Marcos Palácios comenta a falta de integração entre as redações impressa e online do jornal A Tarde, que redunda inclusive em furos de reportagem da versão digital sendo adiados em prol da edição em papel:
— Ainda não se deram conta de que a partir de agora as pessoas vão ler o jornal impresso SE FOR O CASO.
Isto serve para todos os jornais. Cada vez mais as pessoas vão ler notícias e roteiros de serviços no ciberespaço, de graça. Não há mais motivo para se ter uma assinatura de jornal, exceto pelo prazer de folhear um. Sobretudo quando a mesmice grassa: as manchetes são sempre todas iguais, seja nos meios digitais, seja nos meios tradicionais. Acredito que um investimento em grandes reportagens e pautas diferenciadas seria uma das soluções para reconquistar leitores. O que vocês acham? Dêem sua opinião nos comentários.
Outro bom momento foi quando Demétrio Soster comentou a diferença entre meios massivos e digitais:
— A lógica dos meios de massa é a da difusão. A lógica dos meios digitais é a da propagação.
O que nos leva a outra questão importante no ciberespaço: o modelo de publicidade. Se a lógica é diferente, banners, pop-ups e quetais, baseados na lógica de difusão dos meios de massa, não vão funcionar tão bem. Por outro lado, ainda não se tem uma idéia muito boa de como usar a lógica de propagação da rede para publicidade. Com a explosão de blogs sobre assuntos específicos, talvez seja o caso de privilegiar o contato com seus autores, concedendo entrevistas, enviando informações e amostras de produtos para resenhas. De novo, os caros leitores podem opinar nos comentários.