| Jornal da Universidade | |||||||||
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Ao longo dos últimos nove anos... |
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ADEMAR VARGAS DE FREITAS Jornalista Ao longo dos últimos nove anos, o secretário-executivo da Andifes assessorou nove presidentes da entidade. Também em função de seu trabalho, Gustavo Balduíno, conviveu com dois ministros da Educação, seis secretários da Sesu, três secretários-executivos do MEC, meia dúzia de diretores da Andes e da Fasubra e com mais de 100 reitores das 52 universidades federais. Ele garante que sempre manteve excelente relação com todos. De alguns até ficou amigo. No Congresso, a mesma coisa: foi interlocutor de uma dezena de deputados que passaram pela presidência da Comissão de Educação da Câmara e de outros tantos que foram relatores da Comissão de Orçamento. A cada ano tem um na função, e a cada ano ele está lá, em busca de verbas para as universidades públicas. Essa presença na área da educação em Brasília e sua aparência jovial aos 40 anos têm levado algumas pessoas a chamá-lo, por bem ou por mal, de “o menino da Andifes”. Ele acha graça, e isso o ajuda a descontrair-se um pouco. Lidar com tanta gente, administrando viagens e encontros, é altamente estressante.
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família veio de Patos de Minas (MG) quando Brasília
ainda estava em construção. José Balduino Filho, o
pai, veio em 1958, transferido pela Polícia Federal; Enilda, a mãe,
funcionária dos Correios, veio no ano seguinte, trazendo os três
filhos do casal, Paulo Césio, Nádia e Mariângela. Gustavo
nasceu em Brasília, no dia 5 de junho de 1962. Logo em seguida a
mãe passou no concurso para o Tribunal de Contas da União
e depois fez curso de Direito. O pai também fez curso de Direito
e, com o tempo, ambos se tornaram advogados. Gustavo formou-se em Engenharia Mecânica, pela Universidade de Brasília, em 1989, mas nunca exerceu a profissão. Primeiro porque não era bem o que queria, segundo porque a militância na política estudantil e o acompanhando da luta dos docentes e dos técnico-administrativos o levaram a um caminho diferente. O fato de ter ajudado professores por ocasião da eleição para a Andes (Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior) lhe rendeu um convite para assessorar seu ex-professor e companheiro de militância política no Partido dos Trabalhadores Antônio Ibañez Ruiz, eleito reitor da UnB. Pouco antes de terminar o mandato de Ibanez como reitor, a idéia da Andifes estava saindo do papel e ele foi convidado a trabalhar no projeto. Foi uma espécie de aventura para ele, porque a Andifes era apenas uma ata de criação, não tinha ação política mais organizada, muito menos estrutura administrativa, nem sequer estrutura física. Gustavo foi o primeiro funcionário da Associação. E já começou como secretário-executivo e com uma tarefa especial. O então presidente da associação, Nelson Maculan, reitor da UFRJ, chamou-o e disse: “Temos uma ata, você vai precisar registrar essa ata no cartório, registrar o estatuto, tirar o CGC, e a partir daí vamos criar a Andifes”. Durante os três primeiros meses na Andifes, Gustavo não recebeu salário: sem CGC, a entidade não tinha conta bancária onde as universidades pudessem depositar as contribuições. A sede provisória, no prédio do Crub (Conselho de Reitores das Universidade Brasileiras), era uma sala de 3 por 4 metros. Gustavo conseguiu emprestado uma mesa, uma linha telefônica e uma máquina de datilografia. A partir daí, a Andifes foi crescendo. Com o tempo trocou a máquina de escrever pelo computador e contratou uma telefonista. Há três anos tem sede própria, um conjunto de salas com auditório de 84 lugares no oitavo andar de um prédio do Setor Comercial Sul. Mas a estrutura continua enxuta. São só sete funcionários – contando a copeira, que é terceirizada –, insuficiente para a importância e para o nível da produção em favor das universidades. Gustavo procura descentralizar as tarefas. Algumas coisas se resolvem por si só, outras ele vai cobrando. “Há coisas que se programa para daqui a dois meses, mas que por razões políticas precisam ser antecipadas. Então a gente tem que mudar as ações para dar certo.” Ele diz que muito do que é feito na Andifes não tem resultado imediato. “Quando se briga para contratar professores, o curto prazo que as pessoas vêem é o professor na sala de aula formando aluno de graduação, mas a gente sabe que aquele aluno de graduação vai ser um futuro líder do país.” Gustavo considera que pelo universo de pessoas que reúne e pelo objeto do trabalho, que é a universidade pública – a Andifes é um ambiente onde se tem condição de pensar o futuro do país. “A gente tenta ter aqui uma visão de universidade ligada ao Estado e não de uma universidade ligada ao governo. Os governos passam, a universidade fica. |
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primeiro a chegar o último a sair Pela adversidade demonstrada pelos dirigentes universitários que vêm a Brasília ou por aqueles com quem convive em outras cidades, Gustavo Balduíno, conclui que a Andifes é a síntese do país. “A Associação
Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino
Superior é um ambiente político que sintetiza o Brasil.
Quando se junta o reitor da Universidade Federal do Amapá e a reitora
da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, ou o reitor da Universidade
Federal do Acre e o da Universidade Federal do Rio de Janeiro, se está
sintetizando o Brasil. Eles trazem consigo realidades regionais e, ao
interagir, trocam experiências que dão a cada um deles a
noção de nação, de país, vão
além da fronteira do estado. Então, a Andifes é esse
ambiente político que pode ajudar o Brasil a se desenvolver enquanto
país e como um todo. E também é uma trincheira na
defesa do ensino público de nível superior e dos demais
níveis, juntamente com a Andes, a Fasubra e os partidos políticos.
Se não houvesse um local onde os reitores das universidades federais
pudessem se reunir para discutir desde problemas corriqueiros, do dia-a-dia,
até problemas estratégicos do país, possivelmente
essa luta pelo ensino público seria debilitada. Um reitor tem que
sair de sua reitoria para entender o Brasil.” O DIA DELE ODETE E AS MENINAS
LAZER FAMILIAR DIMENSÃO DE
VIDA DANÇAR, EU? ADOLESCNTES UNIDOS
DVD É O MEU
VÍCIO PÓ DE ARROZ
CORAÇÃO
DE ESTUDANTE CAINDO DA BICICLETA CAINDO DO CAVALO |
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