fechar

Edificações e Sítios Tombados em Nível Estadual

Edificações

 

 

Informações sobre as edificações:

 

PALÁCIO PIRATINI

Denominação do edifício: Palácio Piratini e bens móveis e integrados
Endereço: Rua Duque de Caxias - Esq. Praça Mal.Deodoro - Porto Alegre – RS:
Função atual: Palácio do Governo / Residência do Governador
Informações histórico-morfológicas:
As obras de construção do Palácio iniciaram-se em 1909, sendo um projeto do arquiteto francês Maurice Gras. Serviu de sede ao Governo do Estado a partir de 1921, no governo de Borges de Medeiros. No entando, sua construção só foi concluída em 1971, no governo de Peracchi Barcelos.
Abrigando diversas obras de arte, entre as quais pinturas de Aldo Locatelli, no ano 2000 o Palácio teve a sua proteção ampliada com o tombamento pelo IPHAN.

Áreas
Ala governamental 5.334,00 m²
Ala residencial 3.360,00 m²
Galpão crioulo 343,54 m²
Total área construída 9,037,54 m²

Jardins 8.560,00 m²
Área total terreno

Fonte:
http://www.iphae.rs.gov.br/Main.php?do=BensTombadosDetalhesAc&item=16108


ANTIGO CINE TEATRO CAPITÓLIO

Denominação do edifício: Antigo Cine Teatro Capitólio
Endereço: Rua Demétrio Ribeiro, 1085- Porto Alegre – RS
Função atual: Desocupado para restauração, futura Cinemateca.
Informações histórico-morfológicas:
Na década de 1920 surgiram nada menos que 10 novos cinemas em Porto Alegre, já que o cinema era uma importante opção de lazer e cultura para a população da cidade. Projetado e construído pelo engenheiro Domingos Rocco, o Cine Theatro Capitólio foi inaugurado em 12/10/1928. O proprietário era José Luiz Faillace. O prédio eclético, com fachadas e espaços internos ornamentados, possuía uma grande sala de projeção com capacidade para 1295 lugares e equipamentos avançados para a época. Além de filmes, o Cine Theatro Capitólio apresentava peças de teatro, bailes e até concursos de misses. Na década de 60 iniciou-se o processo de decadência dos cinemas de calçada, devido ao surgimento da televisão e outros fatores. Inúmeros cinemas tiveram de fechar suas portas devido à crise. Em 1969 o filho do fundador Faillace arrendou a casa ao Grupo Serrador, de São Paulo, e o prédio foi reformado. Houve alterações externas, como troca de letreiro, da posição da bilheteria, da cor externa e interna; internamente, houve a retirada das galerias laterais, colocação de painéis decorativos nas aberturas, ampliação da tela e outros. O cinema passou a chamar-se Premier. A casa foi fechada definitivamente em 1994, como conseqüência da crise que afetava os cinemas de rua.
A importância do Cine Teatro Capitólio para a cidade de Porto Alegre foi reconhecida já em 1979, quando o prédio foi incluído na listagem do 1º PDDU (Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano) como prédio de interesse cultural com vistas à preservação. Também foi incluído na revisão do Inventário dos Bens Culturais Imóveis do Município de Porto Alegre, em 1995. Neste ano a propriedade do Cinema Capitólio passou ao Município, e o prédio foi transformado em patrimônio municipal, através da Lei 365/95. Em 2002 ocorreu o tombamento municipal.
Em 1997 foi lançado oficialmente o projeto SESC/Capitólio, no qual o prédio era cedido ao SESC, e este assumia a sua restauração, mas o projeto não teve sucesso. Já bastante deteriorado, depois de ter passado por um incêndio e por vários anos de abandono, o antigo cinema passou a ser restaurado em 2004, através de um convênio entre a FUNDACINE e a Prefeitura Municipal de Porto Alegre, com apoio da AAMICA (Associação dos Amigos do Cinema Capitólio). O projeto é patrocinado pela Petrobrás, através da Lei Rouanet, do Governo Federal. No prédio deverão funcionar as instalações da Cinemateca Capitólio, cuja gestão será compartilhada entre a Fundacine e a Secretaria Municipal de Cultura. Haverá arquivos climatizados e salas para a conservação e restauração de filmes. Irá contar com uma sala de cinema de 188 lugares, salas de projeção multimídia, área de acervo, biblioteca, café e espaço de exposição.
O pedido de tombamento foi feito ao IPHAE pela direção do IECINE – Instituto Estadual de Cinema em 2006. Após vistorias, relatórios fotográficos e analise do material existente, o IPHAE concluiu pelo tombamento estadual do bem cultural.
Fonte:
http://www.iphae.rs.gov.br/Main.php?do=BensTombadosDetalhesAc&item=20802


ANTIGA PROVEDORIA DA REAL FAZENDA

Denominação do edifício: Antiga Provedoria da Real Fazenda
Endereço: Rua Duque de Caxias, 1029, Porto Alegre – RS
Função atual: desocupado para restauração, futuro Memorial da Assembléia Legislativa
Informações histórico-morfológicas:
A Antiga Provedoria da Real Fazenda é provavelmente a única edificação de Porto Alegre que remonta ao século XVIII. Prédio mais antigo de Porto Alegre, sua construção foi concluída em 1790, no governo de José Marcelino de Figueiredo, pelo engenheiro militar capitão Alexandre José Montanha, contendo apenas um pavimento. Localizado em frente à Praça da Matriz, formava conjunto com o antigo palácio do governo, à esquerda, mais tarde demolido para dar lugar ao atual Palácio Piratini. O prédio foi construído para sediar a Provedoria da Real Fazenda e logo começou a funcionar como a Casa da Junta, Câmara e Cadeia. Em 1828 passou a abrigar o Conselho-Geral da Província, que mais tarde foi substituído pelas Assembléias Provinciais. Em 1835 passou a sediar a Assembléia Legislativa da Província, nela circulando importantes figuras do cenário gaúcho.
Originalmente a edificação apresentava apenas um pavimento, com planta retangular, beirado e águas furtadas, de acordo com os padrões da arquitetura colonial. Foi reformado em 1860, quando foi acrescentado o segundo pavimento e desapareceram suas características coloniais, recebendo influências neoclássicas, como a platibanda e os vãos em arco pleno.
Durante três períodos a assembléia esteve em recesso prolongado: de 1835 a 1845, devido à Revolução Farroupilha; entre 1865 e 1870, em função da guerra do Paraguai e de 1837 a 1847, como decorrência da instituição do Estado Novo, quando as portas do casarão permaneceram fechadas por quase dez anos. O prédio foi totalmente reformado para receber os novos deputados da terceira Assembléia Constituinte da história gaúcha, instalada em 1947. O casarão foi utilizado pela Assembléia Legislativa até a conclusão da nova sede, o atual Palácio Farroupilha, em 1967. Na reforma de 1982 o prédio foi recuperado, com a substituição dos elementos deteriorados e a instalação de redes de infra-estrutura, e passou a ser ocupado pela Casa Civil.
Em 2004 o casarão foi retomado pela Assembléia, sendo restaurado para abrigar o Memorial do Legislativo, com a museografia, banco de dados, fotos, filmes, documentação, mobiliário e objetos antigos que compõem a história da do Parlamento gaúcho.
Fonte:
http://www.iphae.rs.gov.br/Main.php?do=BensTombadosDetalhesAc&item=15731


CASA DE CULTURA MÁRIO QUINTANA

Denominação do edifício: Antigo Hotel Majestic (Casa de Cultura Mário Quintana)
Endereço: Rua dos Andradas, 736 - Porto Alegre – RS
Função atual: Casa de Cultura Mário Quintana
Informações histórico-morfológicas:
A construção do edifício do Hotel Majestic, hoje Casa de Cultura Mário Quintana, ocorreu entre os anos de 1916 e 1933, através da empresa construtora de Rudolf Ahrons. O prédio foi projetado pelo arquiteto Theodor Wiederspahn, nascido na Alemanha e residente no Brasil desde 1908. O imóvel é composto por dois blocos interligados através de passarelas que passam por cima da via pública (Travessa Araújo Ribeiro).
Os anos trinta e quarenta foram os de maior sucesso do Majestic, período em que nele se hospedaram desde políticos importantes, como Getúlio Vargas, a artistas famosos, porém, nos anos posteriores, o hotel foi vítima da desfiguração que atingiu o centro da maioria das cidades, passando a sofrer a concorrência de novos hotéis que contavam com instalações mais amplas e modernas. Foi desativado e tornou-se uma espécie de hotel residencial ou grande pensão, tendo hospedado, de 1968 a 1980, o poeta Mário Quintana. Em julho de 1980 o antigo prédio do Hotel Majestic foi comprado pelo Banrisul e em 1982 o governo do Estado o adquiriu do Banrisul. Um ano mais tarde, o prédio foi arrolado como Patrimônio Histórico, tendo início, a partir de então, sua transformação em espaço cultural. No mesmo ano, através da lei 7803 de 8 de julho, recebeu a denominação de Casa de Cultura Mário Quintana, passando a fazer parte da então Subsecretaria de Cultura do Estado.
As obras que transformaram o prédio em centro cultural finalizaram em 1990. Em 2002 foram realizadas novas obras de recuperação e restauração, devido a infiltrações e problemas nos rebocos. Os espaços tradicionais da Casa de Cultura Mário Quintana estão voltados para o cinema, a música, as artes visuais, a dança, o teatro, a literatura, a realização de oficinas e eventos ligados à cultura.
Fonte:
http://www.iphae.rs.gov.br/Main.php?do=BensTombadosDetalhesAc&item=15910


ANTIGO PALÁCIO DO GOVERNO (FORTE APACHE)

Denominação do edifício: Antigo Palácio do Governo (Forte Apache)
Endereço: Praça Mal. Deodoro, 110 - esq. Jerônimo Coelho - Porto Alegre – RS
Função atual: Memorial do Ministério Público
Informações histórico-morfológicas:
O prédio conhecido como Forte Apache originalmente foi construído para sediar a Assembléia Legislativa Provincial; inicialmente possuía subsolo, dois pavimentos e dois torreões. Em 1871 foi concluída a primeira etapa de obras e em 1894 foi construída a ala sul, com repartições públicas e a Estação do Telégrafo, dando ao prédio a forma de "U". Em 1896 foi acrescentado o terceiro pavimento, ficando o prédio com apenas um torreão na esquina. A partir desta data o imóvel passou a ser a sede do Governo do Estado, sob a denominação de Palácio Provisório, até que fosse concluído o Palácio Piratini, em 1921. No terreno estão edificados, além do prédio principal, as antigas cocheiras e estrebarias, construídas em 1906 para a guarda do Palácio Provisório. O prédio recebeu várias denominações durante sua história: Edifício para Assembléia Provincial, Edifício das Repartições Públicas, Edifício das Obras Públicas e Palácio das Cocheiras. No meio popular, é fortemente reconhecido pelo nome de "Forte Apache", em função de sua forma quadrada e do torreão na esquina.
Sem manutenção adequada, a edificação deteriorou-se, tendo sido desativada por más condições de habitabilidade.
O prédio, de propriedade do Poder Executivo, foi cedido ao Judiciário em troca da restauração e recuperação do mesmo. Em 2002 foram concluídas as obras de restauração, preservando e recuperando suas características originais, às quais foram acrescentados elementos contemporâneos, para que pudesse ser adaptado à função atual de Memorial do Ministério Público.
Fonte:
http://www.iphae.rs.gov.br/Main.php?do=BensTombadosDetalhesAc&item=15729


ARQUIVO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL

Denominação do edifício: Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul Endereço: Rua Riachuelo, 1031- Porto Alegre – RS
Função atual: Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul
Informações histórico-morfológicas:
Os prédios do Arquivo Público do Estado compreendem um conjunto arquitetônico eclético, com fins de guarda e preservação dos bens documentais estaduais. Entre os anos de 1910 e 1918 foi construído um prédio especialmente para abrigar os acervos forenses e administrativos do estado, constituído de duas alas em “L”. A construção do primeiro pavilhão foi iniciada em 1910 e concluída em 1912. Em 1918 foi construído o segundo pavilhão. Os prédios de alvenaria possuem escadas e pisos de ferro e prateleiras de concreto armado, que na época representava segurança máxima para a conservação de documentos.
Em 1948 foi iniciada uma nova edificação, destinada às atividades administrativas, concluída em 1950. Foi pouco usada como arquivo. Seus espaços abrigaram o Colégio Júlio de Castilhos, após o incêndio de 1948, a Secretaria de Administração e a Junta Comercial. Somente após 1999 este terceiro prédio passou a ser utilizado pelo Arquivo Público.
O pedido de tombamento estadual foi feito pela Direção do Arquivo em 1991 e o tombamento efetivou-se no mesmo ano, considerando parecer do IPHAE, através de portaria da Secretaria de Estado da Cultura. O parecer dá ênfase à ação do governo Borges de Medeiros para a guarda e preservação do patrimônio documental gaúcho e também destaca a localização do bem, inserido no espaço urbano do Centro Cultural da capital.
Fonte:
http://www.iphae.rs.gov.br/Main.php?do=BensTombadosDetalhesAc&item=15733


AG. MATRIZ BANCO MERICIONAL S.A

Denominação do edifício: Ag. Matriz Banco Mericional S.A
Endereço: Rua Sete de Setembro, 1028- Porto Alegre – RS
Função atual: Centro Cultural Santander - Setor administrativo do banco
Informações histórico-morfológicas:
O prédio tombado da Antiga Agência Central do Banco Meridional, atual sede do Santander Cultural, está localizado junto à Praça da Alfândega, no centro de Porto Alegre. Foi construído para ser a sede do Banco Nacional do Comércio (que sucedeu ao Banco da Província, o primeiro banco do Estado, fundado em 1858) e mais tarde sediou o Banco Sulbrasileiro e o Meridional.
A construção do prédio foi iniciada em 1927, com a contratação do Eng. Hipólito Fabre, de origem francesa, para projetar e supervisionar a obra. O escultor Fernando Corona projetou as fachadas, os detalhes de molduras e ornamentos. Para projetar os interiores foi contratado o arquiteto polonês Stephan Sobczak. As esculturas existentes sobre o arco da entrada principal foram executadas pelo escultor Alfredo Staege. A firma do arquiteto Theo Wiederspahn também teve participação no projeto arquitetônico. A construção do prédio foi concluída em 1931. Possui 5.600 m2.
A linguagem arquitetônica é eclética, com predominância de elementos neoclássicos. De planta retangular, possui três pavimentos, com a parte central iluminada por grandes vitrais no teto, importados da França, bem como os pisos, vidros, portas e revestimentos. As fachadas imponentes possuem base de granito e são revestidas por cirex (massa raspada, mica), apresentando molduras com elementos escultóricos e decorativos, bem como colunas lisas em ordem colossal com capitéis coríntios.
Os acessos são feitos por escadas externas nas entradas da rua Sete de Setembro (hoje incorporada pela praça da Alfândega) e da rua Siqueira Campos.
A edificação foi restaurada recentemente pelo Banco Santander (que incorporou o Banco Meridional; que por sua vez sucedeu ao Banco Sulbrasileiro; este foi criado a partir da junção de vários bancos, entre os quais o Banco Nacional do Comércio). O projeto de restauro e adaptação transformou o edifício em um moderno espaço cultural, integrando-se ao conjunto de outros espaços culturais no centro da cidade, entre os quais o MARGS, o Memorial do RS e o Centro Cultural CEEE/Érico Veríssimo.
Fonte:
http://www.iphae.rs.gov.br/Main.php?do=BensTombadosDetalhesAc&item=15900


PRÉDIO FORÇA E LUZ (MUSEU DA ELETRICIDADE)

Denominação do edifício: Prédio Força e Luz (Museu da Eletricidade)
Endereço: Rua Andradas, 1223 - Porto Alegre – RS
Função atual: Centro Cultural CEEE/Érico Veríssimo
Informações histórico-morfológicas:
Concluído em 1928, o prédio possui características ecléticas, com uma fachada principal profusamente ornamentada, apresentando detalhes decorativos, esculturas, arcos, colunas e sacadas. Nele funcionava a Companhia Energia Elétrica Riograndense, mais tarde CEEE (Companhia Estadual de Energia Elétrica).
A construção foi iniciada em 1926, sob a responsabilidade do Eng. Adolfo Stern. Objetivava a ampliação das dependências do famoso Clube dos Caçadores, ponto de encontro obrigatório de políticos e intelectuais, que tinha entrada pela Rua Andrade Neves. Em 1929 foi alugado para a empresa norte-americana Foreign Light and Power, que explorava a produção e distribuição de energia elétrica. Em 1959 houve a encampação da companhia americana. Em torno do ano de 1964 o prédio, que era do Jockey Club do Rio Grande do Sul, foi desapropriado para tornar-se propriedade da Companhiua Estadual de Energia Elétrica.
Foi tombado pelo Estado em 1984. Nesta época abrigava o MERGS - Museu da Eletricidade do Rio Grande do Sul, bem como uma loja comercial da CEEE no pavimento térreo.
Em 2002 o prédio foi restaurado e adaptado para seu novo uso como centro cultural, conservando as características originais que o caracterizam.
O Centro Cultural CEEE Erico Verissimo é o resultado de um esforço conjunto entre a CEEE (Companhia Estadual de Energia Elétrica), a ALEV, Associação Cultural Acervo Literário de Erico Verissimo e a PUCRS, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.
No local, além do acervo de Erico Verissimo, o público tem acesso às obras de outros autores. O Museu da Eletricidade do Rio Grande do Sul, órgão cultural da CEEE, também possui espaço nobre no Centro Cultural.
Fonte:
http://www.iphae.rs.gov.br/Main.php?do=BensTombadosDetalhesAc&item=16114


MUSEU DE ARTE DO RIO GRANDE DO SUL – ADO MALAGOLI (MARGS)

Denominação do edifício: Museu de Arte do Rio Grande do Sul – Ado Malagoli (MARGS)
Endereço: Praça Barão do Rio Branco, s/n - Porto Alegre – RS)
Função atual: Museu de Arte
Informações histórico-morfológicas:
O Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli é uma instituição da secretaria de Estado da Cultura. Criado em 1954 (decreto nº 5066) e organizado pelo artista e professor paulista Ado Malagoli, o Museu já ocupou diversos espaços em Porto alegre, entre eles o foyer do Theatro São Pedro. Somente em 1978 a instituição instalou-se na Praça da Alfândega, no prédio da antiga Delegacia Fiscal, onde permanece até hoje.
Construído em 1913 para abrigar a Delegacia Fiscal, o imponente prédio da Praça da Alfândega, de quase cinco mil metros quadrados, foi projetado pelo arquiteto alemão Theo Wiederspahn e construído pela firma do engenheiro Rudolf Ahrons. A suntuosidade da construção, com seus vitrais, mármores e ornamentos, materializava, no início do século, o ideal de modernização e progresso da república positivista gaúcha. A decoração ornamental do prédio do MARGS foi executada pelas oficinas de escultura de João Vicente Friederichs, com os ornamentistas Victorio Livi, Franz Radermacher e do escultor Alfred Adlof, responsável pelas figuras da fachada.
Em 1974 o Decreto Federal nº 73.789 autorizava a cessão de uso do prédio ao Estado para abrigar o Museu de Arte do Rio Grande do Sul. Apesar disso, a ocupação da sede definitiva só ocorreu em 1978. Em 1983 o imóvel foi indicado para constar no Livro Tombo Histórico do Estado, através da Portaria nº 04/83. Em 1984 foi reconhecido como de interesse público por seu valor histórico-arquitetônico, através da Portaria nº 03/84. Em 1985 foi feito o tombamento definitivo em nível estadual pela Portaria nº 1/85, ratificando a portaria anterior.
Em 1997 o prédio do MARGS foi submetido a um amplo processo de restauração. Porém, antes da conclusão total das obras, o Museu foi uma das sedes da I Bienal do Mercosul e, por decreto oficial, passou a chamar-se Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli, em homenagem ao seu patrono.
Em 2006 e 2007 passou por novas obras, para sanar problemas em coberturas e calhas.
Fonte:
http://www.iphae.rs.gov.br/Main.php?do=BensTombadosDetalhesAc&item=16100

 

MUSEU DA COMUNICAÇÃO SOCIAL HIPÓLITO JOSÉ DA COSTA


Denominação do edifício: Museu da Comunicação Social Hipólito José da Costa
Endereço: Rua Andradas, 959/963 - Porto Alegre – RS)
Função atual: Museu da Comunicação
Informações histórico-morfológicas:
O prédio onde se localiza o museu foi construído no ano de 1922 para abrigar um dos órgãos do Partido Republicano Riograndense, o jornal “A Federação”, criado em 1884. O jornal expressava o ideário da filosofia positivista no estado sob o lema da “Ordem e Progresso”.
O projeto do prédio foi executado pelo engenheiro da Secretaria de Obras Públicas Theóphilo Borges de Barros. Sua estatua localizada no frontão da fachada principal foi executada pelo escultor veneziano Luiz Sanguin como forma de simbolizar a imprensa.
Sua inauguração ocorreu durante as comemorações do centenário da Independência do Brasil. Em 1934, o jornal foi adquirido pelo estado se tornando o Diário Oficial. A extinção do jornal ocorreu em 1937 com a formação do Estado Novo, comandado por Getulio Vargas, que passou a exercer controle sobre a imprensa no país através do Departamento de Imprensa e Propaganda. Nesta época Emilio Kemps assumiu a direção da imprensa oficial do Rio Grande do Sul fundando o “Jornal do Estado”. Apenas em 1942 foi reativado o Diário Oficial que em 1973 gerou a Companhia Riograndense de Artes Gráficas.
O museu foi criado em 1974, segundo projeto idealizado pelo jornalista Sérgio Dillenburg e defendido pelo presidente da Associação Riograndense de Imprensa Alberto André. Seu acervo inicial possuía arquivos do antigo Departamento de Assuntos Culturais do Rio Grande do Sul. Sua função seria a de guardar e divulgar a memória dos meios de comunicação social do Rio Grande do Sul. Nele se encontra o arquivo de periódicos, Museu de Imagem e Som e Museu de Propaganda.
O museu se situa no mesmo prédio, desde sua fundação, e recebeu seu nome em homenagem ao fundador do primeiro jornal brasileiro, o “Correio Braziliense”, criado no ano de 1808.
Sua inscrição no Livro Tombo foi solicitada pelo DIPHIC por sua historicidade, que teve sua construção iniciada para servir de sede do jornal A Federação, e por seu valor arquitetônico, de estilo neoclássico, o que foi concretizado pela portaria 06/82. Através do parecer 751 da Câmara de Patrimônio Histórico foi ressaltado o tombamento do prédio do Museu da Comunicação Social que foi efetivado através da portaria de número 017/86.
Fonte:
http://www.iphae.rs.gov.br/Main.php?do=BensTombadosDetalhesAc&item=16104


PALÁCIO DO VICE-GOVERNADOR

Denominação do edifício: Palácio do vice-governador
Endereço: Rua Cristóvão Colombo, 300 - Porto Alegre – RS):
Função atual: Palácio do vice-governador
Informações histórico-morfológicas:
O Palacinho foi construído pelo engenheiro italiano Armando Boni, que chegou ao Brasil em 1910. A construção do palacete, que se destinava-se a hospedar o Conde Galezzo Ciano, genro de Benito Mussolini, em viagem pela América do Sul, foi encomendada pelo comerciante Santo Meneghetti em 1926. Em janeiro de 1954 o imóvel foi desapropriado por decreto pelo Governador do Estado, para sediar o Departamento Estadual do Serviço Público.
Mais tarde passou a ser a residência oficial do Vice-governador, sendo hoje conhecido como Palacinho.
O prédio situa-se em terreno de esquina com aproximadamente 500 m². Construído em alvenaria no alinhamento do passeio público, apresenta porão alto com janelas gradeadas, dois pavimentos, um terraço e ainda um subsolo.
Apresenta volumetria e frontaria basicamente neoclássicas e elementos mistos, que lhe conferem aparência eclética. O prédio é rico em ornamentos, frisos, vitrais e pinturas.
Fonte:
http://www.iphae.rs.gov.br/Main.php?do=BensTombadosDetalhesAc&item=16110


PRAÇA DA ALFÂNDEGA E ENTORNO

Denominação do sítio: Praça da Alfândega e entorno
Endereço: Praça da Alfândega s/n - Porto Alegre – RS
Função atual: Praça e Prédios Públicos
Informações histórico-morfológicas:
O bem tombado consiste em uma área que abrange a Praça da Alfândega (antiga praça Senador Florêncio), Largo dos Medeiros, o prédio da Antiga Alfândega (Secretaria da Receita Federal), o prédio da Secretaria da Fazenda (que inclui a Antiga SDO).
Na época em que o rio tangenceava a praça, o Governador Paulo Gama solicitou em 1804 que se erguesse uma "ponte sobre o rio, com cais e trapiche para o desembarque de gêneros e serventia pública". Os prédios da Delegacia Fiscal, Alfândega, Correios e Telégrafos e hotéis formavam um conjunto de atividades que demonstram com clareza que ali era a porta de entrada da cidade.
O local costumava ser ponto de encontro da população, onde podiam desfrutar de cinema, teatros, mesas e sombra para conversas, reunião de artistas, intelectuais e politicos.
Fonte: http://www.iphae.rs.gov.br/Main.php?do=BensTombadosDetalhesAc&item=16112


USINA DO GASÔMETRO

Denominação do edifício: Usina do Gasômetro
Endereço: Rua General Salustiano, 21- Porto Alegre – RS
Função atual: Espaço Cultural
Informações histórico-morfológicas:
Inaugurada em 11 de novembro de 1928, a edificação foi projetada para gerar energia elétrica à base de carvão mineral para o município. Localiza-se junto ao rio, em terreno conquistado ao Guaíba. Contribuiu de forma significativa para a modernização não apenas da cidade de Porto Alegre, mas também do Brasil, quando a industrialização nacional dava os seus primeiros passos. O projeto da construção veio da Inglaterra, assim como todas as máquinas e materiais. Localizada na chamada Praia do Arsenal e, próximo a ela, na antiga Rua Pantaleão Telles - atual Washington Luiz -, havia outra edificação desde 1874: a usina conhecida como o Gasômetro, onde era produzido o gás utilizado para a iluminação de rua da cidade. Popularmente, o perímetro entre as ruas Pantaleão e General Salustiano era chamado de "volta do Gasômetro", o que explica o prédio receber esta denominação. Em 1928, a Usina assumiu os serviços de geração, distribuição de eletricidade, produção e distribuição de gás. O carvão mineral era transportado através do Guaíba das minas de São Jerônimo.
O prédio da usina era dividido em três áreas: Sala das caldeiras, no segundo pavimento, onde o carvão chegava por esteiras desde o descarregamento dos navios no cais da Usina. Aquecido nas caldeiras o carvão transformava-se em energia térmica. Sala das máquinas e geradores, onde a energia térmica era transformada em energia elétrica. Sala dos aparelhos, onde ficavamm os transformadores, aparelhos responsáveis pelo sistema de distribuição da energia gerada na Usina.
Durante nove anos a Usina funcionou com duas pequenas chaminés que despejavam fuligem de carvão sobre as casas das redondezas. Para sanar este problema, em 1937 foi construída da nova chaminé, com altura de 117m. A chaminé da Usina tornou-se um ponto de referência arquitetônico e geográfico da cidade.
A usina foi desativada em 1974 e entrou em decadência. A intenção do governo municipal era demolí-la e aproveitar a áea como extensão da Avenida Perimetral. Através de um movimento de preservação encampado por várias entidades civis, a usina foi salva da demolição. Em 1982, a Eletrobrás cede e transfere ao município de Porto Alegre o uso do terreno. A edificação foi tombada pelo município em 1982 e pelo estado em 1983. Restaurada pelo município a partir de 1988, passou a funcionar como Centro Cultural em 1991. Possui seis pavimentos e 11.300 m² e abriga um cinema, auditórios, salas de exposição, de múltiplos usos e outros.
Fonte:
http://www.iphae.rs.gov.br/Main.php?do=BensTombadosDetalhesAc&item=16118


Maiores informações sobre as edificações entrar em contato com:
IPHAE

• Horário de atendimento para pesquisa
: segunda a sexta-feira das 09h00 às 18h00
Endereço: Av. Borges de Medeiros, 1501- 19º andar, Porto Alegre-RS- CEP: 90110-1150
Telefones: (51) 3288-7534/(51) 3388-7532
Email: iphae@via-rs.net
Site: http://www.iphae.rs.gov.br/Main.php?do=paginaInicialAc&Clr=1 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Museu Itinerante Memória Carris

  • fotos
  • publicações
  • áudios
  • vídeos
  • todos

Dossiê Educação Patrimonial: percursos, concepções e apropriações

A última edição da Revista Mouseion - n. 19 (2014) - conta com a publicação do "Dossiê Educação Patrimonial: percursos, concepções e apropriações", organizado por Zita Rosane Possamai e Carmem Zeli de Vargas Gil.
Disponível em: www.revistas.unilasalle.edu.br/index.php/Mouseion

  • login:
  • senha:


cadastre-se »