
Professor Paulo Jacinto apresentou seminário sobre Economia da Saúde - Greice Gomes
“Os efeitos da educação sobre o estado de saúde inidividual: um estudo para o Brasil” foi o seminário apresentado pelo professor Paulo Jacinto (PUCRS) nesta quarta-feira (03), no Programa de Pós-graduação em Economia (PPGE – FCE).
De acordo com Paulo Jacinto, pessoas com maior nível de escolaridade têm mais informações e, em consequência disso, cuidam melhor de sua saúde. Por outro lado, o professor destaca que a saúde também pode influenciar a educação e, em outros casos, há uma terceira variável que pode afetar da mesma maneira a saúde e a educação.
Jacinto cita alguns fatores responsáveis pelos avanços nos indicadores de saúde ocorridos nas últimas décadas. Entre eles, estão o desenvolvimento socioeconômico, o progresso tecnológico e científico, a ampliação da oferta e do acesso a serviços de saúde e os padrões de consumo e condições sanitárias.
Retomando autores da área de Economia da Saúde, como Ross & Wu (1995), o professor salienta que um dos motivos pelos quais as pessoas com maiores níveis de escolaridade possuem um melhor estado de saúde é porque a educação leva a um processo de autoeficácia. Nesse sentido, o indivíduo com mais conhecimento possui maior capacidade de cuidar de si mesmo.
Já para Grossman (1972), destaca Jacinto, a saúde pode ser analisada como parte de capital humano, que deprecia com a idade e pode ser ampliada através de investimentos. O professor destaca que o autor divide a eficiência promovida pela educação em dois tipos: a eficiência alocativa, na qual a educação aumenta o conhecimento sobre os verdadeiros efeitos dos insumos em saúde, e a eficiência produtiva, na qual a educação aumenta a produtividade marginal dos insumos na função de produção de saúde.


