Egberto Gismonti - VI Festival de Violão

Maciel Goelzer

De família musical, Egberto Gismonti começou a estudar piano aos seis anos de idade no Conservatório de Música de Nova Friburgo (RJ), onde também estudou flauta, clarinete e violão. Em 1968, participou de um festival da TV Globo com a canção O Sonho, que atraiu a atenção do público e elogios da crítica. Partiu nesse mesmo ano para a França, onde estudou música dodecafônica com Jean Barraqué (discípulo de Schoenberg e Webern) e análise musical com Nadia Boulanger.

Em 1969, lançou seu primeiro disco, Egberto Gismonti, com forte influência da Bossa Nova. O álbum acabaria sendo uma de suas obras mais acessíveis, dado que, nos anos 1970, Gismonti se dedicaria a pesquisas musicais e experimentações com estruturas complexas e instrumentos inusitados, voltando-se quase exclusivamente para a música instrumental.

Gismonti explorou diversas avenidas da música, sempre imprimindo o seu interesse pessoal: o choro o levou a estudar o violão de oito cordas e flauta; a curiosidade com a tecnologia e a influência da Europa o levou aos sintetizadores; a curiosidade com o folclore e as raízes do Brasil o levou a estudar a música indígena do Brasil, tendo morado por um breve período com índios yawaiapiti, do Alto Xingu.

A carreira de Gismonti prosseguiu sólida e o artista continuou gravando seus álbuns e participando de discos alheios, além de fazer turnês de sucesso, especialmente na Europa. Entre os músicos com os quais colaborou ou colaboraram com ele, destacam-se Jane Duboc, Naná Vasconcelos, Wanderléa, Hermeto Pascoal, Airto Moreira entre outros.

Lançou dezenas de discos em diversos países, alguns dos quais por seu próprio selo, Carmo. Compôs inúmeras trilhas para cinema, teatro e balé. Sua obra tem sido interpretada e gravada por músicos e orquestras dos cinco continentes.

Data: 25 de setembro
Hora: 20h
Local: Salão de Atos da UFRGS - Av. Paulo Gama, 110 - Campus Centro da UFRGS
Entrada franca

Fotos

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