Programa de Pós-Graduação em Engenharia Química

Programa de Pós-Graduação em Engenharia Química da Universidade Federal do Rio Grande do Sul tem a satisfação de convidar a Comunidade Universitária para assistir a defesa pública da dissertação de mestrado da Engenheira Agroindustrial Agroquímica DÉBORA GONÇALVES CARVALHO realizar-se:

Data: 16 de dezembro de 2019 – segunda-feira

Horário: 13h30

Local: Sala CENPES – 1o. andar – Prédio 12.204 – Engenharia Química – Campus Centro/UFRGS

TÍTULO: “ESPECTROSCOPIA DE FLUORESCÊNCIA 2-D E FTIR APLICADAS NA QUANTIFICAÇÃO DE COMPOSTOS FENÓLICOS TOTAIS E CAFEÍNA
BANCA:
Prof. Dr. Michel José Anzanello – DEPROT/UFRGS
Profa. Dra. Neusa Fernandes de Moura – FURG
Prof. Dr. Vítor Manfrói – ICTA/UFRGS

ORIENTADORES:

Prof. Dr. Jorge Otávio Trierweiler – DEQUI/UFRGS

Profa. Dra. Luciane Ferreira Trierweiler – DEQUI/UFRGS

RESUMO

O consumo regular de polifenóis tem sido associado à prevenção de câncer, doenças cardiovasculares, diabetes e problemas neurológicos. A cafeína encontrada em chás (Camellia sinensis) apresenta propriedades estimulantes, no entanto o consumo em excesso pode afetar negativamente a saúde humana. Os métodos comumente usados para quantificação desses compostos são destrutivos, requerem pré-tratamento da amostra, longo tempo de análise e uso de solventes. Neste trabalho, investigamos métodos alternativos de quantificação de compostos fenólicos baseados em espectroscopia óptica, com foco em viabilizar construção de sensores customizados. Para tanto foram utilizados dois estudos de caso: (i) o processo de envelhecimento da cachaça e (ii) a análise em extratos aquosos de chá (nesta matriz também foi avaliada o teor de cafeína). A cachaça foi envelhecida em um barril de Amburana e amostras foram coletadas durante esse período. Para os chás foram elaborados extratos aquosos. As amostras foram analisadas com um método analítico tradicional para quantificação fenólica total (Folin-Ciocalteu), bem como com Espectroscopia por Fluorescência 2-D e Espectroscopia no Infravermelho com transformada de Fourier. A quantificação de cafeína foi realizada por cromatografia liquida de alta eficiência (HPLC). Para a modelagem quimiométrica, aplicamos uma metodologia baseada na Otimização de Colônias de Formigas (ACO) para otimizar a seleção de variáveis e o ajuste do modelo para prever o conteúdo fenólico total e cafeína. Nossos resultados demonstraram que a espectroscopia de fluorescência foi mais sensível que o Infravermelho para predição dos compostos fenólicos para os modelos globais e locais (R2 superior a 0,979) em amostras de cachaça, com combinação de apenas quatros pares de Excitação / Emissão. Para os chás as técnicas de fluorescência e infravermelho também se mostram eficientes com R2 acima de 0,83 para predição de compostos fenólicos e acima de 0,71 para a predição de cafeína.

 

Palavras-chave: Compostos fenólicos, cafeína, fluorescência 2D, FTIR, Otimização de colônia de formigas, cachaça, chá.