Ópera Dido e Eneas

Nos dias 18 e 19 de julho, sexta e sábado, às 21h, e no dia 20 de julho, domingo, às 11h, acontecem novas apresentações de Dido e Enéias, espetáculo produzido pelo Projeto Ópera na UFRGS em 2012. Produzida e executada por professores e alunos dos Departamentos de Música, Arte Dramática e Artes Visuais do IA/UFRGS, a ópera reúne cerca de sessenta pessoas entre músicos, cantores, atores e bailarinos. A montagem de Dido e Enéias feita pelo Instituto de Artes da UFRGS recebeu o Troféu Açorianos de Música 2012 de Espetáculo do Ano e o Prêmio Destaque UNITV 2012. As apresentações de Dido e Enéias de 2014 integram as comemorações dos 80 anos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Criado no século XVII pelo compositor inglês Henry Purcell e pelo libretista Nahum Tate, este clássico da música barroca baseia-se na Eneida de Virgílio e narra as consequências trágicas do amor de Dido, rainha da opulenta cidade fenícia de Cartago, por Enéias, príncipe derrotado da Guerra de Tróia e filho da deusa Afrodite com um mortal. Segundo Lúcia Carpena, professora do Departamento de Música do IA/UFRGS e diretora musical da ópera, a montagem de Dido e Enéias pretende “apresentar ao público o dilema e o sofrimento da rainha de Cartago através da valorização da fabulosa escrita de Purcell”. A bela música de Henry Purcell é executada ao vivo, com instrumentos de época, por uma orquestra formada por professores e alunos do Departamento de Música do IA/UFRGS. w

A montagem de Dido e Enéias tem legendas para que o público possa acompanhar o texto da ópera durante a apresentação. A Coordenação do Projeto Ópera na UFRGS é de Alfredo Nicolaiewsky (Diretor do Instituto de Artes da UFRGS) e a assessoria de Paulo Gomes (Departamento de Artes Visuais do IA/UFRGS). A direção cênica de Dido e Enéias é de Camila Bauer, do Departamento de Arte Dramática do IA/UFRGS. A direção musical é de Lúcia Carpena, do Departamento de Música do IA/UFRGS. A regência é do maestro Diego Schuck Biasibetti. Nos papéis principais da ópera estão a soprano Cynthia Barcelos (Dido) e o tenor Lucas Alves (Enéias). A reedição da Opera conta com a produção do Departamento de Difusão Cultural da UFRGS.

O argumento de Dido e Enéias é baseado no Livro IV, da Eneida, de Virgílio, e narra a história do amor de Dido, rainha de Cartago, por Enéias, príncipe troiano.

Ato I

Na cena de abertura da ópera, Belinda, dama de companhia de Dido, implora à rainha cartaginesa para que deixe de lado a tristeza. Dido canta uma ária que expressa sua aflição amorosa. Belinda não hesita em indicar que Enéias, príncipe troiano destronado, é a causa do tormento da rainha. Na cena seguinte, Enéias pede Dido em casamento. A rainha resiste aos apelos do príncipe apaixonado. Enéias proclama seu amor e repete o pedido de casamento, apoiado por Belinda e pelo séquito real. Ao final do primeiro ato, Dido cede às súplicas de Enéias e o séquito conclama a vitória da beleza e do amor, regozijando-se em alegre canto.

Ato II

O segundo ato inicia com feiticeiras que tramam a destruição de Dido e de Cartago. Elas planejam enviar um duende disfarçado de Mercúrio, como emissário de Júpiter, para forçar Enéias a deixar Cartago e afastar-se de Dido. A segunda cena do ato transcorre em um pequeno bosque. Acompanhados de Belinda e do séquito, Dido e Enéias interrompem uma caçada para repousar. Belinda e o séquito cantam as belezas do local enquanto Dido e Enéias desfrutam da companhia um do outro. A cena idílica é interrompida por trovões, que antecipam o retorno do grupo à cidade. Todos partem, menos Enéias, que é retido pela aparição do duende que serve às feiticeiras. O duende se apresenta como mensageiro de Júpiter e diz a Enéias que este deve deixar Cartago para fundar uma nova Tróia em solo latino. Enéias acata a ordem da falsa divindade, ainda que prefira morrer a abdicar do amor da rainha Dido.

Ato III

No início do terceiro ato, as feiticeiras comemoram o sucesso de seu plano para afastar Enéias de Dido com um entusiástico canto de vitória. Na cena seguinte, Dido encontra Enéias. O príncipe decide desobedecer às ordens do deus Júpiter e ficar com sua amada. Dido diz a Enéias que ele precisa obedecer à convocação divina. Enéias parte e, em seguida, Dido morre. Na última cena, o séquito, tomado de dor pela morte de Dido, evoca os cupidos para que cubram de rosas o túmulo da rainha.

Datas:
18 de julho – sexta-feira – 21h
19 de julho – sábado – 21h
20 de julho – domingo – 11h
Local: Theatro São Pedro (Praça Marechal Deodoro, s/nº, Porto Alegre)
Ingresso: mínimo de um quilo de alimento não perecível, a ser trocado na bilheteria do Theatro São Pedro a partir do dia 11/7. Máximo 2 ingressos por pessoa.

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