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Inicialmente,
foram alocados para as obras de reforma cerca de R$ 640 mil, que deverão
atender não só as necessidades dos restaurantes, mas também
das três casas de estudantes. Embora reconheça que as verbas
são pequenas, Maria Beatriz Galarraga, coordenadora da Secretaria
de Assuntos Estudantis (SAE), setor responsável pelos trabalhos,
comemora a conclusão da fase mais urgente da reforma do RU Campus
do Vale. Tanto os projetos das obras como os cronogramas são discutidos
com a participação da Pró-reitoria de Infra-estrutura
da Prefeitura Universitária e da SAE.
A recuperação das duas caldeiras da cozinha acabou com o desperdício
de combustível e vem evitando uma série de riscos para os
funcionários. Além do reparo nas caldeiras, foram realizadas
outras reformas no Campus do Vale. Em função da solicitação
da Secretaria de Saúde, foi erguida um cerca para evitar o acesso
de cães ao restaurante.
Também foi instalada uma cobertura na entrada para proteger os alunos
que ficam na fila em dias de chuva. Outra obra demorada e que levou todo
o período das férias (de 16 de maio a 10 de junho) foi a troca
do piso e forro da cozinha e a recuperação da instalação
elétrica. As reformas no RU do Campus do Vale deverão estar
concluídas ainda este ano.
O próximo restaurante a ser reformado será o da Faculdade
de Agronomia que, embora não represente custos altos, tem como inconveniente
a necessidade de interdição temporária do fornecimento
de refeições. As obras – avaliadas entre R$ 60 mil e R$ 70
mil – vão desde a reforma hidro-sanitária e elétrica
da cozinha e do refeitório, até a pintura e troca de piso
e devem ter início em agosto. Mas os usuários serão
previamente avisados.
O RU do Campus Central, que exige menores reparos, terá um projeto
especial de manutenção ao encargo da Prefeitura Universitária.
Estão previstas reformas nos banheiros e no setor de lavagem de bandejas.
O projeto mais ousado coube ao restaurante do Campus da Saúde. Será
construído um prédio anexo com refeitório de 1.200
lugares e que comportará, no primeiro piso, a Gráfica da Universidade,
a Editora da UFRGS e uma sala destinada ao DCE. O projeto arquitetônico
já está pronto e as obras deverão começar ainda
este ano.
SURPRESA
Desde janeiro, a freqüência diária dos quatro restaurantes
tem causado surpresa. “Houve um aumento de 40 a 50%”, diz Maria Beatriz,
com base no levantamento realizado pela SAE referente aos anos de 1999
a 2002. Em janeiro deste ano, foi batido o recorde de refeições
servidas por mês nos quatro restaurantes: 63.102 refeições.
Em 2000 e 2001, a média-mês ficou entre 30 mil e 36 mil refeições.
Nos quatro primeiros meses de 2002 foram servidas, em média, 53.617
refeições por mês.
Para a coordenadora do SAE, o aumento da procura dos serviços prestados
pelos RUs, embora cause satisfação, indica que houve perda
do poder aquisitivo dos alunos, e isso é preocupante. Em contrapartida,
o empenho para qualificar as refeições não pára
nem em período de greve. Durante a última paralisação
na UFRGS (julho a novembro de 2001) apenas dois restaurantes permaneceram
em funcionamento, e as nutricionistas dos estabelecimentos fechados aproveitaram
para fazer um estudo de especificações dos alimentos e materiais
de limpeza usados nos Rus, para servir de referência na hora de
encaminhar as listas de produtos a serem comprados via licitação.
“Além de garantir a melhora dos produtos, houve economia”, comenta
a coordenadora. Somada à especificação dos produtos,
a redução do período de uma licitação
para outra diminui de anual para quadrimestral. Essas modificações
garantem aos usuários o consumo de produtos semelhantes ou iguais
aos consumidos em casa. “Estamos comprando massa Coroa e feijão
Biju”, cita como exemplo Maria Beatriz. Ela garante também que
o reabastecimento de quatro em quatro meses proporcionará melhor
qualidade aos alimentos.
TOPO
CAPA
IV Jornada de Treinamento
no Portal Periódicos
No final de maio, a UFRGS sediou a IV Jornada de Treinamento no Portal
Periódicos da Capes. A coordenação local ficou com
a Biblioteca Central da Universidade, sob a direção de Rejane
Raffo Klaes, contando também com o apoio do Instituto de Informática,
que cedeu um de seus laboratórios de ensino. O evento reuniu 26
bibliotecários de 14 universidades do Rio Grande do Sul, Santa
Catarina e Paraná.
“Aqui foi um dos poucos lugares em que demos o treinamento com um computador
para cada participante”, comentou Elenara Chaves Edler de Almeida, coordenadora
de Acesso à Informação Científica e Tecnológica.
Segundo ela, o treinamento, realizado nas principais cidades do País,
é fundamental para que os bibliotecários conheçam
e aprendam a utilizar os recursos do Portal, servindo de multiplicadores
e divulgadores para a comunidade acadêmica.
Atualmente o Portal (http:www.periodicos.capes.gov.br) permite acesso
imediato ao texto completo de artigos de mais de 2.400 revistas científicas
nacionais e estrangeiras publicadas a partir de 1995. A pesquisa bibliográfica
é agilizada por meio de ferramentas de buscas em bases de dados
referenciais nas diversas áreas do conhecimento, tendo sido agregadas
duas bases referenciais que cobrem as áreas de Matemática
e Filosofia.
TOPO
CAPA
Pergunte
ao Professor
Qualquer
leitor (mesmo que não seja aluno da Universidade) pode encaminhar
suas dúvidas ao jornal por carta ou por e-mail. A questão
será encaminhada ao setor correspondente e a resposta sairá
na edição seguinte. Comunique-se com esta seção
em carta para: Jornal da Universidade, Avenida Paulo Gama, 110, 8o andar,
Porto Alegre, RS, CEP 90046-900 ou pelo e-mail jornal@ufrgs.br . Não
esqueça de informar nome, cidade e profissão.
A batata
yacon e o diabetes
PERGUNTA
1
– Qual a verdade sobre o tubérculo conhecido como batata yacon?
Ouvi dizer que diminui os níveis de açúcar no sangue
e que auxilia no tratamento da diabetes e do colesterol.
Aureliano Amaro da Silveira,
estudante, POA
RESPOSTA
– Quem responde é a professora Ingrid Barros, do Departamento de
Horticultura da Faculdade de Agronomia da UFRGS.
“A batata yacon é uma planta nativa do Peru, e seu nome científico
é Polymnia sonchifolia. Já foi comprovado que esse vegetal
tem efeito hipoglicemiante e atua sobremaneira na diabetes. Atualmente,
essa planta está sendo muito estudada por cientistas japoneses
e americanos. No Brasil o maior grupo de estudo está em São
Paulo, mas a Horticultura da UFRGS também está se interessando
no estudo de suas propriedades medicinais.
A verdade sobre
o tendão-de-aquiles
PERGUNTA 2 – Apesar de que, na mitologia, o tendão-de-aquiles
apareça como o ponto mais vulnerável, ouvi dizer que em nós
humanos e simples mortais ele é o mais resistente a trações:
poderia puxar um caminhão sem arrebentar, é verdade?
Simone Scherer, estudante, POA
RESPOSTA
2 – Quem responde é o professor Luiz Roberto Stigler Marczyk,
do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina
da UFRGS.
“Na verdade, o tendão-de-aquiles é o tendão único
dos músculos gastrocmêmios e do músculo solear, chamado
também de tendão do músculo tríceps sural.
É muito resistente e, junto com o tendão quadriceptal, forma
a dupla de tendões mais fortes do corpo humano.
Mas, apesar de sua grande resistência, às vezes, o tendão-de-aquiles
sofre com os efeitos de enfermidades como diabetes, artrite reumatóide,
lupus etc., e pode romper-se espontaneamente. Por excesso de uso ou mau
uso, o tendão-de-aquiles de alguns atletas pode sofrer tendinites
e tendinoses, que às vezes evoluem para rupturas durante a prática
esportiva.
De acordo com a mitologia grega, logo após o nascimento, a mãe
de Aquiles o segurou pelo tendão do tríceps sural (suficientemente
fortes para sustentar o peso do corpo) e o mergulhou no mar para que se
tornasse invulnerável. Como a água não tocou a pele
no ponto em que estava sendo segurado, essa parte não adquiriu
imunidade. Depois de adulto, Aquiles acabou morrendo ao ser atingido por
uma flecha no calcanhar.
Quanto a poder ser usado para puxar um caminhão, é apenas
força de expressão, usada para dar uma idéia de sua
resistência. Para sabermos se pode realmente puxar um caminhão,
teríamos que descrever o tipo de caminhão, modelo, tamanho,
peso, carregamento etc.
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