LISTA DE ESPÉCIES DE ANFÍBIOS DO RIO GRANDE DO SUL

 

Hypsiboas faber (Wied-Neuwied, 1821)

 

Sapo-ferreiro

 

Fonte: As informações abaixo apresentadas seguem basicamente a compilação apresentada em Borges-Martins et al. (2007).

 

Uma das maiores pererecas do Rio Grande do Sul, mede de 8,5 a 10cm. A coloração varia do marrom claro até o cinza, possui uma linha escura no meio da região dorsal que também pode apresentar manchas escuras.  A cabeça é grande e o focinho achatado. Possui discos adesivos grandes e membranas interdigitais bem desenvolvidas. Na região do quarto dedo da mão os machos possuem uma espécie de espinho. Ocorre desde o norte da Argentina até o leste do Brasil (Martins, 1993). Pode ser encontrada em florestas fora do período reprodutivo (Kwet & Di-Bernardo, 1999) inclusive entre as folhas, galhos e troncos caídos das árvores (serrapilheira) (Giaretta et al., 1999) e sobre arbustos (Colombo, 2004). Na época reprodutiva os machos constroem uma espécie de “piscina”, na beira de corpos d’água lênticos, onde vocalizam para atrair as fêmeas. A fêmea deposita de 1.000 a 2.700 ovos na lamina d’água da “piscina” (Martins & Haddad, 1988). Os machos são territoriais e podem ser agressivos uns com os outros na luta por território. É comum encontrar machos com marcas no dorso devido a disputas com outros machos (eles utilizam o espinho da mão para os confrontos). Apresenta uma das vocalizações mais distintas e fáceis de identificar. O som é muito forte e lembra a batida de um objeto duro no fundo de uma lata de ferro.

 

Foto: Márcio Borges-Martins

 

Como citar este texto:

BORGES-MARTINS, M.; P. COLOMBO; C. ZANK; F.G. BECKER & M.T.Q. MELO. 2007. Anfíbios p. 276-291. In: BECKER, F.G.; R.A. RAMOS & L.A. MOURA (orgs.) Biodiversidade: Regiões da Lagoa do Casamento e dos Butiazais de Tapes, Planície Costeira do Rio Grande do Sul. Ministério do Meio Ambiente, Brasília. 385 p.

 

Referências bibliográficas deste texto:

Colombo, 2004. Anfíbios anuros do Parque Estadual de Itapeva, Município de Torres, RS, Brasil. Dissertação (Mestrado em Ecologia), Porto Alegre, UFRGS.

Giaretta, A. A.; Facure, K. G.; Sawaya, R.; Meyer, J. & Chemin, N. 1999. Diversity and abundance of litter frogs in a montane forest of Southeastern Brasil: seasonal and altitudinal changes. Biotropica 31(4):669-674.

Kwet, A. & Di-Bernardo, M. 1999. Pró-Mata. Anfíbios – Amphibien - Amphibians. Porto Alegre, EDIPUCRS. 107p.

Martins, M. 1993. Observations on the reproductive behaviour in the Smith Frog, Hyla faber. Herp. Journal 3:31-34.

Martins, M. & Haddad, C. F. B. 1988. Vocalizations and reproductive behaviour in the Smith Frog Hyla faber Wied (Amphibia: Hylidae). Amph. Rept. 9:49-60.

 

Outras informações sobre esta espécie podem ser encontradas em:

(Observação: as informações contidas nos links abaixo listados são de responsabilidade exclusiva de seus respectivos autores).

Para informações atualizadas sobre taxonomia, acesse Amphibian Species of the World.

Para informações sobre conservação e status de ameaça global, acesse IUCN Red List.

Para ver fotos desta espécie, acesse CalPhotos.

Para outras informações sobre esta espécie, acesse AmphiaWeb.

 

 

 

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