SIBA no Vale Doze e Trinta

Siba

Depois de dois anos na estrada com o show de seu último CD Avante (2012), Siba começa o ano experimentado, em formato minimalista, músicas de diversos momentos de sua trajetória.

“Ao longo do processo de amadurecimento dos shows do CD Avante, acumulei ideias e novas possibilidades de interpretação de músicas do repertório deste e de meus outros trabalhos. Algumas situações em que não pude levar a banda completa foram me forçando a reunir esse material e, quando me dei conta, tinha construído um jeito novo, mais intimista, de interpretá-lo”, diz Siba.

O show, que muitas vezes se confunde com uma conversa informal sobre processo criativo do artista, é uma espécie de recital elétrico onde a voz e a guitarra de Siba se complementam com a bateria e teclados de Antonio Loureiro.

Nascido na cidade cosmopolita do Recife, em uma família que até hoje mantém sua forte ligação com suas origens rurais, Siba cresceu entre a cidade e o interior, dois mundos que fazem parte de um mesmo todo. Desde seus primeiros contatos com as tradições da Mata Norte, começou uma longa história de aprendizado e colaboração, exercitando ao longo dos anos os fundamentos da poesia ritmada para se tornar um dos principais mestres da nova geração do maracatu e dos cirandeiros.

Ao mesmo tempo, como líder da banda Mestre Ambrósio, desenvolveu um estilo musical inovador e singular, no qual o diálogo entre o tradicional e o contemporâneo, o passado e o presente, a rua e o palco são marcas emblemáticas.

Após viver em São Paulo por sete anos, Siba voltou para Pernambuco em 2002 para começar a Fuloresta, grupo formado por músicos tradicionais de Nazaré da Mata, uma pequena cidade com 30 mil habitantes, distante 65 km de Recife. Seu álbum de estreia, Fuloresta do Samba, foi gravado com uma unidade móvel perto de Nazaré, e lançado em 2003, seguido de apresentações em todo o Brasil.

O grupo também fez oito turnês europeias entre 2004 e 2011 desenvolvendo com o tempo sua habilidade de adaptar uma música que dura a noite inteira para o formato mais conciso dos palcos. Segundo Siba: “Nunca entendemos nosso passado ou nossas tradições como uma gaiola. Pelo contrário, nossa tradição nos oferece um vasto vocabulário, e nós nos esforçamos para usá-lo todo dia e a noite toda. É impossível reproduzir a maneira como envolvemos toda a comunidade na poesia e nas danças durante a noite toda, mas na hora ou nos 90 minutos que os festivais oferecem temos uma grande oportunidade de mostrar nosso impacto musical”.

Toda vez que eu dou um passo o mundo sai do lugar (Ambulante Discos) foi o segundo lançamento de Siba e da Fuloresta: letras diretas de uma poesia intensa, cirandas, cocos-de-roda e frevos misturados com dubs, guitarras e pianos elétricos e uma orquestra de sopros executando arranjos inovadores, junto a convidados muito especiais, como Céu, Beto Villares, Marcelo Pretto, Fernando Catatau, Arthur de Faria, Isaar França e o cirandeiro Zé Galdino. Um álbum com um inesperado tom cosmopolita, que extrapola e questiona as barreiras entre cultura popular e música pop, poesia oral e literatura e o já desgastado contraste entre tradição e modernidade. Este álbum foi indicado ao Grammy Latino e recebeu prêmio de melhor álbum do prêmio da música brasileira.

Ao lado de Antonio Loureiro, Siba participa da primeira edição 2014 do projeto Vale Doze e Trinta, dia 11 de março, às 12h30, no Campus do Vale. À noite, ele dá início às atividades do Núcleo da Canção em audição comentada que terá a mediação de Arthur de Faria.

SIBA E ANTONIO LOUREIRO – SHOW VALE DOZE E TRINTA

Data: 11 de março – terça-feira – 12h30min
Local: Campus do Vale / UFRGS

SIBA – AUDIÇÃO COMENTADA – NÚCLEO DA CANÇÃO DA UFRGS

Data: 11 de março – terça-feira – 19h
Local: Sala 02 - Salão de Atos da UFRGS
Inscrições pelo site www.difusaocultural.ufrgs.br

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