Prédios históricos
Escrevo motivado pela matéria da página 3 da edição de março de 2010. Sou ex-aluno da UFRGS e, como historiador, estou envolvido em questões relativas ao patrimônio, especificamente no que dizem respeito à saúde, pois todo meu trabalho acadêmico gira em torno desse tema, bem como a função que desempenho. Já há algum tempo enviei um e-mail ao Setor de Patrimônio da Universidade “alertando” para o fato de haver uma “goteira” molhando a fachada lateral do prédio histórico da Faculdade de Medicina. Trata-se, penso eu, de um cano de ar-condicionado. Enfi m, algo facilmente resolvido com a instalação de uma mangueira! Em um primeiro momento, lá em janeiro, o pessoal [do Patrimônio] até respondeu. Mas a situação continua, e eu fi z mais dois contatos. Está tudo igual. Escrevo apenas para solicitar que articulem com os responsáveis uma solução, porque acaba ficando estranho, ao meu ver, um empenho tão grande em mostrar as melhorias e o trabalho bem-feito em alguns prédios, enquanto outros nem por medidas preventivas passam. Fica parecendo “arruma numa ponta, estraga em outra”.
Éverton Quevedo, Diretor do Museu de História da Medicina do Rio Grande do Sul
Eleições 2010
Gostaria de sugerir à equipe do Jornal da Universidade uma reportagem sobre os políticos e as campanhas eleitorais, já que este é mais um ano em que teremos de suportar a propaganda obrigatória nos canais de rádio e televisão. E ainda por cima, seremos bombardeados por mensagens indesejadas em nossas caixas de correio eletrônico. Como são desenvolvidas as campanhas? De que forma os candidatos selecionam alguns pontos de seu programa de governo e omitem outros?
Marcos Santanna, professor estadual
Mestres em decadência
É triste constatar a perda de status dos professores: se antes eram vistos como exemplo a ser seguido e, por vezes, como heróis que sobreviviam apesar dos baixos salários, hoje são tratados como ameaça pelo governo gaúcho. Quem circula pela praça Marechal Deodoro já se acostumou a ver os gradis de metal que delimitam o “espaço do choro”, ao qual todo tipo de manifestação é confinada em frente ao Palácio Piratini. Constrangidos, os protestos dos manifestantes assumem um tom melancólico. Será que eles se tornaram tão banais a ponto de não merecer mais do que alguns metros de cerca? Fica aqui uma sugestão de pauta para este jornal.
Roberta Santos Marques, técnica em Enfermagem
Enem
Muito oportuno o artigo do professor Luis Augusto Fischer, na edição n.º 124. Apoio todas as suas “cinco acusações contra o ENEM”. Também acho que o objetivo inicial de avaliar a aprendizagem dos estudantes foi desvirtuado e dirigido com intenções totalitárias. O Brasil é imenso, múltiplo e díspar. A padronização proposta desrespeita trabalhos sérios feitos nos centros mais desenvolvidos, que poderiam ser aproveitados e aperfeiçoados. A experiência vai mostrar que essa busca de controle total é tão artificial quanto foi o Vestibular Unificado proposto nos anos 70 pelos militares. Parece que os administradores públicos não têm aprendido com a História e procuram, de novo, “reinventar a roda”... Fiquei muito preocupada, especialmente com o silêncio de professores e dirigentes em relação à proposta, que tem itens estapafúrdios. Foi tudo imposto e aprovado rapidamente nos Conselhos das universidades federais, sem discussões. Será que todos os questionadores estão, agora, no governo?
Silvia M. Rocha, aposentada
Gata Mimi I
Que matéria maravilhosa, tantas histórias da Universidade, a morte daquela peludinha a pauladas, agora esta reportagem sobre a gata Mimi. Que exemplo os protetores têm tido: inúmeros imprevistos com colégios, repartições públicas e até no teatro São Pedro, que não quer bichos lá. Esta matéria tinha de sair em um jornal de grande tiragem para todo o Rio Grande do Sul, para dar esse exemplo de amor, saúde e muita humanidade. Parabéns a toda a redação e ao pessoal da Universidade.
Maria Cristina Abbott, DMAE – Prefeitura de Porto Alegre
Gata Mimi II
Moro em Caxias do Sul e faço parte de ONGs de proteção animal aqui da cidade. Quero parabenizar o jornal pela reportagem e todas as pessoas que estão cuidando dessa gatinha linda. Parabéns pela matéria. Um grande exemplo para todos nós.
Tatiane Baggio, estudante de Psicologia da UCS
Gata Mimi III
Excelente a matéria sobre a gata adotada pela comunidade da Faculdade de Direito da UFRGS. Há alguns anos, essa seria uma atitude impensável. Hoje, vemos diversos locais de comércio em que animais de estimação tornaram-se inclusive uma atração para os clientes. Exemplos disso são uma pequena livraria localizada na Rua Riachuelo, entre a Marechal Floriano e a Borges de Medeiros, na qual dois felinos reinam absolutos, e uma loja de material para artesanato com tecidos, situada na Avenida Venâncio Aires, em que um gato e um cachorro fazem as honras da casa. Espero que, depois da UFRGS, outras instituições de ensino sigam o exemplo.
Lúcia Oliveira, aposentada
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