sobre os temas poluição e escassez dos recursos hídricos na cidade de Porto Alegre. “Acquamídia” tem como proposta a busca de uma estética que valorize o cotidiano e o utilize como instrumento para revelar aos moradores de uma grande cidade a dimensão dos fenômenos socioambientais que estão relacionados ao recurso água.


 
MEMÓRIA AMBIENTAL E OS CONFLITOS
DE USOS DAS ÁGUAS
DVD interativo: Habitantes do arroio, estudo de conflito de usos de águas urbanas, risco e saúde publica (Brasil, 2012, 20min). De Ana Luiza Carvalho da Rocha e Rafael Devos
 

Também serão tema de debate a memória ambiental e os conflitos de usos das águas, utilizando o DVD interativo “Habitantes do arroio, estudo de conflito de usos de águas urbanas, risco e saúde pública” que traz vídeos de curta duração contendo dados etnográficos, documentos de acervos e entrevistas realizadas na bacia do Arroio Dilúvio, em Porto Alegre. No DVD, são apresentados os vários tipos de águas encontradas na pesquisa: águas da memória, águas pluviais, águas domésticas, águas lúdicas e prazerosas, águas perigosas, águas que limitam e atravessam territórios entre o público e o privado na cidade.


 
CONFLITOS DE USOS DE ÁGUAS URBANAS E COMUNIDADES ÉTICAS
A questão ambiental sob a ótica dos grupos urbanos nas ilhas do Parque Estadual Delta do Jacuí
(Brasil, 2007, 20 min.) De Rafael Devos
 

Os conflitos de usos de águas urbanas e comunidades éticas serão abordados no DVD “A questão ambiental sob a ótica dos grupos urbanos nas ilhas do Parque Estadual Delta do Jacuí”. Com crônicas em vídeo, animações de fotografias e imagens de satélite, o DVD apresenta as paisagens sobrepostas na memória ambiental da cidade, marcada pelos conflitos de ocupação e de uso das ilhas de Porto Alegre. A pesquisa revela a micro-ética a partir da experiência urbana de moradores das ilhas, a meso-ética da Bacia Hidrográfica do Lago Guaíba e da Região Metropolitana de Porto Alegre, e a macro esfera ética do ambiente planetário, através da navegação por menus e sub-menus.

   

QUANDO: 23 de maio– quarta-feira
HORÁRIO: 16 horas
ONDE:
Sala Redenção (Av. Paulo Gama, s/nº, Campus Centro)
QUANTO: Entrada franca

INFORMAÇÕES: Telefone: 3308 3933


 
Movimento surgido após a Segunda Guerra Mundial, a Contracultura terá seus aspectos ilustrados em filmes exibidos Sala Redenção durante todo o mês de maio. As obras tratam do nascimento, do apogeu e, também, de um certo desencantamento com as conquistas de um movimento que marcou a história do cinema e a do mundo.
 
 
CORRIDA CONTRA O DESTINO
(Vanishing Point, EUA, 1971, 98 min.), de Richard C. Sarafian
 

Kowalski (Barry Newman) aposta que vai de Denver para São Francisco em 15 horas. Dirigindo um Super Dodge Challenger 1970, ele cruza o deserto sem se preocupar com a velocidade. Ex-fuzileiro, herói da guerra do Vietnã, ex-piloto e ex-policial, Kowalski trabalha como entregador de carros. No esforço de vencer a aposta, ele chama a atenção da polícia dos dois estados, e tem início a perseguição. Captando as comunicações da polícia, um radialista local (Cheavon Little) percebe a situação, e começa a narrá-la para seus ouvintes, transformando o motorista no “último herói americano”. Sem saber que sua aventura está no ar, ele continua correndo e encontra pelo caminho figuras típicas da estrada, hippies, nudistas e criminosos. E no decorrer dessa caçada descobrimos que Kowalski foge de seu próprio passado, acelera para alcançar a liberdade – contra o destino.

Dirigido por Richard C. Sarafian, “Corrida Contra o Destino” tornou-se um clássico dos road movies, e serviu de inspiração para muitos diretores, como Quentin Tarantino em Death Proof (2007) que faz uma homenagem ao Super Dodge Challenger 1970. Tanto Kowalski quanto o carro se eternizaram como ícones da liberdade, em um filme repleto de aventura.

QUANDO: 18 e 21 de maio
HORÁRIO: 19h e 16h, respectivamente
ONDE:
Sala Redenção (Av. Paulo Gama, 110, s/nº, Campus Centro)
QUANTO: Entrada franca

INFORMAÇÕES: Telefone: 3308 3933


 
ZABRISKIE POINT
(Zabriskie Point, EUA, 1970, 110 min.), de Michelangelo Antonioni
 

Michelangelo Antonioni faz um retrato do movimento de contracultura americano nos anos setenta. Em oposição aos valores vazios da sociedade consumista norte-americana, o diretor conta a história de dois jovens que vivem como foragidos do sistema: Daria é uma estudante de antropologia que é enviada para o deserto de Los Angeles para ajudar na construção de um empreendimento imobiliário e Mark, que abandonou a faculdade e é suspeito de assassinar um policial em um protesto estudantil.

Os dois jovens protagonistas se encontram por acaso em um momento crucial da trama. Um filme todo dedicado a ideais anticapitalistas, Zabriskie Point traz críticas declaradas à publicidade e a caretice estabelecida. Mostra a liberação sexual e os paraísos artificiais das drogas, tudo isso aliado a uma trilha sonora com nomes como Pink Floyd, Greateful Dead e Rolling Stones.

QUANDO: 23 de maio – quarta -feira
HORÁRIO: 19 horas
ONDE:
Sala Redenção (Av. Paulo Gama, 110, s/nº, Campus Centro)
QUANTO: Entrada franca

INFORMAÇÕES: Telefone: 3308 3933


 
ANOS DE REBELDIA
(Out of the blue, EUA, 1980,94 min.), de Dennis Hopper
 

Com direção de Dennis Hopper, “Anos de rebeldia” conta a história de CeBe (Linda Manz), uma adolescente punk que destila sua raiva contra tudo e contra todos. O filme mostra a decadência de uma família americana, na qual o pai é um ex-presidiário (Don, interpretado por Dennis Hopper) e a mãe, Kathy, é viciada em heroína (Sharon Farell). Hopper foi chamado apenas para atuar no filme, mas acabou modificando o roteiro e assumindo a direção. O filme nos revela o cotidiano da complexa protagonista, que odeia hippies e discoteca, e concentra o sentimento de revolta que existia nos jovens daquela época. De jaqueta jeans ou com roupas do pai, CeBe divulga mensagens anárquicas e slogans de protesto usando o rádio de um velho caminhão e não hesita em demonstrar sua insatisfação com quase tudo o que está à sua volta.

A rebeldia da adolescência, o drama da transição entre duas épocas, vivido pela personagem e que se materializa na música. Um filme que aborda os anos 80 sob uma perspectiva incomum, pela ótica de uma jovem agressiva e solitária, que busca estabilidade em odiar o mundo e admirar Sid Vicious e Elvis Presley, além de tocar bateria furiosamente.

QUANDO: 21 e 22 de maio
HORÁRIO: 19h e 16h, respectivamente
ONDE:
Sala Redenção (Av. Paulo Gama, 110, s/nº, Campus Centro)
QUANTO: Entrada franca

INFORMAÇÕES: Telefone: 3308 3933


 
THE DOORS
(The Doors, EUA, 1991, 140 min.), de Oliver Stone
 

A história de Jim Morrison e da banda “The Doors” dirigida por Oliver Stone. Uma biografia do polêmico vocalista que teve sua trajetória marcada pelo excesso. Com uma narrativa que não segue uma ordem de tempo e espaço, e que privilegia o aspecto místico da figura do cantor, nos deixando próximos dos seus conflitos e dos bastidores da cena musical dos anos 60. O filme relata o surgimento da banda, seus conflitos internos e a ascensão, sempre centrado em Jim Morrison (interpretado por Val Kilmer, que foi elogiado pelos integrantes da banda por sua atuação), destacando suas visões xamânicas e alucinações induzidas por drogas e sua relação conturbada com Pamela Courson (Meg Ryan).

A rotina de uma banda no auge do seu sucesso, o abuso de drogas e os conflitos de personalidade são abordados em sintonia com a trilha sonora, que contém exclusivamente músicas da própria banda.

Um filme que desvenda o homem e que mistifica o ícone, contraditório como não poderia deixar de ser, já que se trata de Jim Morrison, um ícone do excesso, e “The Doors” uma das maiores bandas de todos os tempos.

QUANDO: 22 e 24 de maio
HORÁRIO: 19h e 16h, respectivamente
ONDE:
Sala Redenção (Av. Paulo Gama, 110, s/nº, Campus Centro)
QUANTO: Entrada franca

INFORMAÇÕES: Telefone: 3308 3933


 
BLOW UP
(Blow up, Itália, 1966, 112 min.), de Michelangelo Antonioni
 

Thomas (David Hemmings) é um fotógrafo de moda que vive perseguido por mulheres que acreditam que se clicadas por ele, conseguirão ficar famosas. Cansado de viver nesse mundo de modelos e moda, em um dos seus passeios pela cidade de Londres ele resolve registrar, ao acaso, a cena de um casal namorando em um parque. Quando percebe que foi fotografada, Jane (Vanessa Redgrave) começa uma jornada desesperada atrás do fotógrafo para conseguir os negativos. Ela descobre o endereço do estúdio do fotógrafo, e tenta seduzi-lo para conseguir o que quer.

O problema é que Thomas não tem certeza do que viu - ou do que deixou de ver - quando revela os negativos e descobre que pode ter documentado um assassinato. Um retrato dos anos sessenta, detalhando a moda, as cores e a música de Londres, permeado pela paranóia e pelo mistério, que aumenta a cada nova ampliação dos negativos do suposto crime.

QUANDO: 24 e 25 de maio
HORÁRIO: 19h e 16h, respectivamente
ONDE:
Sala Redenção (Av. Paulo Gama, 110, s/nº, Campus Centro)
QUANTO: Entrada franca

INFORMAÇÕES: Telefone: 3308 3933