Projeto Fibras Vegetais
            Esta linha de pesquisa visa avaliar a sustentabilidade do manejo das espécies nativas com potencial econômico usadas por agricultores familiares extrativistas, caracterizando as populações envolvidas, buscando alternativas de renda de baixo impacto, como estratégia para a conservação da biodiversidade do Estado do RS. Neste sentido, busca-se avaliar o extrativismo das espécies do ponto de vista das comunidades que a praticam (etnoecologia) e de pesquisas científicas (ecologia), a fim de buscar um diálogo com as instâncias responsáveis pela legislação ambiental estadual, pois em muitos casos, existe a possibilidade de licenciamento quando for comprovada a importância da atividade como de interesse público ou social.

        Lianas são trepadeiras lenhosas, cujo extrativismo é ilegal por serem espécies nativas do Estado, sem estudos de estoques e garantia de manutenção das espécies (Decreto Federal 750/93). Neste projeto está sendo realizado o levantamento e identificação das etnoespécies, o resgate do conhecimento tradicional associado, buscando informações sobre o manejo das espécies e a seleção de espécies prioritárias para a implantação de experimentos que visem a avaliação do extrativismo.

        O extrativismo das macrófitas aquáticas junco (Scirpus californicus (C.A. Mey) Steud.) e taboa (Typha domingensis Pers.) é ilegal por serem espécies nativas do Estado espécies (Decreto Federal 750/93) e estarem em áreas de preservação permanente (Lei Estadual 11.520, 03/10/2000). Com a finalidade de avaliar a influência do extrativismo sobre o ambiente, está sendo avaliado o impacto de seu corte sobre a estrutura da comunidade de macroinvertebrados bentônicos e suas taxas de decomposição.

Sub Projeto Macrófitas Aquáticas Sub Projeto Lianas