Exposição Percurso do Artista GONZAGA

     Luiz Gonzaga Mello Gomes

Nascido em Julio de Castilhos, em 1940, fez sua formação no Instituto de Artes da UFRGS, onde também foi professor até 1996.  Por dois períodos, no final dos anos 1970 e inicio dos 1990, fez estudos na Escuela de Bellas Artes San Ferdinando em Madri, experiência marcante para que seu trabalho alcançasse a força que possui. Em seu retorno, participou de importantes exposições, entre as quais citamos a Panorâmica da Arte Atual Brasileira no Museu de Arte Moderna em São Paulo e as individuais no Museu de Arte São Paulo, na Galeria Bonino no Rio de Janeiro, na Bolsa de Arte em Porto Alegre e no Museu de Arte do Rio Grande do Sul Aldo Malagoli. Também realizou obras públicas das quais destacamos o Memorial aos Mortos e Desaparecidos Políticos em Porto Alegre e a Sagração da Primavera, painel escultórico na estação de metrô Ana Rosa em São Paulo.

Gonzaga, como é conhecido, emprega prioritariamente a resina poliéster como matéria básica na execução de suas esculturas. O artista é um dos primeiros, aqui no sul, a utilizar a resina no meio artístico, é não havendo, à época, informações disponíveis sobre seu uso para essa finalidade, foram necessárias muitas tentativas até conseguir aprimorar uma técnica própria para realizar suas peças.

Ainda estudante, Gonzaga buscava transpor para o tridimensional o mundo lírico de Chagall que tanto lhe encantava, e isso pode ser identificado em suas primeiras peças em argila ou em suas tapeçarias. Esse vínculo com o poético permaneceu inalterado, mudando somente a maneira como o artista passou a interpretá-lo. Essa relação com o poético se desdobra em muitos sentidos, inclusive na escolha dos títulos de suas obras: ?Sons na Floresta?, ?Seiva da Terra?, ?Jardim Noturno?.

Suas esculturas têm um claro predomínio de frontalidade, que ele mesmo associa à sua admiração, desde jovem, pela arte egípcia, a mesma que inicialmente lhe ofereceu os caminhos para a simplificação da forma.

Acompanhando seu processo de trabalho, percebe-se que seu amadurecimento artístico ocorre ao eleger elementos da natureza e da figura humana que integrados em uma simbiose, materializam-se em formas antropomórficas, acariciando o olhar do observador. Outra particularidade de suas esculturas é a forte presença da cor que embora seja plana, chapada, sem nuanças, atua como parte integrante do volume ressaltando sua imponência, seu caráter monumental presentes, sobretudo na série Xingu, com a qual ele participa na XXI Bienal de São Paulo, em 1991.

Na exposição podemos apreciar obras do início de sua carreira, chegando às que evidenciam a linguagem plástica pela qual se tornou reconhecido.

 

Gonzaga se diz um artista que busca e é movido pela emoção. 

 

Blanca Brites
Curadora 

Visitação: de 14 de maio a 17 de outubro
Horários especiais: Segunda à sexta-feira: das 14h às 18h.
Local: Sala João Fahrion - 2º andar da Reitoria da UFRGS

 

 

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