TPE - Projeto, Pesquisa e Extensão em Teatro

Em 2018 a Mostra Teatro, Pesquisa e Extensão, do Departamento de Arte Dramática, comemora 15 anos de existência. Comemorar, do latim commemorare, celebrar, festejar, recordar, relembrar. É tempo de celebrar e de recordar, tempo de festejar e trazer à memória as muitas histórias que fizeram este projeto ser um orgulho para um dos melhores cursos de teatro do Brasil.

O projeto TPE, nestes 15 anos, procurou selecionar os espetáculos com os mais diferentes temas, gêneros e estilos ajudando a dar visibilidade às inúmeras produções realizadas pelos alunos, acompanhando o que há de mais atual no campo das artes cênicas. Neste ano já se apresentaram na Mostra os espetáculos “Sebastian”, com direção de Saulo Almeida e orientação do Professor Chico Machado, o espetáculo de rua “Achados e Perdidos”, com direção de Alexandre Borin Antunes e orientação da Professora Ana Cecília Reckziegel, “2Fudid*s”, com direção de Ralph Duccini e orientação das Professoras Ana Cecília Reckziegel e Camila Bauer. Em agosto a programação segue com “Bunker”, dirigido por Eduardo dos Santos e orientação da Professora Inês Marocco. Alguns espetáculos escolhidos permitem a reflexão acerca das questões de gênero e sexualidade e/ou englobam o trabalho de artistas transgêneros na programação; outros enfatizam a tecnologia como parceira de cena e/ou exploram as novas dramaturgias.

As dramaturgias contemporâneas, aliás, são o foco dos dois próximos espetáculos. Em setembro apresenta-se a peça “Ninguém falou que seria fácil”, do dramaturgo brasileiro Felipe Rocha. O espetáculo, construído através da direção coletiva, aborda as relações familiares atuais e tem no elenco Ana Caroline de David, Bruna Ávila, Gabriela Chaves, Isadora Fraga, Silvana Rodrigues, Thaini Menegazzo e Ricardo Zigomático. Já em outubro, apresenta-se o espetáculo “Desterro”, com direção do Coletivo Nômade de Teatro e Pesquisa Cênica, grupo criado dentro do Departamento de Arte Dramática. No elenco estão Gabriel Fontoura, Jardel Rocha, Pâmela Bratz, Roger Santos, Pedro Bertoldi e Thiago Silva; estes dois últimos atores também assinam a dramaturgia, baseada em fontes ficcionais e documentos acerca das ditaduras civil-militares na América Latina.

O teatro experimental feito por alunos que estão em processo de pesquisa e formação é o principal motivo de celebração destes 15 anos. Neste ano, comemorar a existência do teatro e do fazer teatral é fortificar caminhos, traçados com tanta dificuldade no período em que vivemos. Nos apoiam nesta jornada as Pró-reitorias de Pesquisa e de Extensão, bem como o Instituto de Artes que abriga o Departamento de Arte Dramática.

Como coloca o professor Flávio Mainieri “o TPE cumpre o papel de tornar público o que é feito dentro da universidade” (pg. 24, Revista TPE 10 anos, 2012). Os 15 anos de Mostra TPE é o reflexo de toda a sua história, de seus alunos, professores e técnicos colaboradores, que acreditam sempre no potencial do teatro como meio de encontros, trocas e difusão de experiências. Celebremos a esperança, a reverberação e sobrevivência do teatro! Vida longa à Arte! Bons espetáculos a todos!

Data: Quartas-feiras

Horário: 12h30 e 19h30

Local: Qorpo Santo (Av. Paulo Gama s/n – Campus Central UFRGS, ao lado da Sala Redenção)

Horários

Bunker

Espetáculo de AGOSTO

Data: 01, 08, 15, 22 e 29/08
Horário: 12h30 e 19h30

Sinopse: Bunker é uma experiência cênica. Um refúgio para os fins dos tempos. Aqui, o espectador é convidado a vivenciar uma situação de clausura, em que o tempo cronológico perde o sentido. No meio do caos, no meio do bunker, no meio do teatro: um banquete em que comeremos o que sobrou dos nossos destroços. Antes que o céu desabe, esperamos que todos se divirtam.

Ficha técnica:

jogadores criadores // August?, Eduardo Schmidt, Pedro Cassel, Silvana Rodrigues, Naomi Luana, (…)

direção faísca // Eduardo dos Santos

dramaturgia cênica e textual // o grupo

figurinos // Auguste e Mari Falcão

cenografia // construtores e projetistas do teatro

iluminação // Eduardo Schmidt, Naomi Luana, Silvana Rodrigues e Thais Andrade

maquiagem // Ana Girardello

Desterro

Espetáculo de OUTUBRO

Data: 03, 10, 17, 24, 31/10

Horário: 12h30 e 19h30

Sinopse: “DESTERRO: sobre restos que não importam mais” é um documentário cênico que tem como ponto de partida diferentes narrativas acerca das ditaduras civil-militares na América Latina. A partir da relação estabelecida entre História e Teatro por meio de fontes documentais e fragmentos literários de autores latino-americanos, a montagem apresenta diferentes perspectivas sobre os regimes de exceção política no continente e suas consequências históricas, tais como as práticas de implantação do terror, a censura e os desaparecimentos políticos. 

Ficha técnica:
Direção: Coletivo Nômade de Teatro e Pesquisa Cênica
Elenco: Gabriel Fontoura, Jardel Rocha, Pâmela Bratz, Pedro Bertoldi, Roger Santos e Thiago Silva
Dramaturgia: Pedro Bertoldi e Thiago Silva, baseado em fontes ficcionais e documentais acerca das ditaduras civil-militares na América Latina.
Iluminação: O Grupo
Trilha sonora: Pedro Bertoldi
Figurinos e Cenário: Coletivo Nômade de Teatro e Pesquisa Cênica
Originado na disciplina: Fundamentos da Dramaturgia do Encenador
Orientação: Inês Marroco
Duração: 60 minutos
Classificação indicativa: 14 anos

Achados e Perdidos

Espetáculo do mês de MAIO

Data: 02, 09, 16, 23 e 30/05

Horário: 12h30 e 19h30

Sinopse: O ir e vir da cidade, os encontros propiciados pelo espaço público são o mote da peça de rua Achados e Perdidos. Criado na disciplina Laboratório de Prática Cênica do curso de Teatro, do Departamento de Arte Dramática, da UFRGS, o espetáculo surgiu da pesquisa dos atores e professores com máscaras expressivas, com o apoio do grupo Máscara InCena. Da pesquisa corporal e de manufatura das máscaras surgem os encontros de Achados e Perdidos. 

Uma praça, seus frequentadores e transeuntes. A espera que não acaba. A saudade que não cessa. A solidariedade. A malandragem. A esperteza como única possibilidade de sobrevivência. Os encontros e desencontros. Achados e perdidos é um espetáculo de rua, que surgiu a partir da pesquisa com máscaras expressivas, desenvolvida na disciplina Laboratório de Práticas Cênicas A, em 2017/2. A disciplina acolheu o estágio de docência do mestrando do ppgac – dad/ufrgs, Alexandre Borin, integrante do grupo máscara encena, ao qual deixamos aqui nosso carinhoso agradecimento.

Ficha técnica:

Direção: Alexandre Borin Antunes (Estágio de Docencia – PPGAC-DAD/UFRGS)
Elenco: Bruna Klein (Nilda), Carlos Rasch (Ronaldo), Fabrízio Zavareze (Odila), Ketelin Abbady (Camélia), Miguel Ribeiro (Itamar), Naomi Luana (Tisga), Natália Maciel (Duda).
Dramaturgia: do grupo
Iluminação: trata-se de espetáculo de rua
Trilha sonora: do grupo
Figurinos: do grupo
Cenário: do grupo
Originado na disciplina: Laboratório de Práticas Cênicas A
Orientação: Ana Cecília de Carvalho Reckziegel
Duração: 40 minutos
Classificação indicativa: Livre

Dois Fudid*s

Espetáculo do mês de JUNHO

Data: 06, 13, 20 e 27/06

Horário: 12h30 e 19h30

Sinopse: A peça "Dois Fudid*s" surge da questão base: Quem é você? Ao longo dos meses de processo pesquisamos mecanismos para a construção de uma auto ficção que mesclasse os questionamentos do ator Fabrício Zavareze e da atriz Regina Ferrari. Bixa-Preta. Mulher. Pobreza. Psicose. Machismo.
Ao longo da pesquisa (que incluía uma oficina ministrada para adolescentes no hospital São Pedro), analisamos os mecanismos de poder que se instituíam na relação opressor e oprimido. O que fez surgir a necessidade de levantar questões e apontar como as realidades socioeconômicas influenciavam na construção subjetiva e cultural de uma pessoa. Com isso, aliamos a nossa pesquisa o texto de Plinio Marcos: Dois Perdidos Numa Noite Suja. Sendo este desmembrado, atualizado e dissolvido dentro das próprias questões do grupo. Uma retroalimentação de sentidos, pessoas e significados.

Quem é você? A chapeuzinho vermelho nazista que corrói o ácido metalúrgico. Sou o que os outros dizem e eu aceito. Peido. Arroto. Suor. Corpo. Cativeiro de mim mesmo. Das minhas escolhas. Som do mar. Periferia. Mãos doendo. Um fudido. Dois. O barco de jornal dos argonautas. Gay. Bissexual. Sapatão. HT... Afundado. Maluco. Perdido. Amor... Vem me buscar. Tonho? Deus. Cachorro. Paco? Silêncio. Regina? Fabs? As respostas que inventamos pra nós mesmos. Eu preciso de um sapato. Revolver. A Espécie Fabuladora... Gatilho. Com base na obra “Dois Perdidos numa Noite Suja”, de Plínio Marcos, e fragmentos de auto ficção: 2 fudid*s, pretende questionar e investigar a criação e construção da identidade e suas necessidades de afirmação e validação a partir do outro. Encontro. Aonde se vê. O social, o político, o gênero, as ideias de deus, de sexualidade, trabalho, capital... E afinal, você gosta de ser/estar fudid*?

Ficha técnica:
Direção: Ralph Duccini
Elenco: Fabrício Zavareze e Regina Ferrari
Preparação de ator: Guilherme Conrad
Dramaturgia: O grupo (adaptação livre do autor Plínio Marcos)
Iluminação: Virginia Anderle Cigolini
Trilha sonora: O grupo.
Figurinos: O grupo e Angelix Oliveira Borsa (Vestido Cru)
Cenário: O grupo.
Originado na disciplina: Estágio de atuação e direção
Orientação: Ana Cecília Reckziegel e Camila Bauer
Duração: 60 min
Classificação indicativa: 14 anos
Cabelo: Paulo Azevedo Araujo -  Salão do Paul
Fotografia: Maicon Hainzenreder
Operação de som: Luiz Manoel Oliveira Alves

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