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Finalistas no Prêmio Açorianos de Artes Visuais 2017

As obras Impressões, Acúmulos e Rasgos, de Helena Kanaan e Alfredo Nicolaiewsky e a Ira de Deus, de Alfredo Nicolaiewsky concorrem ao Prêmio Açorianos de Artes Visuais 2017. A cerimônia de premiação será no dia 24 de março, em Porto Alegre.

 

 

Na última semana a Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre divulgou a lista dos finalistas do Prêmio Açorianos de Artes Visuais 2017.

Concorrem como finalistas na categoria Reflexão duas publicações da Editora da UFRGS. Impressões, Acúmulos e Rasgos: Procedimentos litográficos e alguns desvios, da artista visual e pesquisadora Helena Kanaan e a obra Alfredo Nicolaiewsky e a Ira de Deus: suas prequelas e sequelas, do artista Alfredo Nicolaiewsky.

A cerimônia de entrega do prêmio será no dia 24 de março, a partir das 18h30min, no Teatro Renascença, na avenida Erico Veríssimo, 307. O evento faz parte das comemorações da Semana de Porto Alegre. A entrada é franca.

A lista completa dos finalistas pode ser conferida em https://goo.gl/rdv4uY.

 

Sobre os livros:

 

> Impressões, Acúmulos e Rasgos: Procedimentos litográficos e alguns desvios, de Helena Kanaan - https://goo.gl/yoVfcp

Trata-se de trabalho poético reflexivo, que versa sobre o silêncio das reações químicas e físicas das matérias (como o látex, lápis gordurosos, tinta de impressão ou tousche), e das percepções do eu, dos espaços e dos corpos – da artista e dos objetos. Ao longo da obra, Kanaan compartilha com o leitor as sensações e as impressões que dão ritmo à práxis artística, no quanto o ambiente interfere no artista e no resultado da obra. Com referência na fenomenologia da percepção, do filósofo francês Maurice Merleau-Ponty, na noção do homem como agente transformador (que sente, pensa e age) e também como um ser que é transformado pelo universo em que vive, a artista escolheu, para a criação e manipulação das litografias o papel de Kozo (composto de fibras longas e finas) no desafio de reproduzir a delicadeza da pele, para ao longo da prática, contrastar com o uso do látex, o que é aparência e o que é interior, o que é pele e o que é carne, sugerindo o embate do nosso corpo com o corpo mundo.

Kanaan define-se para essa experimentação, como uma artista litográfica que pensou cuidadosamente nos materiais para produzir visualmente um processo. “Não procuro o idêntico, singularizo cada folha impressa, penso que cada exemplar é um outro corpo”, comenta sobre seu fazer.

O livro caracteriza-se como relevante bibliografia em litografia e no pensar a gravura, dirigido para artistas, pesquisadores, profissionais e estudantes de artes visuais e design, mas também para aqueles que querem acompanhar o trânsito mental de um ato criativo. Traz referências nacionais e internacionais de obras, artigos, revistas, periódicos, catálogos, manuais históricos e manuais práticos da gravura.

 

> Alfredo Nicolaiewsky e a Ira de Deus: suas prequelas e sequelas, de Alfredo Nicolaiewsky - https://goo.gl/6r4C13

Com mais de quarenta anos de carreira, Nicolaiewsky compartilha com o leitor o registro e a reflexão sobre sua produção, com um olhar retrospectivo enfatizando seus últimos anos de atividades artísticas. Descreve as técnicas utilizadas e contextos de suas obras, produzidas durante estágio sênior na Faculdade de Belas Artes, da Universidade de Lisboa, em 2015 e 2016.

No livro, são apresentadas suas obras em meio a comentários afetivos e notas sobre o processo de criação. É do cinema que vem grande parte da matéria prima da construção de seus trabalhos. Pela justaposição de imagens produzidas por outros, saídas do cinema, retiradas de suas histórias, de seus contextos e associada as outras, oriundas de outros filmes, com imagens produzidas pelo próprio autor / artista.

A expressão “A Ira de Deus”, que compõe o título do livro e da exposição, origina-se no nome dado ao terremoto ocorrido em Lisboa, em 1755 – Terramoto ou Desastre de Lisboa. Também ficou conhecido à época como “A Ira de Deus”. Nicolaiewsky busca retratar o acontecimento com o uso de imagens, mesclando imagens jornalísticas e reais, associadas a imagens ficcionais, narrando os eventos de 1755.

A publicação vem complementar outro livro de sua autoria, “Alfredo Nicolaiewsky – Desenhos e Pinturas”, publicado pelo Funproarte em 1999.

 

Publicado em 06/03/2018.