SANDRA MARA CORAZZA
LATTES
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TITULAÇÃO

  • Doutorado em Educação pelo Programa de Pós-Graduação em Educação da UFRGS.


LINHA DE PESQUISA: Filosofias da Diferença e Educação

Temática :
Fantasias de escrileitura: devir-infantil de currículos nômades
Não se pode deixar de rir quando se embaralham os códigos: Filosofia-Arte-Ciência-Literatura-Educação. Idéias-forças: Nietzsche, Valéry, Deleuze, Barthes e afins. Fluxos em fuga ao infinito. Atual-virtual. A violência do Fora. Pesquisa do Acontecimento: empiria transcendental. Formas de expressão puxam formas de conteúdo. Do Prazer de Ler ao Desejo de Escrever. Escrileitura-artista. Imagem do pensamento. Dinamismos espaço-temporais. Método da Dramatização: debaixo do logos, há drama. Espírito: consciência das inconsciências. Lógica imaginativa. Demônio da possibilidade. Comédia intelectual. Biografemática: programa, procedimento, operação. Passagens de Vida que atravessam o vivível e o vivido. Fantasias: entre a língua e o estilo. Máscaras, quimeras, ficções. Docente da Diferença: artesão, esteta, pesquisador. Esquizo-análise de minorações. Micropolítica. Abalos jubilatórios. Acerca do devir-infantil de currículos nômades.

Projetos de Pesquisa:
Pós-curriculo, diferença e subjetivação de infantis
Então, sofrendo as dores de uma diferente pesquisa em educação que se anunciava ao fazer-se, a professora-pesquisadora por não ter nada mais a ver, a espernear resolveu agir de um modo filosófico, para ver se tudo melhorava, e passou a escrever as suas experimentações e as de seus orientandos e alunos com a dita-cuja Arte Bruta da Pesquisa, Pesquisa da Besteira, Gaia Pesquisa, Pesquisa da Multiplicidade, Empirista Transcendental, Experimental, Diagnóstica, Em fuga, Rizomática, Pragmática, Vital, Caótica, Artística, Impensável, Micropesquisa, Esquizopesquisa, Pesquisa a n-1, Pesquisa-de-mil-nomes, e outros tantos nomes a serem inventados, sonhados, delirados, mas que dizem, univocamente, de uma pesquisa educacional inspirada pelo pensamento deleuziano da diferença.

Fantasias de Escrileitura: Devir-Infantil de Currículos Nômades (PQ- 1D, CNPQ)
(1) Este presente Projeto de Pesquisa dá prosseguimento ao anterior, intitulado Pós-currículo, diferença e subjetivação de infantis , que foi desenvolvido nos espaços do Departamento de Ensino e Currículo (DEC) e do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGEDU) da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com o apoio do Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq), na modalidade de Produtividade em Pesquisa – PQ , desde 2002; tendo sido renovado, a partir de fevereiro de 2005, sob Processo de número 301451/01-0. Projeto que, durante todo o tempo de sua realização, assumiu o posicionamento teórico, conceitual, metodológico e interpretativo, no campo de estudos, pesquisa e produção, denominado pós-crítico, pós-estruturalista ou pós-modernista, e que, por vezes, utilizou-se de abordagens dos Estudos Culturais, na vertente construída a partir do pensamento de Michel Foucault; e, preferencialmente, que se situou nos cruzamentos entre a Educação e a Filosofia da Diferença (pós-nietzschiana), a partir das produções de Friedrich Wilhelm Nietzsche (1844-1900), Jacques Derrida (1930-2004), Félix Guattari (1930-1992), Gilles Deleuze (1925-1995), dentre outros
(2) As fantasias de escritura são como guias iniciáticos , os quais são restos irredutíveis de operações de redução, de modo que o Artigo, a Monografia, a Tese, a Dissertação, o Currículo, como transformações da vida cotidiana, como missões, vocações, funções, papéis ou histórias reais não paralisam a Fantasia . Guias que são ingênuos, de maneira tal que não perguntaremos, nesta Pesquisa, se é possível escrever um artigo, uma tese, um currículo, hoje, histórica e literariamente, simplesmente, os escreveremos. Guias que são pontos de partida da Fantasia , mas que não são gêneros cristalizados, os quais integram o mediano comum, mas que produzem diferenças, como uma ou duas teses inéditas, três ou quatro currículos nômades, quatro ou cinco textos interessantes, dentre milhares. Guias que nos trazem o ardor de seu desejo, o que não implica que eles digam como devem ser escritos os textos, segundo uma essência de conhecimento (que seria dada pela Ciência), nem o que devemos seguir para refazê-los ou para fazer outros da mesma ordem (o que seria propiciado pela Técnica); mas, guias que fazem da escritura educacional a nossa única pátria, para que possamos ultrapassar os malogros, por meio dessa grande tarefa, como agendum , cujos efeitos legaremos à posteridade das gerações de educadores do século XXI.
(3) Desses guias surgem, além da escritura, também a leitura e a crítica como atos de amor, embora não de qualquer tipo de amor, mas de um amor-Ágape , que consiste em falar dos outros que se ama. Assim Amar + Escrever + Ler + Criticar é fazer justiça àqueles que estudamos, conhecemos, amamos, educamos, orientamos, ensinamos, conversamos, vivemos, com quem trabalhamos, por quem nos apaixonamos; ou seja, é testemunhar por eles, ao imortalizá-los. Por isso, esta Pesquisa debruçar-se-á sobre a Prática de Crítica-Escrileitura das Fantasias : para lutar contra a secura dos corações, contra a acídia nas relações, contra o agreste dos códigos. Para isso, lançará mão dos Guias Iniciáticos existentes, inspirados por filósofos, escritores, educadores, críticos literários do Pensamento da Diferença , que poderão gerar uma espécie diferenciada de crítica-escrileitura em Educação, a qual participa de um gesto coletivo, cuja divisa consiste nesta palavra tão extraordinariamente simples, embora dotada de um poder infinito, e que é a famosa palavra de Nietzsche: Uma nova maneira de sentir, uma nova maneira de pensar. Ou seja, o gesto coletivo consistirá em auxiliar na criação de novas sensibilidades e de novas maneiras de pensar, de pesquisar, de ler e de escrever os devires-infantis de currículos nômades , dentre outros componentes educacionais a eles correlatos e articulados.

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