Mercado de Trabalho

O mercado de trabalho do Bacharel em Relações Internacionais é representado por um amplo leque de áreas em que o egresso do curso de Relações Internacionais poderá atuar. Há um aumento na demanda por profissionais capazes de analisar as relações econômicas, políticas, jurídicas e culturais entre os Estados e seus vários entes, públicos e privados. O Bacharel em Relações Internacionais poderá trabalhar no setor público, em empresas privadas, em instituições internacionais, na mídia, em organizações não-governamentais, empresas de consultoria, instituições financeiras nacionais e internacionais, na assessoria sobre questões internacionais a ministérios, partidos políticos, governos estaduais e locais, sindicatos e outras entidades.

Mais especificamente, é possível destacar os seguintes espaços de atuação:

(i) Carreira Diplomática – há uma associação direta entre a disciplina e a carreira diplomática. No Brasil, o acesso à carreira se dá mediante concurso público federal. Após a conclusão do curso de graduação, o egresso deverá prestar concurso para complementar sua formação no Instituto Rio Branco (Itamaraty). Em sua atividade profissional, o diplomata atuará na defesa dos interesses do país em diversos fóruns internacionais, contribuindo para a elaboração e execução de políticas públicas, exercendo, também, a relevante função de representação.

(ii) Setor Público : diversos órgãos que compõem o setor público nos níveis Federal, Estadual e Municipal estão em permanente relação com entes internacionais. São exemplos desta interação, a realização de projetos de investimento com o aporte de recursos internacionais (do Banco Mundial, Banco Interamericano de Desenvolvimento, etc.), a promoção comercial de empresas privadas com o apoio de políticas públicas, as atividades de relação oficial com entidades políticas externas, a busca de novos investimentos privados, a realização de eventos culturais, sociais ou políticos, etc. O governo do estado do Rio Grande do Sul e a Prefeitura de Porto Alegre têm sido uma referência neste sentido, nos planos econômico, político e cultural. O bom desenvolvimento destas atividades passa, necessariamente, pelo trabalho de profissionais cujas competências e habilidades permitam a aproximação de interesses diversos e complexos. Pode-se citar, por exemplo, a necessidade do domínio fluente de idiomas estrangeiros, e o conhecimento de especificidades econômicas, políticas, jurídicas e culturais dos parceiros.

(iii) Setor privado : aquelas mesmas habilidades e competências são necessárias para o sucesso de atividades em empresas privadas de diversos setores que interagem com o ambiente internacional. A defesa de interesses comerciais, financeiros, tecnológicos, etc., de empresas privadas que atuam no mercado internacional está propiciando a emergência de uma nova atividade: a diplomacia de negócios ( business diplomacy) . No plano da negociação comercial, os profissionais da área de relações internacionais deverão estar aptos a compreender e atuar sobre um ambiente econômico e institucional caracterizado pela existência de vários tipos de oportunidades e restrições derivadas de acordos bilaterais, regionais e multilaterais. O risco dos investimentos e as oportunidades de negócios demandam uma análise que envolve variáveis econômicas, políticas, culturais, etc. Há um nítido espaço para a atuação de um profissional generalista, com competências e habilidades direcionadas para o enfrentamento de questões internacionais. Entidades que atuam no espaço internacional, ou cujos produtos demandam uma melhor compreensão dos fenômenos externos, também demandarão, cada vez mais, profissionais habilitados na área de relações internacionais. A mídia é um exemplo claro neste sentido. É importante destacar, que muitas destas oportunidades ainda estão em um estágio embrionário de desenvolvimento no país. Todavia, sua consolidação nos países centrais, que possuem uma maior tradição de internacionalização, sugere um importante potencial de crescimento.

(iv) Sociedade Civil e Organizações Não-Governamentais (ONGs) – na medida em que os movimentos sociais e políticos se internacionalizam, cria-se um importante espaço de trabalho para os analistas de relações internacionais. Partidos políticos, centrais sindicais, entidades empresariais, movimentos sociais, etc., interagem no plano internacional e demandam um conhecimento técnico especializado.

(v) Ensino e Pesquisa – o egresso do curso Relações Internacionais poderá dar seqüência à sua formação, em nível de pós-graduação, para poder atuar no campo do ensino e da pesquisa. A disseminação de novos cursos de graduação, seqüenciais (também conhecidos como graduação modulada ou superiores de dois anos) e pós-graduação ( lato e strictu sensu ), cria um importante mercado de trabalho. Há, atualmente, cerca de 60 cursos de graduação em Relações Internacionais no país, além de dezenas de cursos de Comércio Exterior, que apresenta alguma interface com a disciplina. Além disso, os programas de pós-graduação estão em processo de desenvolvimento e consolidação em diversas instituições, públicas e privadas.

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