TESES
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OLHARES DAS CRIANÇAS SOBRE A CIDADE DE PORTO ALEGRE: INFÂNCIA CONTEMPORÂNEA, PSICANÁLISE, EDUCAÇÃO E ARTE.
Autora - Ana Marta Meira - UFRGS/FACED/PPGEDU - 2011
Orientadora: Profª. Drª. Analice Dutra Pillar

A pesquisa apresenta reflexões, análises e experiências tendo como foco os olhares das crianças sobre a cidade de Porto Alegre a partir de articulações transdisciplinares entre psicanálise, educação, arte, cultura, história e urbanismo. O projeto Cidade das Crianças foi o campo no qual foram realizadas atividades artísticas e lúdicas abertas a crianças em espaços públicos e culturais da cidade. Os processos de criação coletiva, a extensão temporal, a repetição, a escuta das crianças e o registro de suas produções, foram os traços que marcaram o trabalho. A experiência da Cidade das Crianças marcou lugares nos quais as crianças encontraram a possibilidade de realizar processos criativos no campo da educação não formal. As trajetórias das crianças foram entrelaçadas à memória da cidade e aos laços sociais que se desdobraram através de suas elaborações e experiências presenciais. Olhares infantis sobre a cidade revelam que para além dos espelhos reais há possibilidades de experenciar a cidade com a criação de laços coletivos sistemáticos, a partir de redes imaginárias e simbólicas que outorgam consistência ao lugar constituinte da infância no espaço público e cultural da cidade.

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REPETIÇÃO E TRANSGRESSÃO: DISPOSITIVOS POÉTICOS E POTENCIAL UTÓPICO.
Autora - Andrea Hofstaetter - UFRGS/IA/PPGAV - 2009
Orientador: Prof. Dr. , Edson Luiz Andre de Sousa

A pesquisa tem como tema a questão da repetição e sua utilização em processos artísticos na contemporaneidade, abordando tanto a poïética como a poética. Nesta temática, a partir da análise de trabalhos dos artistas Anna Maria Maiolino, Nick Rands e Patrícia Franca, são estabelecidas relações entre o pensamento artístico contemporâneo e conceitos advindos dos campos da teoria psicanalítica, da filosofia da diferença e do pensamento utópico. Outras produções artísticas são abordadas na medida em que interessam para a discussão de questões relacionadas à repetição, como a da série, do múltiplo, da representação, reprodução e cópia. Os principais autores referenciais são: Gilles Deleuze, Sigmund Freud, Jacques Lacan e Ernst Bloch. A partir destes cruzamentos entre poéticas contemporâneas e diversos campos teóricos proponho a problematização da questão da repetição em arte, vista como modo operacional, como elemento constitutivo do objeto artístico, em seu potencial de produção do novo e, ao mesmo tempo, como forma de operar sobre os mecanismos de repetição presentes nos modos de viver e de organização sócio-cultural e política. Pode-se pensar a repetição em arte como transgressão a partir de suas articulações com as possibilidades de produzir rupturas em sistemas ideológicos que prezam a repetição do sempre mesmo, que interessa à perpetuação de uma lógica de dominação.

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ESPIANDO PELO BURACO DA FECHADURA: O CONHECIMENTO DE ARTES VISUAIS EM NOVA CHAVE
Autora - Umbelina Maria Duarte Barreto - UFRGS/FACED/PPGEDU - 2008
Orientadora: Profª. Drª. Analice Dutra Pillar

Esta tese se desenvolve como um percurso semiótico em referênciaà semiótica do texto de Greimas, percorrendo um caminho na busca pelo conhecimento da arte, que se apresenta em um percurso curricular, no qual o sensível e o inteligível procuram constituir-se como lados opostos e complementares sempre em estreita conexão. A essa referência se articula a relação conceitual entre “conservação” e “mudança” presente no pensamento constituído na ciência e filosofia e no discurso das Ciências Humanas, através da “Árvore do conhecimento” que abriga a “Teoria da Autopoiesis” de Humberto Maturana e Francisco Varela, da “filosofia da experiência” de John Dewey e da “ecologia da mente” de Gregory Bateson. O objeto semiótico é focalizado a partir da experiência definida no conceito de “experiência da arte” de Dewey, estendido em uma abordagem micrológica e uma suposta utilização científico-instrumental diretamente ligada a um universo macroscópico, no qual a arte, entre o micro e o macro, vai, recursivamente, sendo exposta ao ser autorizada pela enunciação de um sujeito queé artista/professor/pesquisador/curador. A abordagem do conhecimento das Artes Visuais se constitui no texto em uma precisa configuração topológica, em que a área de conhecimento, participando do Ensino Superior Brasileiro, vai sendo institucionalizada na mesma medida da transformação da arte na sociedade. Essa abordagem concorre simultaneamente com as mudanças paradigmáticas do próprio conhecimento, que contribuem para a inserção/aceitação da diferença da arte na universidade, em um quadro sistêmico que inclui mudanças da sociedade geradas pelo acoplamento do sistema cultural. A chave do conhecimento da arte vai sendo dada reiteradamente em circunscrição, sendo delimitada no Currículo do Curso de Artes Visuais da UFRGS e situada em processo de implementação curricular, enfatizando a contingência da mudança. O regime de visibilidade utilizadoé desenvolvido através de dispositivos de observação que partem do próprio olhar e resgatam a imaginação no processo do pensamento. Entremeado de descrições e narrativas, o texto está construído como um fazer/dizer na linguagem, ao incluir o saber em um processo gerativo de significação. O olhar vai sendo constituído como uma fresta, articulando o ver e o ler, que estão presentes na visão ao serem desdobrados textualmente como possibilidades de um sujeito da linguagem.

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