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A FOTOGRAFIA NA ESCOLA: fotografia como elemento didático-pedagógico no ensino de educação ambiental, em São José dos Ausentes, RS.

Projeto de Pesquisa e Extensão: A fotografia como elemento didático-pedagógico no ensino de educação ambiental, em São José dos Ausentes, RS.

1 DADOS DE IDENTIFICAÇÃO.

1.1 Entidade Responsável Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

1.2 Interação Institucional:
1.2.1 Prefeitura Municipal de São José dos Ausentes/RS.

1.3 Implementação: Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da UFRGS, através do Núcleo de Fotografia.

1.4 Apoio Institucional UNISOL/Programa Universidade Solidária/Secretaria de Ensino Superior/MEC.

1.5 Coordenação Geral:
Consultor de Fotografia Mario Bitt-Monteiro, Coordenador do Núcleo de Fotografia da UFRGS/FABICO Fone: (51) 3316 5147 - e-mail: lexis@orion.ufrgs.br

1.6 Equipe de trabalho: Professores e Alunos bolsistas do Núcleo de Fotografia FABICO/UFRGS e Professores do Ensino de 1o e 2o Graus do Município de São José dos Ausentes/RS.


2 CONTEXTO E DELIMITAÇÃO DA PESQUISA

Fotografar é um modo de questionar uma imagem. Auxilia tanto nas descrições do cidadão comum, quanto dos cientistas e pesquisadores. Auxilia nas descobertas científico-tecnológicas e se complementa em diversas formas de expressões artísticas. Fotografar é uma maneira de ver o passado. Fotografar é uma forma de expressão, o "congelamento" de uma situação e seu espaço físico inserido na subjetividade de um realismo virtual. Fotografar é um modo de comunicar e informar. Seguindo o raciocínio, a linguagem visual fotográfica além de ser mais forte não é determinada por uma língua padrão, não precisando assim de uma tradução, uma vez que o diferem são as interpretações.

Desde meados do século XVIII, até os dias de hoje, a fotografia tem produzido notáveis ramificações, como o cinema, a televisão, a radiografia e a termografia, a fotografia infravermelha e ultravioleta, a ecografia e a ultra-sonografia, a fotomicrografia ótica e eletrônica. Além disso, fornece subsídios básicos para o desenvolvimento da computação gráfica e a criação de imagens virtuais, tanto estáticas como dinâmicas. Entretanto, a fotografia até hoje é considerada em muitos casos, no meio acadêmico, como um elemento de pouca a importância didático-pedagógica. Indo além, pode-se mesmo dizer que ela não está sendo utilizada na extensa gama potencial de aplicações pedagógicas que oferece, seja no fornecimento de informações e registros direcionados às formulações de ordem dedutiva e/ou hipotética dos trabalhos técnico-científicos, como também na busca de novas formas de expressões artísticas. Não se aplicou, ainda, a experiência do ato de fotografar como um estímulo para qualificar nossas concepções e críticas visuais. Nessa perspectiva, este Projeto, na forma de uma investigação de caráter experimental, busca avaliar até que ponto a fotografia pode ser utilizada como metodologia didática na rede de ensino público de do 1º e 2º Graus do Estado. As obtenções fotográficas visam a perspectiva da produção de conhecimento , reconhecimento e crítica do indivíduo em relação ao seu território, cujos resultados possam servir de fonte de identificação, análise e interpretação dos elementos que constituem os universos circundantes no qual o aluno está inserido.

A partir daí, pretende-se discutir a fotografia como estratégia de estímulo à tomada de consciência ecológica entre os alunos, incluindo a preservação ambiental como uma referência cultural. Nessa abordagem, entende-se que, às vésperas do terceiro milênio, a fotografia pode servir como um elo de reintegração entre a arte, a ciência, a cultura e a sociedade, numa perspectiva de visão complexa, holística e interdisciplinar.


2.1 Definição do Problema
Nessa direção, o problema que orientará a pesquisa pode ser formulado através da seguinte pergunta: até que ponto a fotografia, ao ser utilizada como estratégia didática na escola de primeiro e segundo graus do Estado, é eficaz para a qualificação dos níveis de percepção dos universos circundantes do aluno? E, a partir daí, qual é a contribuição da fotografia como estímulo à conscientização do sujeito sobre a sua interferência pessoal na preservação ecológico-social do ambiente em que vive? 2.2 Hipóteses 2.2.1 O indivíduo percebe e/ou identifica, conhece ou reconhece os elementos dos universos ou espaços em que está inserido numa escala muito mais significativa de percepção espaço-ambiente, quando faz o registro visual ou documenta destes espaços ou universos em imagens fotográficas. 2.2.2 O reconhecimento ou identificação dos elementos que constituem os universos circundantes, bem como a crítica visual do território que circunda o indivíduo que ocorrem naturalmente através do contato visual e de outras formas sensoriais diferenciadas, aumenta significativamente pelo registro fotográfico de tais elementos composicionais destes espaços.


3 OBJETIVOS

3.1 Objetivo geral
Através da utilização da linguagem fotográfica no ensino de 1º e 2º Graus da rede de educação pública do Município de São José dos Ausentes/RS, promover uma maior conscientização ecológica dos pais e alunos, em relação ao seu próprio ambiente e comunidade.

3.2 Objetivos específicos
3.2.1 Qualificar recursos humanos, professores de ciências do 1º e 2º Graus de São José dos Ausentes, na utilização da linguagem fotográfica como metodologia de ensino em sala de aula.
3.2.2 Consolidar a fotografia como meio de expressão e experimentação na comunicação social que pode contribuir para a tomada de consciência, entre os alunos, para a participação de cada um no processo de preservação ambiental .
3.2.3 Divulgar, na própria comunidade, através de seminários, oficinas, mostras fotográficas, palestras e publicações, os resultados obtidos nos trabalhos de pesquisa, como estratégia de conscientização para a questão ambiental e como forma de aumentar a auto-estima dos sujeitos.



4 METODOLOGIA

O método que está sendo aplicado, congrega duas propostas teóricas, uma a partir de um estudo experimental, alicerçado em exercícios de observação espacial e obtenções fotográficas dentro da Teoria dos Universos Circundantes (BITT-MONTEIRO, M. 2000) e outra, adequando um exercício de percepção ambiental , proposto por MATSUSHINA et alii (1987) http://educar.sc.usp.br/biologia/atividades/m_a_atv8.html).


5 MECANISMOS DE AVALIAÇÃO

5.1 Debates, registros textuais e exercícios de desenho, sobre o conhecimento que possuem dos alunos sobre seu meio ambiente, antes da exercitação da fotografia;

5.2 Debates e exercicios de desenhos e explanações sobre imagens fotográfica obtidas pelos alunos.

5.3 Exposição de fotografias na escola, a fim de possibilitar que os alunos apresentem suas imagens fotográficas separadas por ambiente natural e mexido pelo homem, interferências que o homem teve na paisagem em volta da cidade, o tipo de lixo de sua casa .O aluno deve escolher as imagens de sua preferência, aquelas que mais demonstrem a natureza e os ambientes mais limpos de seu convívio diário, tanto na casa como na escola. Os professores num primeiro momento e os pesquisadores num segundo, efetuarão o confronto entre o conhecimento ambiental e ecológico dos alunos antes e depois da exercitação da fotografia.


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