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Fabico sedia encontro nacional sobre jornalismo ambiental

26/09/2018

Nos dias 27 e 28 de setembro, a Fabico sedia  o IV Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo Ambiental, organizado pelo Grupo de Pesquisa em Jornalismo Ambiental (UFRGS/CNPq) e pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Informação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (PPGCOM/UFRGS). A organização do evento trabalha com a estimativa de cerca de 60 pessoas, considerando pesquisadores, professores, estudiosos e profissionais da imprensa que atuam na área.

Segundo a professora Ilza Maria Tourinho Girardi, vice-diretora da Fabico e uma das organizadoras do evento, o foco dos debates será as mudanças climáticas, que “são eventos inquestionáveis e o jornalismo não trabalha com a previsão de riscos de catástrofes, só agimos depois que elas ocorrem, no levantamento de quantos mortos, quantos feridos, quantas casas destelhadas. Sempre depois que já aconteceu”. A professora acrescenta ainda que o jornalismo ambiental precisa estar pautado na educação e na prevenção. “Temos que pensar antes e mudar os critérios de noticiabilidade hoje vigentes nessa área.”

O evento também tem como intuito dar espaço a uma área do jornalismo que muita vezes é esquecida ou posta em segundo plano nos principais veículos de comunicação do país. “No início da década de 1990, em razão da ECO-92 [conferência internacional sobre o meio-ambiente, ocorrida no Rio de Janeiro em 1992], os veículos de imprensa falavam bastante no tema ambiental, tinham até caderno de meio-ambiente”, lembra Ilza Girardi. “Com o passar do tempo, foram fechando as seções que tratavam disso e hoje existem poucas.”. E foi na levada da ECO-92 que, dois anos antes, Ilza participou da criação do Núcleo de Ecojornalistas do Rio Grande do Sul, o único núcleo estadual, que dura até hoje.

A professora explica que são raros os exemplos de jornalismo ambiental na chamada “grande mídia”, como o programa “Cidades e Soluções”, apresentado pelo jornalista André Trigueiro, especialista em meio ambiente, na GloboNews, muito em razão do caráter econômico das empresas jornalísticas. “É bastante difícil conquistar esse espaço na’“grande mídia’ porque os veículos têm política economicista. Então, se faz uma auto-censura para não arrumar problemas com possíveis anunciantes, pois o jornalismo ambiental é político, crítico e combativo em relação a alguns modelos econômicos.” A grande aposta para o futuro do jornalismo ambiental é a imprensa alternativa, como o exemplo do periódico “Agenda Amazônica”, iniciativa do jornalista Lúcio Flávio Pinto.

Você pode obter mais informações sobre o IV Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo Ambiental através do link: https://www.facebook.com/ENPJA/.

 

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