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Wednesday, 20 September 2006 - 5:27 pm
O bonde da participação

Agora é o Globo Online que lança um canal participativo, o Eu-Repórter. A primeira notícia parece ser de 6 de setembro. Funciona nos mesmos moldes do VC Repórter, FotoRepórter, Minha Notícia e outros canais de webjornalismo participativo abertos por webjornais brasileiros. É preciso fazer cadastro e os editores escolhem o que será ou não publicado.

O Globo Online, aliás, fez uma reforma que conseguiu deixar seu site ainda mais difícil de lidar para os blogueiros. Em primeiro lugar, estão exigindo mais dados do cadastrado, inclusive CPF. O que esses caras querem com meu CPF? Agora, só é possível ler as colunas na reprodução da edição impressa, bem ruinzinha de ler. Ou ao menos deram um jeito de escondê-las ainda mais. Continua sendo impossível copiar e colar texto, o que prejudica os blogueiros que queiram citar matérias do jornal. Na verdade, nem vale a pena citar o Globo Online, já que as matérias entram no arquivo após algum tempo e todos os links são quebrados. É um dos poucos webjornais brasileiros que ainda tentam controlar o conteúdo, evidenciando a falta de compreensão da gerência a respeito de como a Web funciona.

Por Marcelo Träsel | Comments (2)
Categoria: Jornalismo online
 
 
Wednesday, 13 September 2006 - 6:33 pm
Mais um passo rumo à participação

Após o Minha Notícia, agora o portal iG abre mais um espaço de webjornalismo participativo: Jornal de Debates, sob responsabilidade de Paulo Markun. Trata-se de uma versão eletrônica do jornal que circulou nos anos 40, o que aliás prova que a interação do cidadão com a mídia não nasceu com a Internet. Apenas se potencializa.

As regras são:

“Todo e qualquer internauta poderá participar do JORNAL DE DEBATES, desde que preencha o cadastro e aceite o termo de responsabilidade. Seu primeiro artigo, charge ou comentário passará pelo editor, para verificar se respeita os preceitos estabelecidos pela publicação. Caso esteja conforme, será publicado, dando a seu autor o direito de enviar colaborações diretamente para o site, sem passar pelo crivo do editor. É uma espécie de voto de confiança, revogável em caso de desrespeito às normas divulgadas ou do uso indevido do espaço.”

Todo artigo tem espaço para comentários e admite réplicas. Trata-se de um webjornal participativo com abertura total à escrita, visto que, após a primeira publicação, não há mais censura prévia aos textos. Infelizmente, o nível da maioria dos textos ainda não é lá grande coisa.

ATUALIZAÇÃO: a participação online não está mais livre de problemas do que a presencial. O editor Paulo Markun se viu obrigado a publicar uma nota hoje, 15 de setembro.

Nota do Editor

PRIMEIROS PASSOS

O Jornal de Debates ainda engatinha e por isso, tropeça. Estamos corrigindo algumas falhas que dificultam a operação.

Temos recebido centenas de comentários e até artigos pelo caminho do Fale conosco, de leitores/internautas que não são cadastrados. Esta é uma tribuna livre, mas a clara identificação da autoria é pressuposto para um debate aberto e consequente.

É bom reiterar: TODO MUNDO pode escrever um artigo, replicar outro, enviar uma charge, propor um tema, comentar qualquer tópico ou denunciar uma colaboração que não respeite a elementar regra proposta em 1946 – a de que idéias só se combatem com idéias. Mas para isso, é preciso se cadastrar neste jornal, com ou sem um endereço de email do Ig e preenchendo um formulário mínimo.

Depois da primeira publicação de um leitor/internauta, as próximas são automaticamente colocadas no ar, cabendo ao conjunto dos participantes, a começar pelo editor, a atribuição de verificar se textos e desenhos cumprem a norma estabelecida originalmente e agora reiterada.

Cesar Sanson estranhou a composição do nosso poderoso – no sentido de ser realmente plural – conselho editorial, que considerou exageradamente laico. “Faltou alguém – salvo engano – do mundo das igrejas”, escreveu Cesar. Devolvo o problema: qual o credo que devemos privilegiar? Que religião pode representar todas as outras? O Jornal de Debates é ecumênico por definição.

Paulo Markun

Por Marcelo Träsel | Comments (0)
Categoria: Jornalismo online
 
 
Monday, 4 September 2006 - 1:56 am
iG entra na onda do webjornalismo participativo

Depois do Terra e do Estadão, agora é o portal iG que pega carona no trem do webjornalismo participativo. O primeiro texto publicado no canal Minha Notícia data do dia 27 de junho. Para participar é preciso ter cadastro no iG e seguir estas regras de uso. É interessante notar que, ao contrário do Terra e seu VC Repórter, aceitam textos opinativos. O FotoRepórter, do Estadão, como o próprio nome indica, só aceita fotos.

Por Marcelo Träsel | Comments (0)
Categoria: Jornalismo online
 
 
Tuesday, 29 August 2006 - 10:48 am
Quem matou o jornal?

Essa é a provocativa pergunta que o The Economist publica na capa. Leia a íntegra da matéria aqui.

Por Alex Primo | Comments (0)
Categoria: Jornalismo online
 
 
Wednesday, 23 August 2006 - 2:13 pm
Empresa substitui jornalistas por robô

A Thomson, empresa que trabalha com sistemas de informação, trocou seus jornalistas por um robô que escreve notícias em apenas 0,3 segundos. O objetivo é fazer com que informações sobre o mercado financeiro cheguem mais rápido a seus clientes. Evidentemente, o texto é padronizado ao extremo, mas estilo não é a principal preocupação dos investidores.

Isso é ruim? Não necessariamente. Tendo trabalhado no setor de notícias em um grande portal, posso atestar que não haveria muita diferença no resultado de um texto tratado por mim e meus colegas de profissão na época, do que um texto tratado por computador. Nosso trabalho era basicamente copiar, colar e corrigir erros gramaticais. E provavelmente um computador os corrigiria com eficiência muito maior. Quando por acaso tínhamos de fazer uma notícia do zero, a pressão do tempo fazia com que simplesmente preenchêssemos lacunas em uma pirâmide invertida. Esse tipo de trabalho é uma tortura para os seres humanos. Se a Revolução Industrial no início oferecia funções repetitivas como apertar um parafuso na linha de montagem, a Revolução Informacional atualizou esse tipo de trabalho no copiar e colar dos jornalistas e nos manuais de telemarketing.

Como diz um representante da Thomson, “isto quer dizer que podemos livrar os repórteres para que eles tenham mais tempo para pensar”. O futuro do jornalismo, definitivamente, está na interpretação.

Por Marcelo Träsel | Comments (0)
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