DCE mobiliza ato contra o racismo e em defesa da Ampliação das Cotas

Combater a desigualdade e a discriminação é uma tarefa importantíssima para construir a UFRGS que queremos! Foi com essa certeza que o DCE realizou na manhã de hoje uma importante manifestação contra o racismo e a favor da ampliação das ações afirmativas na UFRGS.

O campus central amanheceu com diversas faixas, coloridas com as cores do pan-africanismo, que expunham a campanha pela Ampliação das Cotas do DCE:

25% de cotas raciais, desvinculadas das sociais;

25% de cotas para estudantes de escola pública; manutenção das cotas para indígenas e criação das cotas para deficientes;

Ampliação das políticas de permanência e assistência estudantil, expansão com qualidade e 10% do PIB para a educação!

 

Agora é hora de ampliar a democratização do acesso! O DCE apresentou na manhã de hoje a proposta que está sendo formulada a partir da Comissão de Ações Afirmativas da entidade e do Fórum de Ações Afirmativas, que já conta com apoio dos técnicos, diversos professores e entidades do movimento social. Ao final do ato, os estudantes estenderam uma grande faixa do alto da FACED, pedindo “50% de cotas já!”.

Seminário de Ações Afirmativas!

O próximo passo é a construção do Seminário de Ações Afirmativas do DCE, que vai ocorrer nos dias 31 de maio, 1° e 2 de junho também no campus centro, nos auditórios da Faculdade de Educação e de Economia. O objetivo é organizar um profundo debate com os estudantes e a comunidade acadêmica sobre o novo projeto que será votado no CONSUN, a partir da opinião e estudo de professores especialistas no assunto e integrantes de diversos movimentos.  Junto com o Seminário acontecerá o II Encontro de Negras e Negros do DCE e o I Encontro de Pessoas com Deficiência da UFRGS. Participe e venha colorir conosco a UFRGS que queremos!

13 de maio pra quem?

O ato fez referência ao dia 13 de maio, que é lembrado todos os anos em nosso país como o dia da libertação da população negra e do fim do racismo institucional depois dos séculos de humilhação e exploração forçada que representaram o período a escravidão no Brasil. Nada mais falso! A elite que coordena o estado brasileiro trocou as senzalas pelas favelas, a repressão dos senhores e a perseguição dos capitães do mato pela violência policial e a exploração se transformou em desemprego e arrocho salarial. Após 124 anos da assinatura da Lei Áurea não temos nada para comemorar.

Se analisarmos os dados do Índice de Desenvolvimento Humano da ONU (IDH), veremos que os dados da população branca colocam o Brasil entre os 50 países mais desenvolvidos do mundo. Agora, se vamos até a população negra estamos na posição 107, junto com os países africanos. Os ataques também aos quilombolas por meio da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 3239) feita pelo DEM contra a titulação de terras quilombolas é a mostra de que a elite racista continua reagindo contra os direitos dos negros. São quase 5000 comunidades que perderam seu direito a terra se essa for aprovada pelo STF.

A política de ações afirmativas é parte importante dessa luta. Desde 2008, a UFRGS está abrindo suas portas para um setor da população historicamente excluído da universidade. Foram centenas de estudantes negros e de escolas públicas que ingressarem nas nossas salas de aula, a partir da mobilização do DCE e do movimento social negro.

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