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Leitores podem solicitar exemplar de "A fotografia como escrita pessoal"

A Editora da UFRGS divulga para os interessados na obra "A fotografia como escrita pessoal: Alair Gomes e a melancolia do corpo outro", de Alexandre Santos, como podem receber um exemplar. Saiba como!

 

 

A Editora da UFRGS divulga para os interessados na obra "A fotografia como escrita pessoal: Alair Gomes e a melancolia do corpo outro", de Alexandre Santos, como podem receber um exemplar.

A obra de Alexandre Santos, crítico de arte, professor e pesquisador da UFRGS, contou com financiamento da Funarte, através do XV Prêmio Marc Ferrez de Fotografia/Categoria Ensaios Críticos. Foi lançada em 2018 pela Editora da UFRGS, com distribuição gratuita.

Foi finalista na categoria Artes do 61º Prêmio Jabuti 2019, que nesta edição contou com 2.103 inscrições.

 

[+] Formulário disponível até 25/12/2019 >> https://bit.ly/38K4V0u

[+] Distribuição gratuita - limitada a 50 exemplares - um por CPF.

 

Sobre o livro “A fotografia como escrita pessoal”

É resultado de uma pesquisa oriunda do primeiro estudo acadêmico – tese de doutorado – a se debruçar sobre a complexa obra fotográfica do artista Alair Gomes (1921-1992), trazendo à tona a originalidade de seu trabalho, ainda pouco conhecido no Brasil, embora admirado e já presente em publicações internacionais, mesmo que em análises menos aprofundadas.

A obra de Alexandre Santos, crítico de arte, professor e pesquisador da UFRGS, contou com financiamento da Funarte, através do XV Prêmio Marc Ferrez de Fotografia/Categoria Ensaios Críticos.

Uma obra de fôlego, com 488 páginas, o autor propõe uma reflexão sobre a memória intelectual e artística de Gomes, fortemente vinculada ao homoerotismo e à cidade do Rio de Janeiro, ressaltando a sua originalidade e a forma como sua visão particular sobre a capital fluminense dos anos 1970/1980 apresenta uma espécie de contradiscurso e resistência ao contexto da ditadura militar, período no qual o artista produziu a maior parte de suas imagens.

Fartamente ilustrado, o livro traz imagens inéditas, desde as mais célebres séries de fotos que mostram corpos masculinos se exercitando na praia de Ipanema (faceta mais conhecida da obra de Gomes), até os retratos que produziu de personalidades do meio artístico carioca. Gomes era apaixonado por teatro e produziu inúmeros retratos de atores e atrizes.

Em seu ensaio crítico/biográfico sobre Alair Gomes, Santos parte de um recorte que analisa a presença de uma sensibilidade melancólica na trajetória, tanto biográfica quanto artística do fotógrafo, duas instâncias que se entrecruzam em suas imagens e em sua carreira de intelectual ligado à engenharia, à filosofia, à ciência e à crítica de arte. A relação entre a melancolia e a obra do artista é pensada a partir da noção de escrita pessoal, a qual se ancora no caráter íntimo de sua fotografia fragmentária e narrativa, em sintonia com suas reflexões filosófico-religiosas e seus diários íntimos escritos desde a juventude, a partir dos anos 1940. A imagem fotográfica surge como uma expressão complementar à palavra escrita e funciona como um dispositivo de reflexão sobre o universo desejante de Gomes e, portanto, como uma espécie de caligrafia pessoal.

 

 

 

Publicado em 16/12/2019.