DISSERTAÇÕES
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MEDIAÇÃO PROFISSIONAL EM INSTITUIÇÕES MUSEAIS DE PORTO ALEGRE: INTERAÇÕES DISCURSIVAS
Autora - Gabriela Bon - UFRGS/FACED/PPGEDU - 2012
Orientadora: Profª. Drª. Analice Dutra Pillar

Esta dissertação pretende compreender melhor o papel do mediador e sua inserção no sistema discursivo de uma exposição de arte, trazendo (apresentando) uma reflexão pontual acerca dos regimes de interação e sentido presentes em seu próprio discurso. Nessa perspectiva, adota-se como referencial a teoria sociossemiótica, em especial os regimes de interação propostos por Landowski (2004; 2009). Para tanto, foram entrevistados os mediadores e coordenadores das duas principais instituições que desenvolvem a prática da mediação de forma profissional na cidade de Porto Alegre, o Museu Iberê Camargo e o Santander Cultural,. Os depoimentos, os quais constituem o corpus de análise desta pesquisa, foram coletados por meio do método de grupo focal, que consiste em uma abordagem da pesquisa qualitativa que procura debater um tema proposto pelo pesquisador responsável pela investigação. Os resultados obtidos a partir da análise das entrevistas apresentam um panorama da situação profissional de uma atividade em desenvolvimento e mostram como se dão as relações de interação e sentido das práticas de mediação inseridas nos múltiplos discursos de uma exposição.

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LEITURA DE TEXTOS SINCRÉTICOS: RELAÇÕES ENTRE O VERBAL E O NÃO-VERBAL EM DIÁRIO DE BORDO DE JOSÉ BESSA
Autora - Ruth Rejane Perleberg Lerm - UFRGS/FACED/PPGEDU - 2010
Orientadora: Profª. Drª. Analice Dutra Pillar

A presente pesquisa busca conhecer os efeitos de sentido provocados por produções culturais contemporâneas que sincretizam as linguagens verbal e não-verbal e desafiam nosso entendimento. Tem como objetivo estudar as relações entre o verbal e o não-verbal e os efeitos de sentido advindos dessas relações em Diário de Bordo, livro de artista de José Bessa. O corpus de análise é constituído de suas vinte pranchas, as capas anterior e posterior e tem como aporte teórico-metodológico a semiótica discursiva. A obra, qualificada como livro de artista e como texto sincrético, é descrita quanto aos seus procedimentos de sincretização, identificando os graus de intimidade entre as expressões envolvidas. Concluiu-se que o estranhamento que causa no enunciatário é, em grande parte, decorrente da ambiguidade, ou seja, da presença/não presença de certos elementos no enunciado que levam a não distinção de um sentido único. Tal processo é provocado pelas relações de coerência e suas variantes entre as expressões das semióticas envolvidas, isto é, em graus que variam de uma simples semelhança entre as expressões verbal e plástica até a superposição total das semióticas a ponto de tornar quase impossível a distinção entre as mesmas. E, como produção contemporânea, seu discurso assenta-se sobre os termos complexo, soma dos opostos, o profeta, ao mesmo tempo humano e divino, e neutro, resultante da união dos subcontrários, o cibernético, nem humano, nem divino, capazes de dar conta da complexidade de nossa sociedade atual. Pretende contribuir com pesquisas sobre leitura de imagens que tenham como objeto de estudo textos verbovisuais, bem como para as reflexões sobre a arte e seu ensino, na medida em que abre o leque de imagens a serem lidas em sala de aula e, ao incluir a semiótica discursiva como possibilidade de leitura de imagens, aponta um referencial teórico e metodológico para professores de arte.

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O SINCRETISMO NAS IMAGENS MÓVEIS: DVD “O UNIVERSO DA ARTE– FAYGA OSTROWER”
Autora - Ana Laura Rolim da Frota - UFRGS/FACED/PPGEDU - 2008
Orientadora: Profª. Drª. Analice Dutra Pillar

O trabalho objetiva conhecer, analisar e entender como se dá o sincretismo de linguagens em produção com imagem móvel. Trata-se da compreensão dos enunciatários, convocados, sensorialmente, a apreender o sentido do DVD “O Universo da Arte – Fayga Ostrower”; identificar os efeitos de sentido que se realizam no encontro dos destinatários com o texto sincrético e analisar a espécie de informação e conhecimento que o documentário traz ao grupo focal da pesquisa e o que esse grupo agrega às suas vidas. Os participantes da pesquisa são alunos da primeira série do Ensino Médio de uma escola pública federal de Porto Alegre, que fazem parte do grupo de artes visuais. O procedimento adotado para a análise do corpus é a semiótica greimasiana, mais conhecida como semiótica discursiva ou francesa. Assim, faz-se uma leitura semiótica do DVD referido, o qual tem a duração de 15 minutos e é realizado pela Rede Senac de Televisão, São Paulo. No decorrer da pesquisa constatou-se o grau de importância que a obra audiovisual assumiu para os jovens que a assistiram, como também tornou-se clara sua função cultural. A semiotização do texto objeto do estudo possibilitou-me investigar as estratégias de figurativização, a temática e manipulação, que se evidenciaram a partir da enunciação do plano de conteúdo, que se concretiza pelo sincretismo de linguagens no plano de expressão. É na semiose entre os dois planos que se produz o sentido vivenciado pelos enunciatários, sendo que a parceria entre enunciador e enunciatário e o texto em análise, através da semiotização, busca atingir o objetivo precípuo dessa investigação, que é analisar a obra através das reflexões de teóricos como: A. J. Greimas, E. Landowski, J. M. Floch, Ana Claudia de Oliveira, Maria Sílvia Fantinatti, Christianne Maria da Bôa Viagem Oliveira, Ana Sílvia Médola e Jacques Fontanille.

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A PRESENÇA DA ARTE NA EDUCAÇÃO INFANTIL: OLHARES E INTENÇÕES
Autora - Gilvânia Maurício Dias de Pontes - UFRN/CCSA/PPGED - 2001
Orientadora: Profª. Drª. Marta Maria C. A. Pernambuco

Embora a oralidade e a escrita tenham recebido maiores atenções por parte dos teóricos que tratam de Educação Infantil e também por parte dos professores, as linguagens artísticas sempre estiveram presentes no trabalho com crianças. A essas linguagens foram atribuídos diferentes significados e intenções no cotidiano da Educação Infantil. Este trabalho faz um resgate das intenções que orientam as ações dos professores, ao proporem atividades com linguagens artísticas na escola e identifica os significados dessas ações em relação à estrutura da área de Arte, às demandas do trabalho com crianças de 2 a 7 anos e à dinâmica pedagógica da escola. Como lócus de nossa investigação, escolhemos o Núcleo de Educação Infantil da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (Natal – Brasil), visto que essa escola já tem um trabalho de 21 anos com Educação Infantil, e, nos últimos 6 anos, tem se voltado para a reorganização do trabalho com o ensino da Arte. A reorganização desse trabalho ocorreu no sentido de devolver à Arte o valor de área de conhecimento atribuído às outras áreas. Buscamos identificar, na prática dessa escola, organizadores do trabalho com a Arte que pudessem orientar aos professores de Educação Infantil em outros contextos. Através do levantamento de situações da presença da arte, nos relatos escritos das professoras do NEI, foi possível identificar que elas, conscientemente ou não, têm mediado situações de contato com as linguagens artísticas usando cinco tipos de intenções: Arte para desenvolver habilidades, Arte como recurso ao trabalho com outras áreas, Arte como expressão, Arte como acesso a padrões estéticos e Arte como conhecimento. A partir dessas dimensões, identificamos duas grandes entradas para a Arte na Educação Infantil. Esta pode aparecer como linguagem essencial à comunicação e expressão infantil e como um repertório de conhecimentos construídos culturalmente e ao qual a criança pode ter acesso através das ações dos professores.

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O OBJETO TRANSFIGURADO: A ESCULTURA DE FELIX BRESSAN
Autora - Andrea Hofstaetter - UFRGS/IA/PPGAV - 2000
Orientadora: Profª. Drª. Icleia Maria Borsa
Cattani

A pesquisa realizada no mestrado é uma proposta de análise da obra escultórica de Felix Bressan, focalizando seu modo de operar plasticamente com a deformação, a decomposição, a recomposição do objeto e a transgressão ao seu significado. Investiga os processos de instauração da obra, relacionados com as intenções no estabelecimento de uma relação de transferência com o espectador, criada pela articulação entre o que se vê e o que não se vê – a “escultura do invisível”. Realiza, para isto, uma abordagem psicanalítica, especificamente sob o enfoque da questão do olhar, desenvolvida por Jacques Lacan. São focalizados os procedimentos operacionais, como a apropriação, e outros artifícios utilizados pelo artista, bem como as relações de seu trabalho com as problemáticas do objeto, do corpo e do desejo.


CRIANÇA E PINTURA: AÇÃO E PAIXÃO DO CONHECER NA EDUCAÇÃO INFANTIL
Autora - Sandra Richter - UFRGS/FACED/PPGEDU - 1998
Orientadora: Profª. Drª. Analice Dutra Pillar

Esta dissertação lança um olhar à especificidade da interação da criança pequena com a pintura e a natureza da contribuição desse sistema simbólico na capacidade infantil de criar significados. Objetiva valorizar, não apenas a organização de idéias através do gesto e da cor, como a competência infantil de imaginar, fazer e compreender a partir de suas ações e paixões com a matéria colorida.
Do ponto de vista metodológico, explora as possibilidades do estudo de caso na pesquisa qualitativa, observando e descrevendo o contexto particular de uma turma de educação infantil da Escola Educar-se. Utiliza como outra fonte de informação a observação de um grupo de crianças, entre 4 e 7 anos, pintando na Escolinha de Arte, também localizada em Santa Cruz do Sul (RS).
A partir das concepções de Bachelard, Piaget e Goethe, realiza uma aproximação à complexa relação entre infância e imaginação criadora, apontando a natureza figurativa e poética do pensamento infantil, a partir da especificidade da ação lúdica construtiva, como fonte do necessário equilíbrio, dinâmico e dialético, entre uma ação racional e uma imaginação criadora.
Este trabalho aponta para os possíveis na interação da criança com a pintura, não predicando como deve ocorrer esta ação no contexto da educação infantil. Sustenta esta intenção a expectativa de que uma explicitação da significação do encontro da criança com a cor, através da pintura, encontra-se na base de uma reflexão necessária à compreensão da especificidade da arte e sua importância na educação infantil.
As considerações finais deste estudo chamam a atenção para um imaginar, fazer e compreender comprometido com a construção de espaços internos e externos que permitem descobrir realidades insuspeitas e mundos novos, tornando-se meio direto de aprendizagem ao transportar a criança a uma temporalidade fictícia e a um espaço interior maravilhoso, conduzindo-a do conhecido ao desconhecido. E não é esta a própria questão de toda pedagogia que se nega a ser só.


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