LISTA DE ESPÉCIES DE RÉPTEIS DO RIO GRANDE DO SUL

 

 

Thamnodynastes strigatus (Günther, 1858)

Corredeira-lisa

 

Fonte: As informações abaixo apresentadas seguem basicamente a compilação apresentada em Borges-Martins et al. (2007).

 

Serpente de porte mediano, atingindo cerca de 800 mm de comprimento total, do qual 20 a 26 % corresponde à cauda (Giraudo, 2001). Ocorre na Argentina, Paraguai, Uruguai e no sudeste e sul do Brasil (Peters & Orejas-Miranda, 1970; Lema et al., 1984; Achaval-Elena, 2001; Franco & Ferreira, 2002). Indivíduos de T. strigatus podem ser encontrados tanto sobre a vegetação, como sobre o solo e dentro da água, de forma que a espécies não pode ser incluída em uma única categoria quanto a utilização do substrato (aquática, terrícola ou semi-arborícola) (Bernarde et al., 2000). Os substratos mais elevados (sobre a vegetação) são utilizados principalmente para repouso, enquanto que os substratos mais baixos são utilizados para forrageio (Bernarde et al., 2000). A atividade é noturna (Bernarde et al., 2000), e a dieta é composta por anuros, peixes, mamíferos e répteis (Ruffato et al., 2003). É vivípara, produzindo ninhadas compostas por seis a 17 filhotes (Achaval & Olmos, 2003). Quando capturadas são bastante agressivas, e sua peçonha, inoculada através de presas localizadas na região posterior do maxilar (dentição opistoglifodonte), causa edema e dor local intensa (Achaval & Olmos, 2003; obs. pessoal).

 

Foto: T. V. Aguzzoli

 

Como citar este texto:

BORGES-MARTINS, M.; ALVES, M.L.M.; ARAUJO, M.L. de; OLIVEIRA, R.B. de & ANÉS, A.C. 2007. Répteis p. 292-315. In: BECKER, F.G.; R.A. RAMOS & L.A. MOURA (orgs.) Biodiversidade: Regiões da Lagoa do Casamento e dos Butiazais de Tapes, Planície Costeira do Rio Grande do Sul. Ministério do Meio Ambiente, Brasília. 385 p.

 

Referências bibliográficas deste texto:

Achaval, F. 2001. Actualización sistemática y mapas de distribuición de los reptiles del Uruguay. Smithsonian Herpetol. Inf. Serv., 129:1-37.

Achaval, F. & Olmos, A. 2003. Anfíbios y Reptiles del Uruguay. 2a edición. Montevideo, Graphis. 136 p.

Bernarde, P. S.; Kokubum, M. N. C. & Marques, O. A. V. 2000. Utilização de hábitat e atividade em Thamnodynastes strigatus (Günther, 1858) no sul do Brasil (Serpentes, Colubridae). Bol. Mus. Nac. 428:1-8.

Franco, F. L. & Ferreira, T. G. 2002. Descrição de uma nova espécie de Thamnodynastes Wagler, 1830 (Serpentes, Colubridae) do nordeste brasileiro, com comentários sobre o gênero. Phyllomedusa, 1:54-57.

Giraudo, A. 2001. Serpientes de la Selva Paranaense y del Chaco Húmedo. Buenos Aires, L. O. L. A. 328 p.

Lema, T.; Vieira, M. I. & Leitão-de-Araújo, M. 1984. Fauna reptiliana do norte da Grande Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil. Rev. Bras. Zool., 2:203-227.

Peters, J. A. & Orejas-Miranda, B. 1970. Catalogue of the Neotropical Squamata. Part 1, Snakes. US Nat. Mus. Bull., 297:1-347.

Ruffato, R., Di-Bernardo, M. & Maschio, G. F. 2003. Dieta de Thamnodynastes strigatus (Serpentes, Colubridae) no sul do Brasil. Phyllomedusa, 2(1):27-34.

 

Outras informações sobre esta espécie podem ser encontradas em:

(Observação: as informações contidas nos links abaixo listados são de responsabilidade exclusiva de seus respectivos autores).

Para outras informações sobre esta espécie, acesse The Reptile Database.

 

 

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