Mostra Tela Indígena

A Mostra Tela Indígena propõe divulgar filmes feitos por indígenas ou que tratam desta temática. Nossa intenção é divulgar a pluralidade das culturas indígenas, essa multidão de 246 povos no Brasil, que fala mais de 150 línguas. São diferentes maneiras de ver o mundo - e de ser visto por ele. Nossa “Tela Indígena” é uma tela para este outro universo, que muitas vezes passa despercebido do cotidiano do resto dos brasileiros. O audiovisual aqui está transformado em uma ferramenta de diálogo entre essas experiências de vida, uma ponte entre espectador e os outros modos de perceber o mundo que esses povos têm. Propomos, além disso, continuar esse diálogo com os espectadores de forma ainda mais próxima: a Mostra traz convidados indígenas, antropólogos, diretores dos filmes e especialistas, que ajudam o espectador a compreender melhor esse outro universo cultural.

A Mostra Tela Indígena é fruto de uma parceria entre o NIT (Núcleo de Antropologia de Sociedades Indígenas e Tradicionais), que faz parte do IFCH (Instituto de Filosofia e Ciências Humanas) da UFRGS, e a Sala Redenção – Cinema Universitário. Na programação, contamos com filmes da atualidade sobre a questão indígena, tanto produzidos por diretores indígenas como em parceria com estes. Escolhemos transitar entre várias experiências de ser indígena. Ressaltamos, por fim, que a Mostra Tela Indígena é uma proposta de diálogo. Diálogo intercultural, diálogo visual. Diálogo entre modos de ver.

Horários

GRIN + Mato Eles?

 GRIN (Brasil, 2016, cor, 35min, Direção:Ronei Freitas e Isael Mexakali) 

Um cineasta Maxakali resgata memórias sobre a formação da Guarda Rural Indígena durante a Ditadura Militar, com relatos das violências sofridas pelos seus parentes.

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 Mato Eles?  (Brasil, 1982, cor, 34min, Direção: Sérgio Bianchi

Segundo trabalho de Bianchi. Trata-se de um documentário curta-metragem experimental, rodado em 16 mm, no qual o diretor tenta mostrar a vida dos índios. Ganhador do prêmio de melhor direção no Festival de Gramado e do Grande Prêmio do Festival de Cinema da Cidade do México, em 1985, o filme é uma denúncia da situação dos índios Xavante, Guaranis e Xetás, espremidos no meio de uma briga litigiosa entre o Grupo Slaviero, a Funai e o Governo do estado do Paraná. Expulsos de sua reserva, são obrigados a trabalhar no corte e extração de madeira de sua própria reserva, numa madeireira criada pela Funai.

Debate após a sessão,

15/03/17 - 19:00

Tekowe Nhepyrun - A Origem da alma + Cordilheira da Amora II

Tekowe Nhepyrun - A Origem da alma Brasil, 2016, cor, 50min, Direção:Alberto Alvarez)

 Para nós Guarani, a alma é a conexão entre o corpo e o espírito. O documentário A Origem da Alma. Apresenta o depoimento dos mais velhos da aldeia Yhowy, Guaíra, Paraná, compartilhando conhecimentos sobre a origem do modo de ser Guarani.                                                                           Trailer:  https://youtu.be/ld81Y0c-6jc     

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Cordilheira da Amora II Brasil, 2015, cor, 12min, Direção:direção:Jamille Fortunato)

A indiazinha Guarani Kaiová Carine Martines vive na vila indígena de Amambai, no Mato Grosso do Sul, e transformaseu quintal em um experimento do mundo.                                                                                                                                Trailer: https://youtu.be/ifNG8kNWqUA                                                                                                   

Debate após a sessão

19/04/17 - 19:00

Martírio

(Brasil, 2016, doc, 160min, Direção: Vincent Carelli)

O retorno ao princípio da grande marcha de retomada dos territórios sagrados Guarani Kaiowá através das filmagens de Vincent Carelli, que registrou o nascedouro do movimento na década de 1980. Vinte anos mais tarde, tomado pelos relatos de sucessivos massacres, Carelli busca as origens deste genocídio, um conflito de forças desproporcionais: a insurgência pacífica e obstinada dos despossuídos Guarani Kaiowá frente ao poderoso aparato do agronegócio.                       Trailer: https://youtu.be/TgPUsfw3DJs

Debate após a sessão.

24/05/17 - 19:00

Para onde foram as andorinhas? + Belo Monte: depois da inundação

Para onde foram as andorinhas? 

( Brasil, 2016, doc, 21min,Direção: Mari Corrêa)

O clima está mudando, o calor aumentando. Os índios do Xingu observam os sinais que estão por toda parte. Árvores não florescem mais, o fogo se alastra queimando a floresta, cigarras não cantam mais anunciando a chuva porque o calor cozinhou seus ovos. Os frutos da roça estão se estragando antes de crescer. Ao olhar os efeitos devastadores dessas mudanças, eles se perguntam como será o futuro de seus netos.         Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=2t-3REz2aBs

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Belo Monte: depois da inundação

 ( Brasil, 2016, doc, 52min, Direção: Todd Southgate )

 

Documentário que relata a situação atual na cidade de Altamira, região em torno da Amazônia. A construção de Belo Monte está completa, e seu reservatório inundado. A primeira turbina da barragem foi testada no início de 2016. Agora vemos as consequências da inundação.           Trailer: https://youtu.be/uoO3dkBo5ss

Debate após a sessão.

21/06/17 - 19:00

Ete Londres ? Londres como uma aldeia + Ãgtux

Ete Londres – Londres como uma aldeia ( Brasil, 2016, doc, 30min, Direção: Tacumã Kuikuro )

Ete Londres segue a viagem feita pelo cineasta Indígena Takumã Kuikuro ao coração de uma das cidades mais movimentadas do mundo: Londres. Deixando por um mês sua família e povo no Parque Indígena do Xingu, no Brasil central, Takumã desembarca na Europa com uma câmera nas mãos, a paixão pelo registro visual e o desejo de explorar as similaridades e diferenças entre sua cultura e a dos Hiper-brancos, termo usado pelos Kuikuro para designar os não brasileiros. Um documentário bem humorado e antropológico sobre a sociedade ocidental e suas muitas tribos escondidas sob os arranha-céus.      Trailer: https://youtu.be/obt0M-zjhv4

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Ãgtux ( Brasil, 2005, doc, 22min, direção: Tânia Anaya )

Os Maxakali vivem no Vale do Mucuri, em Minas Gerais. Donos de um notável refinamento plástico e sonoro revelados em desenhos, pinturas, roupas, cantos, poemas, os Maxakali, como a maior parte dos povos indígenas do Brasil, vivem sob uma sombra de miséria, vastamente divulgada pelos jornais e tevês. O filme busca o que falta nas notícias: a riqueza de seus grafismos, de sua língua, de sua vida cotidiana. Ãgtux significa “contar histórias”.?

Debate após a sessão.

19/07/17 - 19:00

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