Lupi Canta Lupi: Pequena Grande Voz

“Porque os que vivem chorando
se disfarçam cantando.
É o que hoje se passa em mim.”

Cigano

 

De Francisco Alves a Caetano Veloso, passando por Orlando Silva, Elza Soares, Jamelão, Elis Regina e outros tantos ícones da música popular brasileira, praticamente todo mundo gravou a obra do porto-alegrense Lupicínio Rodrigues (1914-1974). Mas há quem ouça na pequena grande voz do próprio compositor – assumidamente influenciada pela suavidade do carioca Mario Reis – a melhor tradução sonora para a dor-de-cotovelo de seus sambas-canções, marchas e afins.

Intérprete questionado até mesmo pelos mais chegados camaradinhas, Lupi costumava justificar as suas performances no microfone como necessárias para que os “verdadeiros profissionais” soubessem como deveriam cantar a sua obra. Pura modéstia. A partir da década de 1950, justo quando vivia o auge de sua carreira autoral, o poeta da Ilhota passou a soltar o gogó em emissoras de rádio, TV, teatros, casas noturnas e estúdios de gravação. Até 1973, foram pelo menos 40 fonogramas distribuídos nos formatos 78rpm, LP e compacto, sem contar os relançamentos póstumos em CD.

 

Nesta edição do Núcleo da Canção, os jornalistas Juarez Fonseca e Marcello Campos apresentam Lupi canta Lupi: pequena grande voz, uma audição comentada dessa faceta nem sempre lembrada do maior compositor popular nascido no Rio Grande do Sul. Em destaque, registros raros ou mesmo inéditos em formato digital, mostrando por que o mais ilustre boêmio de Porto Alegre é considerado o melhor intérprete de si mesmo.

Data: 22 de setembro

Horário: 19h 

Local: Sala Fahrion (2º andar da Reitoria)

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