Você está aqui: Página Inicial Obras da editora são finalistas no Prêmio Jabuti 2019

Obras da editora são finalistas no Prêmio Jabuti 2019

Além dos 2 livros finalistas no Prêmio Jabuti, obra da editora receberá menção honrosa em prêmio para editoras universitárias. Saiba mais!

 

 

Os livros “70 anos da Gráfica da UFRGS: (entre memórias e artes da impressão)”, organizado por Thaís Aragão, Helena Kanaan e Michele Bandeira, e “A fotografia como escrita pessoal: Alair Gomes e a melancolia do corpo outro”, de Alexandre Santos, são finalistas no 61º Prêmio Jabuti 2019, que nesta edição contou com 2.103 inscrições.

As obras estão entre as 10 finalistas da categoria Impressão e da categoria Artes, respectivamente. A novidade deste ano é que a Câmara Brasileira do Livro, promotora do prêmio, publicou a lista dos 10 livros finalistas de cada categoria, e destes, 5 títulos serão escolhidos e divulgados para o público no dia 31 de outubro.

A cerimônia de premiação ocorre no dia 28 de novembro, em São Paulo, SP, quando serão conhecidos os vencedores de cada uma das 19 categorias e o ganhador do Livro do Ano.

“A fotografia como escrita pessoal” e “70 anos da Gráfica da UFRGS” são livros com distribuição gratuita e em breve a Editora da UFRGS divulgará como o público poderá ter acesso às obras.

 

Sobre o livro "70 anos da Gráfica da UFRGS"

Dividido em duas partes, o livro reúne fotografias, documentos e depoimentos de servidores da Gráfica que vivenciaram diferentes períodos e dominaram distintas técnicas – algumas delas atualmente em desuso. O conjunto revela uma série de transições na indústria gráfica a partir de meados do século XX, passando da tipografia ao offset, e registrando a chegada da impressão digital. A segunda parte da obra é constituída por uma mostra da arte de impressão gráfica produzida por 57 artistas que responderam a duas chamadas de incentivo às artes lançadas pela Gráfica em 2018, tendo como público-alvo estudantes de graduação da Universidade e artistas residentes no Rio Grande do Sul.

O livro foi organizado por Helena Kanaan, professora no Núcleo de Arte Impressa do Instituto de Artes da UFRGS, Michele Bandeira, programadora visual da Gráfica e Thaís Aragão, produtora cultural.

Conforme destacou Thaís, o trabalho que culminou no livro foi realizado ao longo de um ano, período no qual buscaram reunir fotografias, documentos e relatos que ajudassem a resgatar memórias da Gráfica. Segundo o diretor do órgão, Luis Carlos Espindula, os materiais estavam bastante dispersos, e o esforço de resgatá-los envolveu muitos setores da Universidade como o Museu da UFRGS e a Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas.

 

Sobre o livro “A fotografia como escrita pessoal”

É resultado de uma pesquisa oriunda do primeiro estudo acadêmico – tese de doutorado – a se debruçar sobre a complexa obra fotográfica do artista Alair Gomes (1921-1992), trazendo à tona a originalidade de seu trabalho, ainda pouco conhecido no Brasil, embora admirado e já presente em publicações internacionais, mesmo que em análises menos aprofundadas.

A obra de Alexandre Santos, crítico de arte, professor e pesquisador da UFRGS, contou com financiamento da Funarte, através do XV Prêmio Marc Ferrez de Fotografia/Categoria Ensaios Críticos.

Uma obra de fôlego, com 488 páginas, o autor propõe uma reflexão sobre a memória intelectual e artística de Gomes, fortemente vinculada ao homoerotismo e à cidade do Rio de Janeiro, ressaltando a sua originalidade e a forma como sua visão particular sobre a capital fluminense dos anos 1970/1980 apresenta uma espécie de contradiscurso e resistência ao contexto da ditadura militar, período no qual o artista produziu a maior parte de suas imagens.

Fartamente ilustrado, o livro traz imagens inéditas, desde as mais célebres séries de fotos que mostram corpos masculinos se exercitando na praia de Ipanema (faceta mais conhecida da obra de Gomes), até os retratos que produziu de personalidades do meio artístico carioca. Gomes era apaixonado por teatro e produziu inúmeros retratos de atores e atrizes.

Em seu ensaio crítico/biográfico sobre Alair Gomes, Santos parte de um recorte que analisa a presença de uma sensibilidade melancólica na trajetória, tanto biográfica quanto artística do fotógrafo, duas instâncias que se entrecruzam em suas imagens e em sua carreira de intelectual ligado à engenharia, à filosofia, à ciência e à crítica de arte. A relação entre a melancolia e a obra do artista é pensada a partir da noção de escrita pessoal, a qual se ancora no caráter íntimo de sua fotografia fragmentária e narrativa, em sintonia com suas reflexões filosófico-religiosas e seus diários íntimos escritos desde a juventude, a partir dos anos 1940. A imagem fotográfica surge como uma expressão complementar à palavra escrita e funciona como um dispositivo de reflexão sobre o universo desejante de Gomes e, portanto, como uma espécie de caligrafia pessoal.

 

61º PRÊMIO JABUTI - É promovido anualmente pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), e foi criado em 1958 sendo considerado o mais tradicional e prestigiado prêmio literário no Brasil.

 

> Menção honrosa no 5º Prêmio ABEU – Associação Brasileira das Editoras Universitárias

A obra “Educação fiscal e cidadania: reflexões da prática educativa”, organizada por Rosa Angela Chieza, Claudia Monteiro de Cesare e Maria Regina Paiva Duarte receberá Menção Honrosa no 5º Prêmio ABEU – Associação Brasileira das Editoras Universitárias, categoria Ciências Sociais Aplicadas.

Os vencedores de cada categoria serão conhecidos durante a cerimônia de entrega do Prêmio, no dia 22 de novembro, em São Paulo, SP. Lista completa está em https://bit.ly/31YmAxG .

A obra é uma publicação da Editora da UFRGS com o CEGOV - Centro de Estudos Internacionais sobre Governo. A versão digital e gratuita pode ser acessada no LUME – Repositório  Digital da UFRGS, em https://bit.ly/2T6S2Gn.

A obra foi desenvolvida no âmbito do projeto de Extensão “Educação Fiscal e Cidadania”, uma parceria entre a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), por meio da Faculdade de Ciências Econômicas (FCE) e do Centro de Estudos Internacionais sobre Governo (CEGOV); a Superintendência da 10ª Região Fiscal da Receita Federal do Brasil, por meio da Alfândega de Porto Alegre; o Governo do Estado do Rio Grande do Sul, por meio da Subsecretaria da Receita Estadual; a Prefeitura Municipal de Porto Alegre, por meio do Programa Municipal de Educação Fiscal, e o Instituto Justiça Fiscal (IJF).

Os temas abordados resultam dos materiais utilizados no curso e que subsidiaram a atuação dos professores, pesquisadores e profissionais da área tributária nas três esferas (federal, estadual e municipal) de Governo no Brasil.

 

Publicado em 07/10/2019.