LISTA DE ESPÉCIES DE RÉPTEIS DO RIO GRANDE DO SUL

 

 

Philodryas olfersii (Lichtenstein, 1823)

Cipó-listrada

 

Fonte: As informações abaixo apresentadas seguem basicamente a compilação apresentada em Borges-Martins et al. (2007).

 

Serpente de tamanho mediano, atingindo cerca de 1500 mm de comprimento total, e com cauda relativamente longa, que corresponde entre 23 e 36 % do tamanho corporal (Giraudo, 2001). As fêmeas atingem maior tamanho corporal que os machos (Hartmann, 2001). Possui ampla distribuição na América do Sul a leste dos Andes, ocorrendo desde as Guianas até o Uruguai (Thomas & Dixon, 1975). Ao longo de sua distribuição são reconhecidas três subespécies, das quais P.olfersii olfersii corresponde ao táxon ocorrente no Rio Grande do Sul (Thomas, 1976). Possui hábito subarborícola e pode ser encontrada tanto em ambientes florestados como em áreas abertas e bordas de mata, deslocando-se no chão ou sobre a vegetação (Sazima & Haddad, 1992, Lema, 1994). Possui atividade diurna e se alimenta de pequenos mamíferos, aves, anuros e lagartos, que subjuga com envenenamento e constrição (Vitt & Vangilder, 1983; Sazima & Haddad, 1992; Cechin, 1999; Hartmann, 2001). É ovípara, havendo registros de desovas constituídas por sete e oito ovos (Leitão-de-Araújo, 1978; Pontes & Di-Bernardo, 1988). Seu comportamento defensivo consiste basicamente em fugir rapidamente pelo chão ou sobre a vegetação, porém quando acuada ou capturada, morde com extrema agilidade, inoculando veneno (Sazima & Haddad, 1992). Alguns acidentes descritos na literatura indicam que a peçonha desta espécie é muito ativa, com forte ação local que geralmente causa extensos edemas (Silva & Buononato, 1984; Lema, 1994); há registro do óbito de uma criança, causado por acidente com P. olfersii (Salomão & Di-Bernardo, 1995).

 

Foto: Márcio Borges-Martins

 

Como citar este texto:

BORGES-MARTINS, M.; ALVES, M.L.M.; ARAUJO, M.L. de; OLIVEIRA, R.B. de & ANÉS, A.C. 2007. Répteis p. 292-315. In: BECKER, F.G.; R.A. RAMOS & L.A. MOURA (orgs.) Biodiversidade: Regiões da Lagoa do Casamento e dos Butiazais de Tapes, Planície Costeira do Rio Grande do Sul. Ministério do Meio Ambiente, Brasília. 385 p.

 

Referências bibliográficas deste texto:

Cechin, S. Z. 1999. História natural de uma comunidade de serpentes na região da Depressão Central (Santa Maria), Rio Grande do Sul, Brasil. Tese de Doutorado, Instituto de Biociências, PUCRS. Porto Alegre. 66 p.

Giraudo, A. 2001. Serpientes de la Selva Paranaense y del Chaco Húmedo. Buenos Aires, L. O. L. A. 328 p.

Hartmann, P. A. 2001. Hábito alimentar e utilização do ambiente em duas espécies simpátricas de Philodryas (Serpentes, Colubridae), no sul do Brasil. Dissertação de Mestrado, Instituto de Biociências, UNESP. Rio Claro, São Paulo. 67 p.

Leitão-de-Araujo, M. 1978. Notas sobre ovos de serpentes (Boidae, Colubridae, Elapidae e Viperidae). Iheringia, Sér. Zool., 51:9-37.

Lema, T. 1994. Lista comentada dos répteis ocorrentes no Rio Grande do Sul, Brasil. Comun. Mus. Ciênc. PUCRS, Sér. Zool., 7:41-150.

Pontes, G. M. F. & Di-Bernardo, M. 1988. Registros sobre aspectos reprodutivos de serpentes ovíparas neotropicais (Serpentes: Colubridae e Elapidae). Comun. Mus. Ciênc. PUCRS, 1 (5):123-149.

Sazima, I. & Haddad, C. F. B. 1992. Répteis da Serra do Japi: notas sobre história natural: 212-231. In: Morellato, L. P. C. (ed.). História Natural da Serra do Japi. Ecologia e Preservação de uma área florestal no sudeste do Brasil. Editora da Unicamp / FAPESP. Campinas. 321 p.

Salomão, E. L. & Di-Bernardo, M. 1995. Philodryas olfersii: uma cobra comum que mata: caso registrado na área da 8a delegacia regional de saúde. Arq. Soc. Zool. Br., l 14-16:21.

Silva, M. V. D. & Buononato, M. A. 1984. Clinical report envenomation by Philodryas olfersii. Mem. Inst. Butantan, 47:499-503.

Thomas, R. A. 1976. A revision of the South American colubrid snake Genus Philodryas Wagler, 1830. Tese de Doutorado, Graduate College of Texas A & M University. 338 p.

Thomas, R. A. & Dixon, J. R. 1975. Philodryas olfersii (Lichtenstein) new to Colômbia and Venezuela. Herpetol. Rev., 6(4):108-109.

Vitt, L. J. & Vangilder, L. D. 1983. Ecology of a snake co mmunity in northeastern Brazil. Amphibia-Reptilia, 4:273-296.

 

Outras informações sobre esta espécie podem ser encontradas em:

(Observação: as informações contidas nos links abaixo listados são de responsabilidade exclusiva de seus respectivos autores).

Para outras informações sobre esta espécie, acesse The Reptile Database.

 

 

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