Idade: Maio 1954
Natural: Lisboa
Olga
Gouveia, nascida há 50 anos,
arquiteta de profissão, só
apenas nos últimos cinco anos
é que começou a dedicar-se
mais intensamente à fotografia
e a explorá-la na sua vertente
artística.
O advento da Internet, com os websites
de fotografia e o desenvolvimento da
fotografia digital foram, sem dúvida,
elementos importantes na contribuição
para esta nova paixão, que foi
crescendo e nunca mais parou, tendo,
desde então, participado em várias
exposições individuais
e coletivas.
Iniciou-se
na fotografia de arquitetura, aquilo
com que mais se identificava. Desenvolveu
o gosto pelos enquadramentos rigorosos,
quase à régua e esquadro,
como habitualmente se diz.
Ela define-se como uma fotógrafa
amadora, já que não fez
nenhum curso específico de formação.
Apenas com os conhecimentos básicos,
experiências, leituras e workshops.
Embora tenha continuado sempre a utilizar
a fotografia analógica, Olga
Gouveia rapidamente aderiu aos universos
da imagem digital, como também
à utilização de
um programa de edição
de imagem, o Photoshop, sobre o qual
fez uma aprendizagem intensiva.
Foi uma verdadeira paixão que
lhe permitiu não só recriar
novas imagens, tal como já o
fizera anteriormente, recorrendo a óleos
fotográficos e aquarelas. Tornou-se,
assim o seu verdadeiro laboratório
digital, possível de utilizar
em casa, em qualquer hora ou circunstâncias.
Com
a fotografia de arquitetura nasceu o
seu gosto pelos Grafismos Urbanos que
transmitem uma forma pessoal de ver,
o seu olhar fotográfico, em função
da luz e sombra do momento, assim como
a vertente essêncialmente urbana.
Lentamente
começou a abordar fotograficamente
a figura humana, ainda que inserida
no seu meio ambiente, não como
elemento central da composição,
mas de uma forma acessória, complementar.
Surgiram, então, os ensaios fotográficos
denominados de Rotinas Gráficas.
As
abordagens à paisagem foram também
se desenvolvendo gradualmente, mas sempre
explorando essencialmente o lado gráfico
da composição da imagem.
Só
mais tarde surge, a abordagem à
figura humana sob a forma de retrato,
como uma necessidade do quotidiano,
mas foi inicialmente em Cuba que Olga
Gouveia a explorou de uma forma totalmente
assumida.
A atmosfera que lá se respira
e a empatia que se gera entre o fotógrafo
e os modelos é quase espontânea.
É, sem dúvida, um paraíso
para os amantes da fotografia, permitindo-os
concretizarem as suas mais diferentes
vertentes. Posteriormente, também
o Brasil e a Tunísia se revelaram,
para ela, fontes inspiradoras para essas
mesmas abordagens.
A
sua busca por outros caminhos e novas
experiências é incessante.
Aquilo que ela chama de a Idade da Inocência
e, ainda, os Devaneios no Feminino.
São modos e experiências,
que ela utiliza, a cada momento, para
se encontrar e reencontrar na fotografia.
Contatos:
olga54@mail.telepac.pt
http://www.olgagouveia.com
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